Novenas
Novena de Santa Helena: os 9 dias completos
A novena de Santa Helena completa, dia por dia, com a oração diária, as orações próprias de cada dia e a coleta final. Reze de 10 a 18 de agosto, festa da imperatriz que encontrou a Cruz.
A novena de Santa Helena é uma oração de nove dias à imperatriz que buscou e encontrou em Jerusalém a verdadeira Cruz de Nosso Senhor. Reza-se por sua intercessão pelas conversões — sobretudo as que demoram, as que já se julgavam impossíveis —, pelos peregrinos, pelos lares divididos e para reencontrar aquilo que se perdeu, seja um objeto, seja uma pessoa. Tradicionalmente começa-se em 10 de agosto para terminar em 18 de agosto, dia de sua festa, mas pode ser rezada em qualquer tempo, assim que uma causa premente o exija.
Abaixo está o texto integral — o mesmo que rezamos no aplicativo Iter Fidei —, com a oração diária, as nove meditações, as orações próprias de cada dia e a coleta final.
Novena de Santa Helena completa
Faça-se primeiro o sinal da cruz.
Em nome do Pai,
e do Filho,
e do Espírito Santo.
Amém.
Recolha-se um instante em silêncio e reze depois a invocação diária, que se diz em cada um dos nove dias antes da meditação própria do dia.
Oração diária (todos os nove dias)
Ó santa Helena, imperatriz repleta da graça de Deus, que buscastes e reencontrastes a Cruz do vosso Salvador, confio na vossa poderosa intercessão junto do Senhor. Vós que chegastes tarde à fé e correstes para Deus de todo o coração, alcançai-me uma fé viva, o amor da Cruz e o desejo dos bens eternos; e rogo-vos instantemente que me obtenhais também, se aprouver a Deus e se for bom para a minha alma, a graça que ardentemente peço nesta novena.
Exprima aqui, com simplicidade e clareza, a intenção que confia a santa Helena — a mesma durante os nove dias.
Santa Helena, mãe de Constantino e serva da Cruz, rogai por nós. Assim seja.
Primeiro dia — A humilde origem e a mãe de Constantino
Helena nasceu por volta do ano 250, de condição humílima; a tradição di-la filha de um estalajadeiro da Bitínia, e santo Ambrósio chama-lhe sem rodeios uma boa serva de estalagem. Casou com o oficial Constâncio Cloro e deu-lhe um filho, Constantino, que havia de reinar sobre o mundo. Quando a política quis que Constâncio a repudiasse por um matrimônio mais vantajoso, Helena retirou-se em silêncio, sem amargura, guardando intacta a retidão da sua alma.
Ó santa Helena, que Deus tirou de uma humilde casa para vos elevar ao mais alto grau sem jamais alterar a simplicidade do vosso coração: alcançai-nos servir a Deus no estado em que a sua Providência nos colocou, e esperar só dele a nossa verdadeira grandeza.
Pai nosso, que estais nos céus :
santificado seja o vosso nome.
Venha a nós o vosso reino.
Seja feita a vossa vontade,
assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia
nos dai hoje.
Perdoai-nos as nossas dívidas,
assim como nós perdoamos
aos nossos devedores.
E não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal.
Amém.
Três vezes:
Ave Maria, cheia de graça,
o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres,
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós, pecadores,
agora e na hora da nossa morte.
Amém.
Glória ao Pai, e ao Filho,
e ao Espírito Santo.
Como era no princípio,
agora e sempre,
pelos séculos dos séculos.
Amém.
Segundo dia — A conversão após a ponte Mílvia
No ano de 312, na véspera da batalha da ponte Mílvia, Constantino viu no céu a Cruz luminosa com estas palavras: com este sinal vencerás. Venceu, e no ano seguinte devolveu a paz à Igreja. Helena, já idosa, abraçou então de todo o coração a fé do seu filho e recebeu o batismo. Santo Ambrósio observa que chegou tarde à graça, mas correu tanto mais depressa para recuperar o tempo perdido.
Ó santa Helena, chegada tarde à fé e todavia tão pronta a correr para Deus: alcançai a conversão daqueles que levamos na nossa oração, e para nós mesmos a graça de nunca julgar que é demasiado tarde para nos darmos inteiramente ao Senhor.
Depois o Pai-Nosso, três Ave-Marias e o Glória ao Pai, como no primeiro dia.
