Orações
Oração de Nossa Senhora do Desterro
A oração tradicional de Nossa Senhora do Desterro, a história da fuga da Sagrada Família para o Egito no Evangelho de São Mateus, e por que Maria é a Mãe de todos os exilados e refugiados.

A oração de nossa senhora do desterro que você procura é a súplica à Mãe que conheceu por dentro o que é não ter pátria, fugir de noite com um filho nos braços e viver entre estrangeiros. Damos abaixo o texto tradicional completo da oração, a história verdadeira do exílio que lhe dá o nome — a fuga da Sagrada Família para o Egito, narrada por São Mateus —, e o sentido que a piedade católica sempre encontrou nela. Nossa senhora do desterro não é uma invocação distante: é Maria refugiada, a padroeira de todos os que choram longe de casa.
A oração tradicional de Nossa Senhora do Desterro
Esta é a oração tradicional, transmitida entre os fiéis de língua portuguesa, em que pedimos à Virgem que "desterre" de nós os males, assim como ela mesma foi desterrada. Reze-a devagar, com confiança de filho:
Ó Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador do mundo, Rainha do Céu e da Terra, advogada dos pecadores, auxiliadora dos cristãos, protetora dos pobres, consoladora dos tristes, amparo dos órfãos e das viúvas, alívio das almas penantes, socorro dos aflitos.
Desterradora das indigências, das calamidades, dos inimigos corporais e espirituais, da morte cruel, dos tormentos eternos, dos maus pensamentos, dos sonhos pavorosos, das visões espantosas, do rigor do dia do juízo, das pragas, dos incêndios e desastres, das bruxarias e maldições, dos malfeitores, ladrões e assassinos.
Minha amada Mãe, eu, prostrado agora aos vossos pés, com lágrimas e cheio de arrependimento das minhas pesadas culpas, por vosso intermédio imploro perdão a Deus infinitamente bom.
Rogai ao vosso Divino Filho Jesus, por nossas famílias, para que Ele desterre de nossas vidas todos estes males, nos dê o perdão dos pecados e nos enriqueça com a sua divina graça e misericórdia.
Cobri-nos com o vosso manto maternal. Desterrai de nós todos os males. Afugentai de nós a peste e os desassossegos. Possamos, por vosso intermédio, obter de Deus a cura de todas as doenças e encontrar abertas as portas do Céu, para convosco sermos felizes por toda a eternidade. Amém.
É costume rezar, em seguida, sete Pai-Nossos, sete Ave-Marias e um Creio, honrando as Sete Dores de Maria Santíssima — porque o desterro do Egito foi uma das primeiras espadas que lhe trespassaram o coração. Se você quiser unir esta súplica à oração mariana por excelência, veja também como rezar o Terço.
Note o verbo que volta sem parar: desterrar. Toda a oração gira em torno dele. Pedimos àquela que foi expulsa da própria terra que expulse de nós o mal. Quem melhor para afastar o exílio do coração do que a Mãe que carregou o exílio nos braços?
A história: a fuga para o Egito
O título de Nossa Senhora do Desterro nasce de um único acontecimento do Evangelho, e é bom lê-lo na Sagrada Escritura. Damos o relato de São Mateus na tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, a Bíblia clássica em português católico:
"Partidos que eles foram, eis-que apareceu um anjo do Senhor em sonhos a José e lhe disse: Levanta-te, e toma o menino, e sua mãe, e foge para o Egito, e fica-te lá até que eu te avise, porque Herodes tem de buscar o menino para o matar. José, levantando-se, tomou de noite o menino, e sua mãe, e retirou-se para o Egito" (São Mateus 2, 13-14).
Pesemos cada palavra. De noite — porque a fuga foi às pressas, sob a ameaça da espada. Toma o menino, e sua mãe — o anjo confia a José a guarda dos dois mais frágeis. Foge para o Egito — para a terra que outrora escravizara Israel, agora feita refúgio do verdadeiro Israel de Deus. A Sagrada Família atravessa o deserto sem casa, sem certeza do amanhã, estrangeira entre povo de língua e culto pagãos.
E não foi por engano nem por descuido de Deus. Foi para que se cumprisse a Escritura. São Mateus mesmo o diz: "E ali esteve até à morte de Herodes: para se cumprir o que proferira o Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei a meu filho" (São Mateus 2, 15). O exílio do Menino refaz, em pequeno, toda a história do povo eleito: como Israel desceu ao Egito e de lá foi chamado, assim o novo Moisés, Jesus, desce e é chamado de volta. O desterro é página do plano divino, não acidente.
