A Sagrada Bíblia · Figueiredo · Biblia Sacra Vulgata
João 3: Nicodemos, o novo nascimento e «assim amou Deus ao mundo»
João 3 é o capítulo de Nicodemos, do novo nascimento «da água, e do Espírito Santo» e do versículo mais conhecido do Evangelho, João 3,16: «Porque assim amou Deus ao mundo, que lhe deu seu Filho unigênito». Aqui está o capítulo inteiro na tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, feita sobre a Vulgata, com o latim ao lado, versículo por versículo; o guia explica a conversa noturna, o batismo, a serpente de bronze, João 3,16, o último testemunho de João Batista (3,30) e o uso do capítulo na liturgia de 1962.
1 Erat autem homo ex pharisæis, Nicodemus nomine, princeps Judæorum.
1 E havia um homem de entre os fariseus, por nome Nicodemos, um dos chefes dos judeus.
2 Hic venit ad Jesum nocte, et dixit ei : Rabbi, scimus quia a Deo venisti magister, nemo enim potest hæc signa facere, quæ tu facis, nisi fuerit Deus cum eo.
2 Êste uma noite veio buscar a Jesus, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo da parte de Deus, porque ninguém pode fazer êstes milagres, que tu fazes, se Deus não estiver com êle.
3 Respondit Jesus, et dixit ei : Amen, amen dico tibi, nisi quis renatus fuerit denuo, non potest videre regnum Dei.
3 Jesus respondeu, e lhe disse: Na verdade, na verdade, te digo, que não pode ver o reino de Deus, senão aquêle que renascer de novo.
4 Dicit ad eum Nicodemus : Quomodo potest homo nasci, cum sit senex ? numquid potest in ventrem matris suæ iterato introire et renasci ?
4 Nicodemos lhe disse: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer outra vez?
5 Respondit Jesus : Amen, amen dico tibi, nisi quis renatus fuerit ex aqua, et Spiritu Sancto, non potest introire in regnum Dei.
5 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo, que quem não renascer da água, e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus.
6 Quod natum est ex carne, caro est : et quod natum est ex spiritu, spiritus est.
6 O que é nascido da carne, é carne: E o que é nascido do espírito, é espírito.
7 Non mireris quia dixi tibi : oportet vos nasci denuo.
7 Não te maravilhes de eu te dizer: Importa-vos nascer outra vez.
8 Spiritus ubi vult spirat, et vocem ejus audis, sed nescis unde veniat, aut quo vadat : sic est omnis qui natus est ex spiritu.
8 O espírito assopra onde quer: E tu ouves a sua voz, mas não sabes donde êle vem, nem para onde vai: Assim é todo aquêle que é nascido do espírito.
9 Respondit Nicodemus, et dixit ei : Quomodo possunt hæc fieri ?
9 Perguntou Nicodemos, e disse-lhe: Como se pode isso fazer?
10 Respondit Jesus, et dixit ei : Tu es magister in Israël, et hæc ignoras ?
10 Respondeu Jesus, e disse-lhe: Tu és mestre em Israel, e não sabes estas coisas?
11 Amen, amen dico tibi, quia quod scimus loquimur, et quod vidimus testamur, et testimonium nostrum non accipitis.
11 Em verdade, em verdade te digo, que nós dizemos o que sabemos, e que damos testemunho do que vimos, e vós contudo isso não recebeis o nosso testemunho.
12 Si terrena dixi vobis, et non creditis : quomodo, si dixero vobis cælestia, credetis ?
12 Se quando eu vos tenho falado nas coisas terrenas, ainda assim vós me não credes: Como me crereis vós, se eu vos falar nas celestiais?
13 Et nemo ascendit in cælum, nisi qui descendit de cælo, Filius hominis, qui est in cælo.
13 Também ninguém subiu ao Céu, senão aquêle que desceu do Céu, a saber, o Filho do homem, que está no Céu.
14 Et sicut Moyses exaltavit serpentem in deserto, ita exaltari oportet Filium hominis :
14 E como Moisés no deserto levantou a serpente, assim importa que seja levantado o Filho do homem:
15 ut omnis qui credit in ipsum, non pereat, sed habeat vitam æternam.
