Novenas
Novena de São Brás: os 9 dias completos
A novena de São Brás, bispo e mártir invocado contra os males da garganta: o texto completo dos nove dias, as três orações tradicionais, a oração para o mal de garganta e o dia certo de começar.
A novena de São Brás é a súplica de nove dias que a tradição católica confia ao bispo de Sebaste, mártir por volta do ano 316, invocado desde os primeiros séculos como protetor celeste contra os males da garganta e, mais amplamente, pela libertação de toda enfermidade. Rezamo-la pelos doentes, pela voz, pelas afecções da garganta e das vias respiratórias — nossas e das pessoas que amamos —, e pela graça que trazemos no coração. Começa-se em 26 de janeiro para terminar em 3 de fevereiro, dia de sua festa e da bênção das gargantas; mas pode ser rezada em qualquer tempo, diante de qualquer necessidade.
Nesta página você encontra o texto completo da novena de São Brás — o mesmo que rezamos no aplicativo Iter Fidei: a oração de todos os dias, as nove meditações com suas nove súplicas, as três orações tradicionais ao santo, a antiga oração para o mal de garganta, a fórmula da bênção, a coleta do Missal Romano e a verdadeira vida do mártir. Se você nunca rezou uma, veja antes o que é uma novena.
O texto completo da novena de São Brás
A estrutura é simples e antiquíssima. Em cada um dos nove dias faz-se o sinal da cruz, lê-se a meditação própria daquele dia com sua súplica, e rezam-se em seguida — sempre as mesmas — as três orações tradicionais a São Brás, cada uma seguida do Glória ao Pai, com a oração para o mal de garganta. Nada muda de um dia para o outro senão a meditação: é assim que a novena se aprende de cor e se transforma em oração do coração.
A oração de todos os dias
Começa-se, como toda oração cristã, por o sinal da cruz:
Em nome do Pai,
e do Filho,
e do Espírito Santo.
Amém.
Recolhe-te um instante em silêncio e lê depois a meditação própria do dia; após o que se rezam, como em cada um dos nove dias, as três orações a são Brás com a oração para o mal de garganta.
Primeiro dia — A fé guardada
São Brás guardou a fé de Cristo até à morte. Intimado a sacrificar aos ídolos, recusou sem tremer; açoitado, suspenso num poste, não negou o seu Salvador, mas selou com o seu sangue o seu testemunho. Num tempo em que se abandonava Cristo para salvar a vida, amou a verdade mais do que a própria carne.
São Brás, mártir fiel, alcançai-nos guardar íntegra e corajosa a nossa fé no meio das provações do tempo presente, confessá-la sem respeito humano e permanecer-lhe fiéis até ao último alento.
Segundo dia — A caridade do pastor
Eleito bispo de Sebaste ainda jovem, Brás, que primeiro exercera a medicina, cuidou do seu povo no corpo e na alma. Curava os doentes que lhe levavam, consolava os aflitos e não afastava da sua porta nem o pobre nem o animal. Verdadeiro pastor, mostrou-o até ao fim: deu a vida pelo seu rebanho.
São Brás, bom pastor e médico dos corpos e das almas, alcançai-nos um coração atento à angústia do próximo, o espírito de caridade para com todos, e sobretudo o zelo de socorrer os doentes e os aflitos que não têm outro amparo senão Deus.
Terceiro dia — O desprendimento do mundo
Quando se levantou a perseguição, Brás retirou-se a uma gruta do monte Argeu, para nela buscar Deus só na oração e na penitência. Deixou as honras e o repouso para atender mais livremente à sua santificação. Longe do ruído dos homens, aprendeu o que o mundo não pode dar: o silêncio em que Deus se faz ouvir.
São Brás, vós que fugistes das vaidades do século para buscar Deus só, alcançai-nos a graça do desprendimento das coisas passageiras, o amor do recolhimento e da oração, para que busquemos antes de tudo o Reino de Deus e a sua justiça.
Quarto dia — O domínio das paixões
Na sua solidão as feras vinham a Brás sem lhe fazer mal; ele curava-as das suas chagas, e elas aguardavam a sua bênção. O que Deus operava por fora, amansando as feras, operava-o primeiro dentro do santo: pois ninguém manda nos leões se não se fez antes senhor das feras mais secretas do próprio coração.
São Brás, diante de quem as feras se apaziguavam, alcançai-nos submeter à razão e à fé as paixões desordenadas do nosso coração, para que, senhores de nós mesmos pela graça, sirvamos a Deus na paz e na liberdade dos filhos de Deus.