Enquanto isso, em Belém, a fúria de Herodes caía sobre as crianças: "mandou matar todos os meninos que havia em Belém... que tivessem dois anos, e daí para baixo" (São Mateus 2, 16). São os Santos Inocentes. Maria escapa, mas não escapa da dor: ouve de longe o pranto que São Mateus descreve com Jeremias — "Em Ramá se ouviu um clamor, um choro, e um grande lamento: vinha a ser Raquel chorando a seus filhos" (São Mateus 2, 18). O desterro de Maria está banhado no sangue dos Inocentes.
O regresso e o sentido do exílio
A morte de Herodes abre o caminho de casa. De novo o anjo aparece a José: "Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel: porque são mortos os que buscavam o menino para o matar" (São Mateus 2, 20). E a família volta — mas não a Belém, e sim à Galileia, "e veio morar em uma cidade que se chama Nazaré: para se cumprir o que fora dito pelos profetas: Que será chamado Nazareno" (São Mateus 2, 23).
A tradição venera neste episódio um dos sete trespasses do Coração de Maria. Ela, que recebera de Simeão o anúncio da espada, prova-a cedo: mal nascido o Filho, já tem de fugir para salvá-Lo. Aqui Maria é, por excelência, a Mãe dos exilados — daqueles que deixam a pátria fugindo da guerra, da fome ou da perseguição; daqueles que vivem longe de casa, entre estranhos; e de todos nós, que, segundo a antiga oração da Salve Rainha, somos "degredados filhos de Eva", gemendo "neste vale de lágrimas". Toda a vida cristã é um desterro até a pátria do Céu. Por isso pedimos a Maria do Desterro que nos acompanhe na nossa peregrinação, como acompanhou o Filho na d'Ela. Quem quiser entregar-se inteiramente a essa condução pode fazê-lo pela consagração a Nossa Senhora.
Como e quando rezar a Nossa Senhora do Desterro
A devoção é particularmente querida em Florianópolis, antiga Vila de Nossa Senhora do Desterro, cuja festa se celebra tradicionalmente em torno do início de abril. Mas a oração serve a qualquer hora de aperto:
- Pelos que partiram. Reze-a por refugiados, imigrantes, exilados, marinheiros, por todo o que está longe da terra natal. Maria entende essa dor como ninguém.
- Pelas famílias em provação. A Sagrada Família atravessou o deserto unida. Confie a ela o seu lar quando a casa parecer ameaçada.
- Na hora do medo. A oração pede o afastamento de males concretos — doença, calamidade, perigo. Reze-a com a confiança de quem se esconde sob o manto da Mãe, e una a ela, se quiser, os salmos de proteção que a Igreja sempre rezou contra o inimigo.
- Como preparação para a morte. O pedido final — "encontrar abertas as portas do Céu" — faz desta oração um bom ato de esperança para o termo do nosso desterro terreno.
O terço de Nossa Senhora do Desterro
Muitos fiéis procuram o terço de Nossa Senhora do Desterro como uma forma mais demorada e completa de rezar esta devoção. Ele não é um terço de cinco dezenas como o Rosário comum, mas uma oração ligada às Sete Dores de Maria — porque o desterro do Egito foi uma das primeiras espadas que lhe trespassaram o coração (cf. Lc 2, 35). Reze-o assim:
- Comece com o Sinal da Cruz e um ato de contrição.
- Reze a oração tradicional completa ("Ó Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo...") dada no início deste artigo.
- Em seguida, reze sete Pai-Nossos, sete Ave-Marias e um Creio, oferecendo cada conjunto em honra de uma das Sete Dores de Maria.
- Termine pedindo, com confiança de filho, que a Mãe que carregou o exílio nos braços desterre de você todo mal.
Se você quiser rezar também o Rosário mariano por excelência, veja como rezar o Terço e os mistérios do Terço.
A novena de Nossa Senhora do Desterro
A novena de Nossa Senhora do Desterro é a mesma súplica rezada por nove dias seguidos, com uma intenção firme. A novena é uma forma antiga de oração perseverante — os Apóstolos e a própria Virgem rezaram nove dias entre a Ascensão e Pentecostes, aguardando o Espírito Santo (cf. At 1, 14). Não há nada de mágico no número nove: ele exprime constância, e é a constância, não a fórmula, que o Senhor pede de nós (cf. Lc 18, 1).
Para fazer a novena, escolha uma intenção (a volta de um ente querido, a proteção de um exilado, a paz de uma família) e, durante nove dias, reze a oração tradicional dada acima, acrescentando, se quiser, os sete Pai-Nossos, sete Ave-Marias e um Creio das Sete Dores. Comece-a, idealmente, nos nove dias que precedem a festa, no início de abril. Para entender o sentido e a estrutura desta forma de oração, veja o que é uma novena.