15 Para que todo o que crê nêle, não pereça, mas tenha a vida eterna.
16 Sic enim Deus dilexit mundum, ut Filium suum unigenitum daret : ut omnis qui credit in eum, non pereat, sed habeat vitam æternam.
16 Porque assim amou Deus ao mundo, que lhe deu seu Filho unigênito: Para que todo o que crê nêle não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Non enim misit Deus Filium suum in mundum, ut judicet mundum, sed ut salvetur mundus per ipsum.
17 Porque Deus não enviou seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por êle.
18 Qui credit in eum, non judicatur ; qui autem non credit, jam judicatus est : quia non credit in nomine unigeniti Filii Dei.
18 Quem nêle crê, não é condenado: Mas o que não crê, já está condenado: Porque não crê no nome do Filho unigênito de Deus.
19 Hoc est autem judicium : quia lux venit in mundum, et dilexerunt homines magis tenebras quam lucem : erant enim eorum mala opera.
19 E a causa desta condenação é: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz: Porque eram más as suas obras.
20 Omnis enim qui male agit, odit lucem, et non venit ad lucem, ut non arguantur opera ejus :
20 Porquanto todo aquêle que obra mal, aborrece a luz, e não se chega para a luz, para que não sejam argüidas as suas obras.
21 qui autem facit veritatem, venit ad lucem, ut manifestentur opera ejus, quia in Deo sunt facta.
21 Mas aquêle que obra verdade, chega-se para a luz, para que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.
22 Post hæc venit Jesus et discipuli ejus in terram Judæam : et illic demorabatur cum eis, et baptizabat.
22 Passado isto veio Jesus com seus discípulos para a terra de Judéia: E ali se demorava com êles, e batizava.
23 Erat autem et Joannes baptizans, in Ænnon, juxta Salim : quia aquæ multæ erant illic, et veniebant et baptizabantur.
23 E João batizava também em Enon, junto a Salím: Porque havia ali muitas águas, e eram muitos os que vinham, e eram batizados.
24 Nondum enim missus fuerat Joannes in carcerem.
24 Porque ainda João não tinha sido pôsto no cárcere.
25 Facta est autem quæstio ex discipulis Joannis cum Judæis de purificatione.
25 Excitou-se pois uma questão entre os discípulos de João e os judeus, acêrca da purificação.
26 Et venerunt ad Joannem, et dixerunt ei : Rabbi, qui erat tecum trans Jordanem, cui tu testimonium perhibuisti, ecce hic baptizat, et omnes veniunt ad eum.
26 E foram ter com João, e lhe disseram: Mestre, o que estava contigo da banda dalém do Jordão, de quem tu deste testemunho, ei-lo aí está batizando, e todos vêm a êle.
27 Respondit Joannes, et dixit : Non potest homo accipere quidquam, nisi fuerit ei datum de cælo.
27 Respondeu João, e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se do Céu lhe não fôr dada.
28 Ipsi vos mihi testimonium perhibetis, quod dixerim : Non sum ego Christus : sed quia missus sum ante illum.
28 Vós outros mesmos me sois testemunhas de que eu vos disse: Eu não sou o Cristo mas sou enviado adiante dêle.
29 Qui habet sponsam, sponsus est : amicus autem sponsi, qui stat, et audit eum, gaudio gaudet propter vocem sponsi. Hoc ergo gaudium meum impletum est.
29 O que tem a espôsa, é o espôso: Mas o amigo do espôso, que está com êle, e o ouve, se enche de gôsto com a voz do espôso. Pois já êste meu gôzo é cumprido.
30 Illum oportet crescere, me autem minui.
30 Convém que êle cresça, e que eu diminua.
31 Qui desursum venit, super omnes est. Qui est de terra, de terra est, et de terra loquitur. Qui de cælo venit, super omnes est.