Quinto dia — A cura do corpo
Enquanto o conduziam à prisão, uma mãe em lágrimas apresentou-lhe o seu filho, que morria, uma espinha de peixe cravada na garganta. Brás orou, impôs as mãos, e o menino foi liberto. Deste prodígio lhe vem o patrocínio: o santo que arrancou uma garganta à morte é invocado por todas as gargantas em perigo e por toda a enfermidade do corpo.
São Brás, que salvastes do sufocamento o menino desventurado, lançai um olhar de bondade sobre os doentes; a vós confiamos os nossos males da garganta e toda a enfermidade, por nós e pelos que amamos: alcançai-nos de Deus, se for bom para as nossas almas, a saúde do corpo, e sempre a paciência no sofrimento.
Sexto dia — A santidade da palavra
A garganta que são Brás protege é também a sede da palavra. A língua que ele libertou do perigo deve servir para louvar a Deus, confessar a verdade, consolar e não ferir. Muitos males da alma nascem da boca: a mentira, a maledicência, a blasfêmia; e o santo que guardou a sua para proclamar Cristo ensina-nos a santificar a nossa.
São Brás, protetor da garganta e da voz, alcançai-nos não pecar jamais pela palavra, mas empregar a nossa língua em cantar os louvores de Deus, em confessar e defender a verdade da fé, e em conduzir ao bem todos os nossos irmãos.
Sétimo dia — A paciência nas tribulações
Entregue ao tirano, Brás foi suspenso num poste, e a sua carne foi dilacerada com pentes de ferro, da cabeça aos pés. Sob aquele tormento não desfaleceu, mas ofereceu as suas chagas pela fé. Aqueles pentes que o fizeram em farrapos tornaram-no patrono dos cardadores de lã, e o seu exemplo, mestre de todos os que sofrem.
São Brás, que não desfalecestes sob os pentes de ferro, alcançai-nos levar com paciência as cruzes de cada dia, uni-las aos sofrimentos de Nosso Senhor, e achar na sua Paixão a força de nunca murmurar contra a mão de Deus.
Oitavo dia — A fortaleza dos mártires
A tradição refere que Brás, podendo esquivar-se aos seus algozes, voltou livremente às suas mãos para selar com o seu sangue a fé que pregara. Não fugiu da morte, mas abraçou-a, preferindo a glória do martírio à salvação de um dia. Assim venceram os mártires, não evitando a cruz, mas recebendo-a por amor de Cristo.
São Brás, que voltastes por vós mesmo ao martírio, alcançai-nos a fortaleza cristã: que estejamos sempre prontos a sofrer tudo antes de trair a fé, a sacrificar pela glória de Deus as nossas comodidades, os nossos bens e até a vida, para ter parte no prêmio dos mártires no Céu.
Nono dia — O prêmio do céu
Decapitado por Cristo por volta do ano 316, Brás recebeu a coroa que esperara, e reina agora na glória de Deus. A Igreja honra-o cada 3 de fevereiro, e pela bênção das gargantas confia ainda ao mártir os males do seu povo. Ele espera-nos no termo desta novena como esperou o seu Senhor: na fidelidade e na paz.
São Brás, que reinais na glória dos mártires, alcançai-nos, pela vossa intercessão, a graça que trazemos no coração, se for proveitosa para a nossa salvação, e sobretudo a perseverança final, para que, fiéis até ao fim, vos alcancemos no Céu onde nos esperais.
As três orações a São Brás (rezadas todos os dias)
Rezam-se agora as três orações a são Brás, cada uma seguida do Glória ao Pai.
Estas três orações são o coração da novena e vêm dos antigos devocionários. Elas percorrem as três etapas da vida do santo que as meditações desdobram: a ascese do monte Argeu, a cura do menino, o glorioso martírio.
Ó glorioso são Brás, que, tendo renunciado ao bispado de Sebaste para atender mais plenamente à vossa santificação na solidão do monte Argeu, vistes os tigres e os leões amansarem-se diante de vós e fazer-vos pacífica companhia: alcançai-nos a todos a graça de nos aplicarmos com todas as forças à aquisição das virtudes cristãs, a fim de sujeitar às máximas da fé as feras misteriosas das nossas paixões.
Glória ao Pai, e ao Filho,
e ao Espírito Santo.
Como era no princípio,
agora e sempre,
pelos séculos dos séculos.
Amém.