"As 3 mais fortes": as orações que a Igreja recomenda
Circula entre os fiéis a busca pela oração a Nossa Senhora do Desterro "as 3 mais fortes", ou ainda por uma oração poderosa ou fortíssima. Sejamos honestos e católicos: nenhuma oração é "forte" por ser secreta, por ter um número certo de palavras ou por uma promessa de resultado garantido. A força de toda oração mariana está sempre na mesma fonte — na intercessão da Virgem junto a seu Filho. Dito isto, a tradição católica de fato nos deu três orações marianas seguríssimas e provadas, que valem mais que qualquer "fórmula forte":
- A Ave-Maria, a oração que repete as palavras do Anjo e de Santa Isabel (Lc 1, 28.42).
- A Salve Rainha, em que nós, "degredados filhos de Eva", clamamos do "vale de lágrimas" — a oração do desterro por excelência.
- A própria oração de Nossa Senhora do Desterro, dada no início deste artigo, com as Sete Dores.
Reze essas três com fé e perseverança e você terá em mãos toda a "força" que a Igreja conhece. Fuja de promessas de oração "milagrosa garantida": isso é superstição, não fé católica.
Oração para abrir caminhos, livramento e proteção
A oração tradicional já pede expressamente o livramento e a proteção: pedimos a Maria que "desterre" de nós "as indigências, as calamidades, os inimigos corporais e espirituais... as pragas, os incêndios e desastres". É, portanto, uma legítima oração de Nossa Senhora do Desterro para livramento e proteção — entendida no sentido reto: pedimos a uma Mãe que nos leve a Deus, que é o único que livra.
Quanto a "abrir caminhos": a expressão é querida ao povo, mas convém purificá-la do sentido mágico que às vezes lhe colam. Para o católico, "abrir caminhos" é pedir que Deus disponha as circunstâncias segundo a sua vontade e nos dê a graça de segui-la — como Ele abriu o caminho de volta à Sagrada Família depois do exílio (São Mateus 2, 20-21). Não se trata de "destravar" forças ocultas, mas de confiar a própria estrada à Providência. Quem quiser unir a esta súplica a oração de proteção bíblica que a Igreja sempre rezou pode acrescentar os salmos de proteção.
Para afastar alguém: o que a fé permite e o que ela proíbe
Uma das buscas mais frequentes é por uma oração de Nossa Senhora do Desterro para afastar alguém. Aqui é preciso falar com clareza de pastor. A oração católica nunca pode ser usada para fazer mal a outra pessoa, para "amarrar", "afastar" ou prejudicar quem quer que seja: isso seria maldição disfarçada de devoção, e ofende a Deus.
O que a fé permite, e até pede, é diferente:
- Pedir proteção contra quem nos faz mal. É legítimo pedir a Maria que nos guarde de pessoas perigosas, injustas ou que nos querem o mal — como a Sagrada Família foi guardada de Herodes. Mas pedimos a nossa proteção, não a desgraça do outro.
- Pedir a conversão de quem nos persegue. O cristão reza pelos próprios inimigos, não contra eles: "Orai pelos que vos perseguem" (São Mateus 5, 44).
- Pedir que Deus afaste de nós o mal, não o próximo. O verbo "desterrar" da oração se dirige aos males — pecado, peste, perigo — nunca às pessoas.
Reze, pois, com este coração: "Mãe do Desterro, guardai-me do mal e convertei quem me faz mal." Isso é fé. Tudo o que for além disso — simpatias, "trabalhos", fórmulas para prejudicar alguém — é superstição, e o católico deve fugir disso.
A imagem de Nossa Senhora do Desterro
A imagem de Nossa Senhora do Desterro mais difundida mostra a Virgem com o Menino nos braços, muitas vezes ao lado de São José, em atitude de caminho — a Sagrada Família peregrina. A imagem não é objeto de culto em si: veneramos a pessoa que ela representa, a Mãe de Deus, e por meio dela elevamos o coração a Cristo. Tê-la em casa, num oratório, é um bom auxílio à oração em família, desde que se evite todo uso supersticioso (a imagem não é amuleto nem talismã).
Perguntas Frequentes
Como rezar o terço de Nossa Senhora do Desterro?
Reze primeiro a oração tradicional ("Ó Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo...") e, em seguida, sete Pai-Nossos, sete Ave-Marias e um Creio, honrando as Sete Dores de Maria — pois o desterro do Egito foi uma das primeiras espadas que lhe trespassaram o coração. Reze devagar, com confiança de filho, sob o manto da Mãe que carregou o exílio nos braços.
Qual a história de Nossa Senhora do Desterro?