31 O que vem lá de riba, é sôbre todos. O que é da terra, é da terra, e fala da terra. O que vem do Céu, é sôbre todos.
32 Et quod vidit, et audivit, hoc testatur : et testimonium ejus nemo accipit.
32 E o que viu, e ouviu, isso testifica: E ninguém recebe o seu testemunho.
33 Qui accepit ejus testimonium signavit, quia Deus verax est.
33 O que recebeu o seu testemunho, confirmou que Deus é verdadeiro.
34 Quem enim misit Deus, verba Dei loquitur : non enim ad mensuram dat Deus spiritum.
34 Porque aquêle a quem Deus enviou, êsse fala palavras de Deus: Porque não lhe dá Deus o espírito por medida.
35 Pater diligit Filium et omnia dedit in manu ejus.
35 O Pai ama ao Filho: E tôdas as coisas pôs na sua mão.
36 Qui credit in Filium, habet vitam æternam ; qui autem incredulus est Filio, non videbit vitam, sed ira Dei manet super eum.
36 O que crê no Filho, tem a vida eterna: O que porém não crê no Filho, não verá a vida, mas sôbre êle permanece a ira de Deus.
Latim: Biblia Sacra Vulgata (1592). Português: A Sagrada Bíblia (Figueiredo) (1781-1784).
O contexto: o começo do ministério de Jesus
O Evangelho de São João, escrito segundo a tradição em Éfeso no fim do século I, segue uma ordem própria. Depois do prólogo, do testemunho de João Batista e do primeiro sinal em Caná, Jesus sobe a Jerusalém para a Páscoa e expulsa os vendilhões do Templo (capítulo 2). Muitos creem nele por causa dos milagres, mas o evangelista observa que «êle bem sabia por si mesmo o que havia no homem» (Jo 2,25). O capítulo 3 mostra um desses homens, Nicodemos, e o capítulo 4 uma mulher de Samaria: dois encontros em que Jesus revela quem é. Para o Evangelho inteiro, veja a página do Evangelho segundo São João.
O que diz João 3? O capítulo passo a passo
Nicodemos vem de noite (v. 1-2). «E havia um homem de entre os fariseus, por nome Nicodemos, um dos chefes dos judeus» (v. 1). Ele vem «uma noite» (v. 2), talvez por prudência, talvez para conversar com calma; o evangelista, que gosta de símbolos, deixa entender também a noite de quem ainda não vê. Nicodemos começa com respeito: «Rabi, sabemos que és Mestre, vindo da parte de Deus».
O novo nascimento (v. 3-8). Jesus responde sem rodeios: «não pode ver o reino de Deus, senão aquêle que renascer de novo» (v. 3). Nicodemos entende ao pé da letra: «Como pode um homem nascer, sendo velho?» (v. 4). Jesus explica, comentado abaixo, e compara o Espírito ao vento: «O espírito assopra onde quer: E tu ouves a sua voz, mas não sabes donde êle vem, nem para onde vai» (v. 8). Em grego e em latim, a mesma palavra quer dizer vento e espírito.
As coisas do céu (v. 9-15). «Tu és mestre em Israel, e não sabes estas coisas?» (v. 10). Jesus fala do que viu, porque é o único que «desceu do Céu» (v. 13). E anuncia a sua Cruz com uma figura do livro dos Números, comentada abaixo.
O amor de Deus e o juízo (v. 16-21). O versículo 16 e o que ele implica, comentados abaixo.
O último testemunho de João Batista (v. 22-36). Jesus e os seus discípulos batizam na Judeia, e João batiza em Enon. Os discípulos do Batista se inquietam: «todos vêm a êle» (v. 26). João responde com uma das frases mais humildes da Escritura, comentada abaixo.
João 3,5: nascer da água e do Espírito
«Em verdade, em verdade te digo, que quem não renascer da água, e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus» (v. 5). Jesus explica o que entendia por «renascer»: não é voltar ao ventre da mãe, mas receber uma vida nova, que vem de Deus. «O que é nascido da carne, é carne: E o que é nascido do espírito, é espírito» (v. 6). O prólogo já o tinha dito: os filhos de Deus são os que «não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus» (Jo 1,13).