Ó glorioso são Brás, que por uma breve oração restituístes a perfeita saúde a um infeliz menino que, por uma espinha de peixe atravessada na garganta, ia render o último alento; e que depois animastes com o vosso exemplo e os vossos conselhos ao martírio aquelas piedosas mulheres que recolheram o sangue que derramastes sob o tormento dos pentes de ferro: alcançai-nos a todos a graça de experimentar a eficácia do vosso patrocínio em todos os males da garganta, mas sobretudo a de mortificar, pela penitência cristã, este sentido tão perigoso, e de empregar sempre a nossa língua em cantar os louvores de Deus, em confessar e defender a verdade da fé, e em conduzir ao bem todos os nossos irmãos.
Glória ao Pai, e ao Filho,
e ao Espírito Santo.
Como era no princípio,
agora e sempre,
pelos séculos dos séculos.
Amém.
Ó glorioso são Brás, que, podendo esquivar-vos à ferocidade dos tiranos e dos algozes quando na sua presença caminhastes livremente sobre as águas como sobre sólidas pedras, voltastes por vós mesmo às suas mãos para selar com o vosso sangue a vossa fé e tornar sempre mais gloriosa a santíssima Religião de Jesus Cristo: alcançai-nos a todos a graça de abraçar sempre com alegria todas as aflições que ao Senhor aprouver enviar-nos, e de estar sempre dispostos a sacrificar pela sua glória não só as comodidades e os bens, mas ainda a vida, para participar do prêmio dos mártires no paraíso, depois de havermos imitado a sua intrepidez sobre a terra.
Glória ao Pai, e ao Filho,
e ao Espírito Santo.
Como era no princípio,
agora e sempre,
pelos séculos dos séculos.
Amém.
A antiga oração para o mal de garganta
Pode acrescentar-se a antiga oração para o mal de garganta.
Santo mártir, a cujo aceno a dor foge da garganta, eis o incenso que se consome; mas a alma arde para ti mais do que ele. Fervorosas são as suas preces, sinceros os seus votos: muda, pois, tu que o podes, a sua perturbação em serenidade. Se por ti a sorte dos males presentes for aliviada, na vida e na morte exaltará o teu nome; e ao pé dos teus altares, que encherá de dons, confiante e fervorosa convidará os homens de toda a condição.
Apresenta agora ao Senhor, pelas mãos de são Brás, a intenção que lhe confias durante estes nove dias.
A fórmula da bênção, o versículo e a coleta
A fórmula seguinte é a mesma que o sacerdote pronuncia na bênção das gargantas, no dia 3 de fevereiro; nós a dizemos aqui como súplica, não como bênção — pois abençoar é do sacerdote.
Pela intercessão de são Brás, bispo e mártir, livre-te Deus do mal da garganta e de todo outro mal. Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
V. Rogai por nós, são Brás.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
A oração que se segue é a coleta do Missal Romano da festa de São Brás, bispo e mártir, em 3 de fevereiro — a própria voz da Igreja:
Oremos. Ó Deus, que nos alegrais com a solenidade anual do bem-aventurado Brás, vosso mártir e pontífice: concedei propício que, celebrando o seu nascimento para o Céu, gozemos também da sua proteção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, Deus, por todos os séculos dos séculos.
Amém.
Em latim: Deus, qui nos beati Blasii Martyris tui atque Pontificis annua sollemnitate laetificas: concede propitius; ut, cuius natalitia colimus, de eiusdem etiam protectione gaudeamus. Per Dominum nostrum Iesum Christum…
Encerra-se como se começou:
Em nome do Pai,
e do Filho,
e do Espírito Santo.
Amém.
As variantes: completa, para imprimir, por um filho, resumida
A novena de São Brás completa é exatamente a que está acima: nada foi cortado, nada foi acrescentado. É o texto que rezamos, dia após dia, e é o mesmo que o aplicativo Iter Fidei traz.
Para imprimir ou fazer um PDF: não escondemos o texto atrás de um formulário. Use a função de impressão do seu navegador (Ctrl+P, ou Cmd+P no Mac) e escolha "Salvar como PDF": você terá a novena inteira em folhas que cabem no missal, no criado-mudo ou na bolsa de quem vai ao hospital. Muitas famílias imprimem duas cópias — uma para casa, outra para o doente.