Terceiro dia — A imperatriz ao serviço dos pobres
Elevada à dignidade de Augusta, Helena pôs o tesouro imperial ao serviço da caridade. Viram-na misturar-se com os indigentes, servir os pobres à sua própria mesa, vestir os nus, socorrer os presos e os desterrados. A púrpura não a tornou altiva; a velha serva de estalagem permanecia sob as vestes da imperatriz, buscando a sua glória apenas em servir os membros sofredores de Jesus Cristo.
Ó santa Helena, imperatriz que vos fizestes serva dos pobres e não vos envergonhastes de os servir com as vossas mãos: alcançai-nos um coração desprendido das riquezas e atento à miséria dos nossos irmãos, para que vejamos no pobre o próprio rosto de Nosso Senhor.
Depois o Pai-Nosso, três Ave-Marias e o Glória ao Pai, como no primeiro dia.
Quarto dia — A peregrina à Terra Santa
Por volta do ano 326, com perto de oitenta anos, Helena empreendeu a longa viagem à Terra Santa. Quis pisar os lugares que Nosso Senhor santificara com os seus passos, orar em Belém, em Nazaré, no Calvário, e venerar com os próprios olhos a terra da Redenção. Nem a sua avançada idade, nem as fadigas do caminho, nem a aspereza das estradas puderam reter esta imperatriz feita peregrina por amor.
Ó santa Helena, peregrina infatigável que, no entardecer da vossa vida, tudo deixastes para ir adorar a Deus nos próprios lugares da nossa salvação: acompanhai todos os que caminham para os santuários, sustentai a nossa perseverança na idade e no cansaço, e fazei de toda a nossa vida uma peregrinação para a pátria do Céu.
Depois o Pai-Nosso, três Ave-Marias e o Glória ao Pai, como no primeiro dia.
Quinto dia — A busca da verdadeira Cruz
Chegada a Jerusalém, Helena ardia por reencontrar a Cruz em que o Salvador fora pregado. Para a sepultar no esquecimento, tinham enchido o Calvário de terra e erguido por cima um templo pagão. A imperatriz mandou derrubar o ídolo e desimpedir o lugar santo; depois, com obstinada paciência, mandou escavar até ao fundo, sem se cansar enquanto o sagrado lenho não foi restituído à luz.
Ó santa Helena, que não recuastes diante da fadiga nem dos anos para reencontrar o tesouro da Cruz: alcançai-nos buscar a Deus com o mesmo ardor, cavar sob aquilo que O sepulta nas nossas vidas, e reencontrar, pela vossa intercessão, o que julgávamos perdido sem remédio.
Depois o Pai-Nosso, três Ave-Marias e o Glória ao Pai, como no primeiro dia.
Sexto dia — O achado da santa Cruz
Vieram à luz três cruzes, e à parte o letreiro da Paixão. Como reconhecer a do Salvador? O bispo Macário mandou aproximar dos três lenhos uma mulher gravemente enferma: ao contato das duas primeiras cruzes, nada; mas assim que a terceira a tocou, ficou curada no instante. Assim o próprio Deus indicou a verdadeira Cruz, no ano de 326, e toda a Jerusalém deu graças diante do prodígio.
Ó santa Helena, a quem Deus concedeu reconhecer por um milagre o lenho da nossa salvação: alcançai-nos uma fé firme na virtude da Cruz, e a graça de discernir, no meio dos sinais enganadores do mundo, o único que salva: a Cruz de Jesus Cristo.
Depois o Pai-Nosso, três Ave-Marias e o Glória ao Pai, como no primeiro dia.
Sétimo dia — A construtora das basílicas
Helena não quis que os lugares santos permanecessem nus. Sobre o Calvário e o túmulo de Cristo ergueu-se a basílica do Santo Sepulcro; em Belém, sobre a gruta da Natividade, a igreja da Natividade; no monte das Oliveiras, o santuário do Eleona, sobre o lugar da Ascensão e do ensinamento do Senhor. Assim a velha imperatriz cobriu de pedras vivas os vestígios da passagem de Deus entre os homens.
Ó santa Helena, que erguestes santuários nos próprios lugares da vida e da morte do Salvador: alcançai-nos o zelo da casa de Deus, o respeito pelos lugares santos, e a graça de fazer dos nossos lares e dos nossos corações templos dignos de acolher a Nosso Senhor.
Depois o Pai-Nosso, três Ave-Marias e o Glória ao Pai, como no primeiro dia.
Oitavo dia — As relíquias da Paixão levadas a Roma
Helena não guardou ciosamente o tesouro que reencontrara. Deixou uma parte em Jerusalém, confiou outra a Constantinopla, e levou por fim a Roma uma porção da verdadeira Cruz, alguns cravos da Paixão e terra do Calvário, que depositou na sua própria morada: ali se ergue hoje a basílica da Santa Cruz de Jerusalém. Por ela o Ocidente pôde venerar os penhores da sua Redenção.