O título nasce da fuga da Sagrada Família para o Egito. Avisado em sonhos por um anjo, São José "tomou de noite o menino, e sua mãe, e retirou-se para o Egito" para escapar de Herodes, que queria matar o Menino (São Mateus 2, 13-14, tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo). A família viveu desterrada "até à morte de Herodes" (2, 15) e depois voltou, não a Belém, mas a Nazaré (2, 23). Por isso Maria é venerada como a Mãe exilada.
Qual o dia de Nossa Senhora do Desterro?
A festa é celebrada tradicionalmente em torno do início de abril, e a devoção é particularmente querida em Florianópolis, antiga Vila de Nossa Senhora do Desterro. Mas a oração serve a qualquer hora de aperto — pelos que partiram, pelas famílias em provação ou na hora do medo.
Qual é a oração de Nossa Senhora do Desterro?
A oração tradicional começa com "Ó Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador do mundo..." e invoca Maria como aquela que "desterra" de nós os males, pedindo-lhe perdão, proteção e a graça final. O texto completo está no início deste artigo. Costuma-se rezar, em seguida, sete Pai-Nossos, sete Ave-Marias e um Creio, em honra das Sete Dores de Maria.
Por que Maria é chamada Nossa Senhora do Desterro?
Porque o título recorda a fuga da Sagrada Família para o Egito, quando Maria, José e o Menino Jesus tiveram de abandonar a sua terra para escapar de Herodes, que queria matar o Menino (São Mateus 2, 13-15). Maria foi, literalmente, uma exilada — daí "do Desterro", isto é, do exílio.
Nossa Senhora do Desterro é uma santa diferente de Maria?
Não. É a própria Virgem Maria, Mãe de Deus, venerada sob este título por causa do exílio no Egito. Não se trata de outra pessoa nem de outra "entidade": é sempre a mesma e única Mãe de Jesus, invocada aqui na sua dor de refugiada.
Como fazer a novena de Nossa Senhora do Desterro?
A novena consiste em rezar a oração tradicional durante nove dias seguidos, com uma intenção firme — acrescentando, se quiser, os sete Pai-Nossos, sete Ave-Marias e um Creio das Sete Dores. O ideal é começá-la nos nove dias que precedem a festa, no início de abril. A novena é uma forma antiga de oração perseverante, à imagem dos nove dias em que Maria e os Apóstolos rezaram aguardando o Espírito Santo (At 1, 14). O número nove não tem força mágica: ele exprime constância.
Quais são as 3 orações mais fortes a Nossa Senhora do Desterro?
Nenhuma oração é "forte" por ser secreta ou por ter palavras certas — sua força está sempre na intercessão da Virgem junto a Cristo. Dito isto, as três orações marianas mais seguras e provadas pela Igreja são a Ave-Maria, a Salve Rainha (a oração dos "degredados filhos de Eva", isto é, do desterro) e a própria oração de Nossa Senhora do Desterro com as Sete Dores. Reze-as com fé e perseverança, e fuja de toda promessa de oração "milagrosa garantida".
Existe uma oração de Nossa Senhora do Desterro para afastar alguém?
A oração católica nunca pode ser usada para prejudicar, "amarrar" ou afastar uma pessoa — isso seria maldição disfarçada de devoção. O que a fé permite é pedir proteção contra quem nos faz mal (como a Sagrada Família foi guardada de Herodes) e pedir a conversão de quem nos persegue: "Orai pelos que vos perseguem" (São Mateus 5, 44). O verbo "desterrar" da oração se dirige aos males — pecado, peste, perigo —, nunca às pessoas.
A oração serve para livramento, proteção e abrir caminhos?
Sim, no sentido reto. A oração já pede expressamente livramento e proteção contra calamidades, inimigos, pragas e desastres. Quanto a "abrir caminhos", para o católico isso significa pedir que Deus disponha as circunstâncias segundo a sua vontade e nos dê a graça de segui-la — como abriu o caminho de volta à Sagrada Família depois do exílio (São Mateus 2, 20-21). Não é "destravar" forças ocultas, mas confiar a própria estrada à Providência.
Posso pedir a Nossa Senhora do Desterro proteção contra feitiços e maldições?
Sim, e a oração tradicional o faz: pede a Maria que "desterre" de nós as bruxarias e maldições. Mas entenda bem — a força não está em fórmula nenhuma, e sim na intercessão da Virgem junto a Deus. A oração não é magia nem amuleto; é confiança filial. Quem reza não manipula poderes ocultos: pede a uma Mãe que o leve a seu Filho. Fuja de qualquer prática que misture a devoção católica com simpatias, ocultismo ou superstição.
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Fontes. Relato da fuga para o Egito em São Mateus 2, 13-23 na tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (corpus Iter Fidei); texto da oração tradicional a Nossa Senhora do Desterro conforme transmitido na piedade católica lusófona.