A novena de São Brás por um filho: é o pedido mais antigo desta devoção, porque a devoção nasceu exatamente assim — uma mãe em lágrimas com um menino que sufocava. Reze a novena inteira e, na intenção, nomeie a criança diante de Deus: "Senhor, pelas mãos de São Brás, olhai por meu filho N." O quinto dia é o dia dele; se o seu filho já sabe ler, deixe-o rezar com você a súplica desse dia. É bom que uma criança aprenda cedo que existe um santo que Deus escuta pelas gargantas dos meninos. Junte a esta novena a oração pelos filhos, que se reza todos os dias do ano.
Se você tem pouco tempo: o essencial é a meditação do dia com sua súplica, seguida das três orações e do Glória ao Pai — quinze minutos bastam. Não abrevie por comodidade; abrevie por caridade, quando o dever de estado o exige. Melhor uma novena curta rezada inteira do que uma novena longa abandonada no quarto dia.
Se você prefere a oração avulsa, sem os nove dias, veja a oração a São Brás contra os males da garganta.
Como rezar a novena de São Brás
Novena quer dizer nove: nove dias seguidos, sem pular nenhum. A perseverança faz parte do pedido — é ela que prova que queremos de verdade o que pedimos, e é ela que Nosso Senhor louvou na viúva importuna do Evangelho.
Que dia começa a novena de São Brás? No dia 26 de janeiro, para que o nono dia caia em 3 de fevereiro, festa do santo. Conte você mesmo: 26, 27, 28, 29, 30, 31 de janeiro, 1, 2 e 3 de fevereiro — nove dias. É o costume tradicional, e é o melhor, porque a novena desemboca na Missa da festa e na bênção das gargantas.
Mas São Brás não atende por calendário. Diante de uma cirurgia marcada, de um diagnóstico, de uma voz que não volta, comece hoje e reze nove dias. Escolha uma hora fixa — de manhã ao acordar, ou à noite antes de dormir —, um lugar, e um sinal exterior: uma vela acesa, uma imagem, um pouco de água benta, que a tradição associa de perto ao patrocínio deste santo.
Se puder, no dia 3 de fevereiro vá à Missa e receba a bênção das gargantas. E se a intenção é a saúde de um doente grave, saiba que a novena não substitui os sacramentos: a unção dos enfermos é o remédio que o próprio Cristo instituiu para os enfermos, e São Brás será o primeiro a conduzi-lo até ela.
Nada de superstição: não há número de velas, não há palavra mágica, não há promessa infalível. São Brás não cura por si mesmo — ele leva diante de Deus, único Senhor da vida e da saúde, a súplica de quantos o invocam. Pedimos a cura se for boa para a nossa alma, e sempre a paciência no sofrimento. É assim que reza a Igreja, e é assim que reza esta novena.
A bênção das gargantas, em 3 de fevereiro
Todo ano, no dia 3 de fevereiro, o sacerdote toma duas velas benzidas na véspera, na festa da Purificação de Nossa Senhora, une-as em forma de cruz de Santo André e as encosta à garganta do fiel ajoelhado, dizendo: "Per intercessionem Sancti Blasii liberet te Deus a malo gutturis et a quovis alio malo" — "Pela intercessão de São Brás, livre-te Deus do mal da garganta e de todo outro mal."
As duas velas são memória das velas que a pobre mulher levou ao santo para dissipar as trevas de seu calabouço. O rito consta do Rituale Romanum; é um sacramental, não um sacramento — não age por si, mas dispõe a alma a receber a graça. A tradição conhece também a água de São Brás, benta em sua honra. Onde há paróquia dedicada ao santo — e há muitas no Brasil, sobretudo em Minas Gerais —, o dia 3 de fevereiro reúne filas inteiras diante do altar. Terminar a novena e ir receber a bênção: eis o modo perfeito de fechar estes nove dias, de preferência na Missa tradicional, onde a coleta acima citada é a oração do dia.
Quem foi São Brás, bispo e mártir
São Brás nasceu de pais ricos e nobres em Sebaste, na Armênia, recebeu educação cristã e exerceu primeiro a medicina. Ainda muito jovem, foi feito bispo de Sebaste. Cuidou de seu povo no corpo e na alma, até que se levantou a perseguição de Licínio.
Por indicação divina, retirou-se então a uma gruta do monte Argeu, frequentada apenas por feras. Curava-as quando doentes ou feridas, e elas vinham à sua roda para receber sua bênção. Caçadores enviados para capturar animais destinados ao anfiteatro encontraram o santo cercado pelos animais e, espantados, prenderam-no e o levaram a Agrícola, governador da Capadócia e da Armênia Menor. No caminho, uma pobre mulher chorava porque um lobo havia carregado seu porco; por ordem de Brás, o lobo o devolveu ileso.