Ó santa Helena, que não quisestes guardar só para vós o tesouro da Cruz, mas o partilhastes para que todos pudessem adorá-lo: alcançai-nos um amor partilhado da Paixão do Salvador, e o desejo de dar a conhecer à nossa volta os bens que recebemos de Deus.
Depois o Pai-Nosso, três Ave-Marias e o Glória ao Pai, como no primeiro dia.
Nono dia — A morte de santa Helena e o nosso pedido
Cumprida a sua missão, Helena regressou; morreu por volta do ano 330, com perto de oitenta anos, rodeada dos cuidados do seu filho Constantino. Tudo recebera do mundo e tudo restituíra a Deus, e adormeceu na paz de quem já nada buscou senão a Cruz do seu Salvador. A Igreja venera-a como santa, e invoca-a no termo desta novena como mãe e protetora daqueles que buscam a Deus.
Ó santa Helena, chegada ao termo da vossa corrida junto da Cruz que tão longamente havíeis buscado: apresentai ao Senhor a intenção que vos confiei durante estes nove dias, e alcançai-me, se for bom para a minha alma, a graça que peço; sobretudo, alcançai-me buscar a Deus até ao fim e encontrá-lo enfim na glória do Céu.
Depois o Pai-Nosso, três Ave-Marias e o Glória ao Pai, como no primeiro dia.
Oração final da novena
No fim de cada dia, ou ao menos no nono, acrescenta-se o versículo e a coleta.
V. Rogai por nós, santa Helena.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos.
Ó Deus, que cada ano nos alegrais com a festa da bem-aventurada Helena, vossa serva: concedei-nos benignamente imitar os exemplos daquela cuja memória celebramos; que pela sua oração busquemos e encontremos a Cruz do vosso Filho, e por ela cheguemos à glória eterna. Por Cristo nosso Senhor.
Amém.
Em nome do Pai,
e do Filho,
e do Espírito Santo.
Amém.
Variantes da novena de Santa Helena
Novena do impossível, novena poderosa, novena milagrosa. São nomes que circulam para designar esta mesma novena. Convém dizer com franqueza: a Igreja não conhece nenhuma "novena do impossível de Santa Helena" como texto oficial distinto, nem promete resultado garantido a quem a reze. O adjetivo vem da fama da santa, que achou o que todos davam por perdido havia três séculos; daí a confiança dos fiéis para as causas que já não têm remédio humano. Rezar "o impossível" a Santa Helena é rezar esta mesma novena, com esta intenção. Quem procura orações explicitamente destinadas às causas desesperadas encontrará também a novena a São Judas Tadeu e a oração a São José para as causas impossíveis, ambas de patrimônio antigo e seguro.
Cuidado com as versões supersticiosas. Corre em ambientes esotéricos uma "oração de Santa Helena" que manda escrever o nome de uma pessoa em papel, acender velas de cor determinada e recitar fórmulas para dobrar a vontade alheia. Isso não é oração católica: é magia, e cai sob o primeiro mandamento. A intercessão dos santos nunca constrange a liberdade de ninguém nem opera por técnica.
"Santa Helena de la Cruz". É a forma espanhola — Santa Elena de la Cruz, Santa Helena da Cruz —, corrente nas folhas de devoção que circulam em espanhol. Não se trata de outra santa nem de outra novena: é esta mesma imperatriz, chamada pelo achado que a tornou célebre.
Versão curta. Quem tem pouco tempo pode rezar somente a oração diária, a oração própria do dia e um Pai-Nosso, guardando o resto para quando puder. O essencial da novena não é a extensão, mas a perseverança dos nove dias.
PDF e impressão. Esta página traz o texto completo e pode ser impressa ou salva em PDF pelo navegador (Ctrl+P ou Cmd+P). No aplicativo, os nove dias já vêm prontos, com lembrete diário.
Santa Helena, imperatriz, e a beata Elena Guerra: não confundir
Uma boa parte das buscas por "novena de Santa Helena" chega, na verdade, atrás de outra pessoa. A beata Elena Guerra (1835-1914), religiosa de Lucca, fundadora das Oblatas do Espírito Santo, foi a "apóstola do Espírito Santo": escreveu a Leão XIII e obteve dele que a novena de Pentecostes fosse recomendada a toda a Igreja (breve Provida Matris Caritate, 5 de maio de 1895), preparando a encíclica Divinum illud munus (1897). Foi beatificada por João XXIII em 26 de abril de 1959. A "novena da beata Helena Guerra" que se procura em português é, portanto, a novena de Pentecostes ao Espírito Santo — devoção distinta desta, e que tratamos à parte em a novena do Espírito Santo. Santa Helena imperatriz, mãe de Constantino, é de outro século e de outra causa: a Cruz.