A Igreja sempre leu nesse versículo o batismo. Os Padres o leram assim, e o Concílio de Trento, na sessão VII (1547), condena quem disser que a água verdadeira e natural não é necessária ao batismo e reduzir a uma metáfora as palavras de Cristo «quem não renascer da água, e do Espírito Santo». Muitos cristãos evangélicos falam hoje de “nascer de novo” como de uma experiência interior de conversão; para a fé católica, o novo nascimento é antes de tudo um sacramento, recebido uma vez para sempre, cuja graça deve depois crescer pela conversão de toda a vida. Veja batismo católico.
João 3,14-15: a serpente de bronze
«E como Moisés no deserto levantou a serpente, assim importa que seja levantado o Filho do homem» (v. 14). No deserto, os israelitas mordidos pelas serpentes eram curados olhando para a serpente de bronze que Moisés pusera num poste: «todo o que sendo ferido olhar para ela, viverá» (Nm 21,8). Jesus se aplica essa figura: ser «levantado» é ser pregado na Cruz, e quem olha para ele com fé é curado do pecado. Ele o dirá de novo: «E eu quando fôr levantado da terra, tôdas as coisas atrairei a mim mesmo» (Jo 12,32).
João 3,16: «Porque assim amou Deus ao mundo»
«Porque assim amou Deus ao mundo, que lhe deu seu Filho unigênito: Para que todo o que crê nêle não pereça, mas tenha a vida eterna» (v. 16). Em latim, Sic enim Deus dilexit mundum, ut Filium suum unigenitum daret. É talvez o versículo mais conhecido de toda a Bíblia, porque resume o Evangelho inteiro em uma frase.
«Assim amou». A medida do amor de Deus é o dom: não deu uma coisa, deu o Filho. «Unigênito» quer dizer o Filho único, da mesma natureza do Pai, e não uma criatura: o versículo é uma confissão da divindade de Cristo.
«Ao mundo». O mundo, em São João, é muitas vezes a humanidade que recusa a Deus. É esse mundo que Deus ama primeiro, antes de qualquer mérito. O versículo seguinte o confirma: «Porque Deus não enviou seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por êle» (v. 17). Santo Agostinho, na homilia que o Breviário lê na segunda-feira de Pentecostes, compara Cristo a um médico: Quantum in medico est, sanare venit aegrotum, quanto depende do médico, ele veio para curar o doente; quem não quer seguir as prescrições do médico perde-se a si mesmo.
«Todo o que crê nêle». Que fé é essa? A leitura católica não a separa do resto do capítulo. Poucos versículos antes, Jesus falou do novo nascimento pela água e pelo Espírito; poucos versículos depois, diz que «aquêle que obra verdade, chega-se para a luz» (v. 21). A fé que salva é a que recebe o batismo e se torna vida: «O que crer e fôr batizado, será salvo» (Mc 16,16), e São Paulo fala da «fé, que obra por caridade» (Gl 5,6). O Concílio de Trento chama a fé de princípio, fundamento e raiz de toda justificação, e ensina ao mesmo tempo que ela, sem a esperança e a caridade, não une perfeitamente a Cristo.
O juízo (v. 18-21). «Quem nêle crê, não é condenado: Mas o que não crê, já está condenado» (v. 18). Deus não precisa condenar ninguém: quem recusa a luz se condena a si mesmo. «E a causa desta condenação é: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz: Porque eram más as suas obras» (v. 19). O remédio é ir para a luz, isto é, reconhecer o próprio pecado; a mesma homilia de Agostinho diz que o começo das boas obras é a confissão das obras más.