Foi então que uma mulher lhe trouxe um menino à morte, com uma espinha de peixe atravessada na garganta — e o santo o curou. Dessa cura, e de outras semelhantes, vem o patrocínio pelo qual, há muitos séculos, o invocamos em toda espécie de mal da garganta.
O governador mandou açoitá-lo e privá-lo de alimento; a mulher do porco restituído levava-lhe provisões e velas para o calabouço. Depois Licínio o torturou, rasgando-lhe as carnes com pentes de ferro — donde o patrocínio dos cardadores de lã — e por fim o mandou decapitar, por volta do ano 316.
Butler é honesto e nós também: não há testemunho do culto de São Brás anterior ao século VIII, e os Atos que narram esses episódios são tardios. Isso nada tira à devoção. A Igreja nunca fez da história da gruta e do menino um artigo de fé; fez do mártir um intercessor, e o inscreveu no Missal e no Martirológio. Milhares de gargantas curadas em quinze séculos, um rito no Rituale Romanum, um lugar entre os Catorze Santos Auxiliadores — eis o que a Igreja garante, e é mais do que suficiente. Como para tantos santos dos primeiros séculos, o que a crítica não pode datar, a fé do povo cristão guardou.
Perguntas Frequentes
Como rezar a novena de São Brás?
Nove dias seguidos, sempre à mesma hora se possível. Cada dia: sinal da cruz, a meditação do dia com sua súplica, as três orações a São Brás cada uma seguida do Glória ao Pai, a oração para o mal de garganta, a apresentação da sua intenção, o versículo e a coleta do Missal. Tudo está nesta página, na ordem.
Que dia começa a novena de São Brás?
Em 26 de janeiro, para terminar em 3 de fevereiro, festa do santo. Mas ela pode ser começada em qualquer dia do ano diante de uma necessidade: doença, cirurgia, exame, perda da voz.
Como fazer a novena de São Brás por um filho doente?
Reze a novena inteira e nomeie a criança na intenção diária. O quinto dia é feito para isso: é o dia em que São Brás salvou do sufocamento o menino que morria. Se puder, leve seu filho à bênção das gargantas em 3 de fevereiro.
A novena de São Brás serve só para a garganta?
Não. A garganta é seu patrocínio próprio, e a fórmula da bênção diz "do mal da garganta e de todo outro mal". Invoca-se São Brás pelos doentes em geral, pela voz, pelas vias respiratórias, pelos médicos, pelos cardadores de lã, e pela libertação de qualquer enfermidade. Você pode acompanhá-la com a oração pela saúde.
A novena de São Brás rezada na TV ou pelos padres na internet é a mesma?
Não necessariamente. Circulam versões modernas, transmitidas em rádio, televisão e vídeos, com textos redigidos recentemente. Nenhuma delas é ilegítima por isso, mas esta página traz a novena tradicional, tal como consta dos devocionários antigos, com a coleta autêntica do Missal Romano. É o texto que rezamos e que o aplicativo Iter Fidei traz.
O que é a novena peregrina de São Brás?
É o costume, vivo sobretudo em Minas Gerais, de rezar a novena de casa em casa: uma imagem do santo passa cada dia para uma família diferente, que recebe os vizinhos e reza com eles o dia correspondente. O texto rezado é este mesmo — o que muda é o lugar e a companhia. Se quiser fazê-la assim, combine antes as nove casas e a hora.
Há testemunhos de graças alcançadas na novena de São Brás?
Há muitos, e quinze séculos de ex-votos os atestam. Mas não fazemos deles uma promessa: a Igreja não garante resultado a nenhuma novena, e quem reza esperando um milagre garantido reza mal. Peça com confiança e deixe a Deus a resposta.
E se eu esquecer um dia?
Recomece do primeiro dia, com paz e sem escrúpulo. Deus não é um contador; mas a novena é um exercício de perseverança, e o esforço de recomeçar já é parte da oração.
Reze a novena de São Brás dia após dia, com lembretes e áudio, no aplicativo Iter Fidei. Baixe aqui.
Fontes. Missal Romano, festa de S. Brás, bispo e mártir (3 de fevereiro); Rituale Romanum, bênção das gargantas; Martirológio Romano; Butler, Vidas dos Santos, 3 de fevereiro; devocionários tradicionais (as três orações a São Brás e a oração para o mal de garganta); Sagrada Escritura na tradução do Padre António Pereira de Figueiredo.