Como rezar a novena de Santa Helena
Uma novena são nove dias seguidos de oração pela mesma intenção — nem oito, nem dez; o número vem dos nove dias em que os Apóstolos e Nossa Senhora perseveraram no Cenáculo entre a Ascensão e Pentecostes. Se quiser entender melhor a lógica da devoção, veja o que é uma novena.
Quando começar. A festa de Santa Helena é em 18 de agosto. Para terminar no dia da festa, começa-se em 10 de agosto. Não é obrigatório: a novena pode ser rezada em qualquer época do ano, assim que houver motivo — uma conversão pedida há anos, uma peregrinação a preparar, um objeto ou uma pessoa perdida, um casamento em ruína.
Como cada dia se organiza. Sinal da cruz; um instante de silêncio; a oração diária, na qual se formula a intenção — sempre a mesma durante os nove dias; a meditação do dia; a oração própria daquele dia; e o Pai-Nosso, três Ave-Marias e o Glória ao Pai. No nono dia acrescenta-se o versículo e a coleta.
Onde e quando. Em casa, na igreja, no caminho do trabalho: a hora não muda o valor da oração, mas a fidelidade sim. Se falhar um dia, não recomece do zero por escrúpulo — retome no dia seguinte e complete os nove. Coroe a novena, se puder, com a confissão e a comunhão no dia da festa: é assim que a Igreja sempre entendeu que se pede bem, pela Missa antes de tudo.
A intenção. Peça com clareza e com desprendimento: "se aprouver a Deus e se for bom para a minha alma". A novena não força a mão de Deus. Ele atende sempre — à sua hora, e segundo o que salva.
Quem foi Santa Helena
Helena nasceu por volta de 250, provavelmente em Drepano, na Bitínia — cidade que Constantino depois rebatizaria Helenópolis em sua honra. Santo Ambrósio chama-a stabularia, serva de estalagem, e não há razão para suavizar a palavra: a origem era baixíssima. A lenda medieval inglesa que a faz filha do rei Colo de Colchester não tem nenhum valor histórico, e Butler a descarta sem hesitar.
Uniu-se a Constâncio Cloro — os historiadores discutem se como esposa legítima ou como concubina no sentido jurídico romano —, e dele teve Constantino, nascido em Naísso por volta de 274. Em 292, elevado à dignidade de César, Constâncio repudiou-a para casar com Teodora, enteada do imperador Maximiano. Helena desapareceu então da vida pública por mais de trinta anos. Só reapareceu quando o filho, proclamado imperador em York em 306 e senhor do Ocidente depois da ponte Mílvia, a chamou à corte e a fez Augusta por volta de 324 — moedas com sua efígie circularam por todo o Império.
Sobre a descoberta da Cruz convém ser exato. Eusébio de Cesareia, que descreve em detalhe a peregrinação de Helena à Terra Santa por volta de 326-328, sua caridade e as igrejas que ela fez erguer em Belém e no Monte das Oliveiras, não menciona que ela tenha achado a Cruz. Que a Cruz foi encontrada em Jerusalém no tempo de Constantino é fato firmemente atestado: São Cirilo de Jerusalém já o afirma por volta de 350, quando as relíquias eram veneradas na cidade e distribuídas pelo mundo. O papel pessoal de Helena nessa descoberta aparece nas fontes a partir do fim do século IV — Santo Ambrósio na oração fúnebre de Teodósio (395), depois Rufino, Sócrates, Sozomeno, Teodoreto — e é essa tradição, unânime desde então, que a novena medita. O episódio da doente curada ao toque do terceiro madeiro pertence a esse mesmo estrato: venerável, constante na liturgia e nos Padres, mas não documentado pela testemunha contemporânea.
Morreu por volta de 330, com quase oitenta anos, na presença do filho — provavelmente em Nicomédia. Foi sepultada em Roma, na Via Labicana, num grande sarcófago de pórfiro hoje nos Museus Vaticanos; suas relíquias veneram-se em Santa Maria in Aracoeli. De seu palácio Sessoriano, onde depositou a terra do Calvário, nasceu a basílica de Santa Cruz de Jerusalém, uma das sete igrejas da peregrinação romana.