João 3,30: «Convém que êle cresça, e que eu diminua»
Os discípulos de João Batista se queixam de que todos vão a Jesus. João responde com a imagem das bodas: «O que tem a espôsa, é o espôso: Mas o amigo do espôso, que está com êle, e o ouve, se enche de gôsto com a voz do espôso» (v. 29). O esposo é Cristo, a esposa é o povo de Deus, a Igreja; João é apenas o amigo que prepara as bodas, e se alegra de desaparecer. Daí a frase: «Convém que êle cresça, e que eu diminua» (v. 30).
É o lema de toda santidade: deixar crescer Cristo em si e diminuir o próprio eu. Um sermão que a tradição atribui a Santo Agostinho, e que o Breviário lia na antiga oitava de São João Batista, viu nisso um sinal escrito no próprio calendário: João nasce em 24 de junho, quando os dias começam a diminuir, e Cristo em 25 de dezembro, quando começam a crescer. (O sermão pensa no hemisfério norte; no Brasil as estações se invertem, mas o símbolo continua sendo o mesmo.) Para a vida do Precursor, veja quem foi João Batista.
O capítulo termina com um resumo, talvez palavras do evangelista: «O que crê no Filho, tem a vida eterna: O que porém não crê no Filho, não verá a vida, mas sôbre êle permanece a ira de Deus» (v. 36).
Quem foi Nicodemos?
Nicodemos era fariseu e «um dos chefes dos judeus» (v. 1), provavelmente membro do Sinédrio, o conselho supremo do povo. Depois desta conversa, reaparece duas vezes no Evangelho de João. No capítulo 7 defende Jesus diante dos seus colegas: «Condena porventura a nossa lei a algum homem antes de o ouvir» (Jo 7,51). E depois da Cruz, com José de Arimateia, dá sepultura ao corpo do Senhor: «E Nicodemos, o que havia ido primeiramente de noite buscar a Jesus, veio também, trazendo uma composição de quase cem libras de mirra e de áloes» (Jo 19,39). O homem que tinha vindo de noite termina à luz do dia, junto da Cruz. Veja quem foi Nicodemos.
João 3 na liturgia de 1962
- Segunda-feira de Pentecostes. O Evangelho da Missa é João 3,16-21, e a homilia das Matinas é de Santo Agostinho (Tratado 12 sobre o Evangelho de João).
- Sábado das Têmporas de Pentecostes. A antífona da comunhão é o versículo 8: Spiritus ubi vult spirat, «O espírito assopra onde quer».
Perguntas Frequentes
O que significa João 3,16?
Que Deus amou a humanidade a ponto de entregar o seu Filho único, para que quem crê nele seja salvo e tenha a vida eterna. Para a leitura católica, essa fé inclui o batismo, anunciado no versículo 5, e se torna vida pelas obras feitas na luz (v. 21).
O que significa nascer de novo em João 3?
É receber uma vida nova, que vem de Deus, «da água, e do Espírito Santo» (v. 5). A Igreja ensina que esse novo nascimento se dá no batismo; a conversão de toda a vida desenvolve depois a graça recebida.
Quem foi Nicodemos?
Um fariseu, um dos chefes dos judeus, que foi falar com Jesus de noite. Mais tarde defendeu Jesus diante dos chefes (Jo 7,50-51) e, depois da crucifixão, ajudou a sepultá-lo, trazendo mirra e aloés (Jo 19,39).
O que significa «Convém que êle cresça, e que eu diminua»?
São palavras de João Batista sobre Jesus (João 3,30): o Precursor se alegra de desaparecer para que Cristo seja conhecido. São o lema da humildade cristã: deixar crescer Cristo e diminuir o próprio eu.
O que significa a serpente de bronze em João 3,14?
É uma figura da Cruz. Como os israelitas mordidos pelas serpentes eram curados olhando para a serpente de bronze levantada por Moisés (Números 21), quem olha com fé para Cristo levantado na Cruz é curado do pecado.
Quando se lê João 3 na Missa tradicional?
Na segunda-feira de Pentecostes, cujo Evangelho é João 3,16-21; o versículo 8 é a antífona da comunhão do sábado das Têmporas de Pentecostes.
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