No calendário de 1962, 18 de agosto é dia de São Agapito, mártir; Santa Helena figura nessa data no Martirológio Romano, e sua Missa se toma do Comum das Santas Mulheres — de onde vem a coleta desta novena. Sua memória está sobretudo ligada às duas festas da Cruz: a Invenção, em 3 de maio, e a Exaltação, em 14 de setembro. É invocada pelas conversões, pelos peregrinos e arqueólogos, pelos casamentos difíceis — ela, que foi repudiada e não se amargurou — e para achar o que se perdeu. Quem venera a Cruz encontrada por ela reza naturalmente a oração da Santa Cruz e medita a Paixão de Cristo, que é o coração de tudo.
Perguntas Frequentes
Como fazer a novena de Santa Helena?
Reze durante nove dias seguidos, sempre pela mesma intenção. Cada dia: sinal da cruz, um momento de silêncio, a oração diária (formulando a intenção), a meditação do dia, a oração própria do dia e, por fim, o Pai-Nosso, três Ave-Marias e o Glória ao Pai. No nono dia acrescente o versículo e a coleta. Todo o texto está nesta página.
Quando fazer a novena de Santa Helena? Que dia começa?
Comece em 10 de agosto para terminar em 18 de agosto, dia da festa da santa. Fora desse período, pode-se começar em qualquer dia do ano: basta contar nove dias seguidos a partir do dia em que se começa.
Para que serve a novena de Santa Helena?
Pede-se por sua intercessão sobretudo as conversões — a dela mesma foi tardia —, a proteção dos peregrinos, a paz nos casamentos difíceis e a recuperação do que se perdeu, objetos ou pessoas. E, acima de tudo, o amor da Cruz, que foi a paixão de sua vida.
A novena de Santa Helena é a mesma coisa que a novena da beata Helena Guerra?
Não. A beata Elena Guerra (1835-1914), beatificada em 1959, é a apóstola do Espírito Santo, e a "novena" ligada ao seu nome é a novena de Pentecostes ao Espírito Santo. Santa Helena imperatriz (c. 250-330) é a mãe de Constantino, que achou a verdadeira Cruz. São duas devoções distintas.
Como fazer a novena da beata Helena Guerra, e que dia ela começa?
É a novena de Pentecostes, que a beata pediu a Leão XIII que fosse recomendada a toda a Igreja. Reza-se nos nove dias entre a Ascensão e Pentecostes — começa, portanto, na sexta-feira seguinte à Ascensão e termina no sábado de vigília de Pentecostes, datas que mudam a cada ano com a Páscoa. Fora desse tempo pode-se rezá-la em qualquer época. O texto e a ordem dos nove dias estão em a novena do Espírito Santo; não é esta novena de Santa Helena imperatriz, ainda que os nomes se pareçam.
Existe uma "novena do impossível" de Santa Helena?
Não como texto oficial próprio. É um apelido popular desta mesma novena, nascido da fama da santa que achou o que estava perdido havia três séculos. Reze este texto com a sua intenção. Para causas desesperadas, a Igreja recomenda também a novena a São Judas Tadeu.
Posso rezar a oração de Santa Helena para reconquistar um amor?
Não com as fórmulas esotéricas que circulam na internet — velas de cor, nome escrito em papel, palavras para dobrar a vontade de alguém. Isso é superstição, proibida pelo primeiro mandamento. Pode-se pedir a Santa Helena a conversão e a paz de um coração; nunca o domínio sobre a liberdade dele.
Que dia se comemora Santa Helena?
18 de agosto, data em que o Martirológio Romano a inscreve. No calendário de 1962 esse dia é liturgicamente de São Agapito, mártir; a Missa de Santa Helena toma-se do Comum das Santas Mulheres. Sua memória liga-se também às festas da Invenção (3 de maio) e da Exaltação da Santa Cruz (14 de setembro), que se medita bem com a Via Sacra.
Reze a novena de Santa Helena dia após dia, com lembretes e áudio, no aplicativo Iter Fidei. Baixe aqui.
Fontes. Sagrada Escritura (trad. Pe. Matos Soares / Figueiredo) ; Butler, Vidas dos Santos, 18 de agosto ; Martirológio Romano, 18 de agosto ; Missal Romano de 1962, Comum das Santas Mulheres ; Santo Ambrósio, De obitu Theodosii ; Eusébio de Cesareia, Vida de Constantino, livro III ; São Cirilo de Jerusalém, Carta a Constâncio ; Leão XIII, Provida Matris Caritate (1895) e Divinum illud munus (1897).