Orações
Oração de Santa Filomena, a Princesa Mártir
A oração tradicional a Santa Filomena, virgem e mártir chamada 'a Taumaturga', venerada pelo Cura d'Ars. Texto completo da oração, a estrutura da novena, sua vida e os grandes milagres.

A oração de santa filomena é o pedido confiante a uma das mais surpreendentes intercessoras que a Igreja conheceu: uma jovem virgem e mártir dos primeiros séculos, cujo nome ficou quase mil e quinhentos anos esquecido — até que, no início do século XIX, suas relíquias foram reencontradas e sua intercessão começou a operar tantos prodígios que o povo cristão a chamou de "a Taumaturga", a fazedora de maravilhas. Damos abaixo o texto tradicional da santa filomena oração, a estrutura da novena de santa filomena, e a história desta princesa mártir tão querida ao próprio Cura d'Ars.
A oração tradicional a Santa Filomena
Esta é a oração mais difundida na devoção, aquela que reconhece em Filomena a virgem fiel até o sangue e a poderosa intercessora junto a Deus. Reze-a com fé, devagar, fazendo o seu pedido no lugar indicado:
Ó gloriosa virgem e mártir Santa Filomena, vós que regais com o vosso sangue a fé de Cristo e que, nas alturas do Céu, gozais agora da glória que prometestes aos que perseveram, olhai com bondade para mim, pobre pecador.
Alcançai-me de Deus, por vossa poderosa intercessão, a graça de uma fé viva, de uma esperança firme e de uma caridade ardente. Obtende-me sobretudo a fortaleza que vos animou no martírio, para que eu nunca traia o meu Senhor por temor ou por respeito humano.
Vós, a quem o Senhor concedeu o poder de operar tantas maravilhas, intercedei agora por mim e alcançai-me a graça de que tanto necessito (faça aqui o seu pedido), se for para a glória de Deus e o bem da minha alma.
Santa Filomena, virgem e mártir, rogai por nós!
Note o coração desta oração: nós não pedimos a Santa Filomena que conceda a graça — pedimos que ela "alcance de Deus" aquilo de que precisamos. A santa é advogada, não juíza; toda a sua força vem de estar diante do trono de Deus. E o pedido termina sempre subordinado a uma condição: "se for para a glória de Deus e o bem da minha alma". Quem reza assim já recebeu metade da graça, porque aprendeu a querer o que Deus quer.
Quem foi Santa Filomena
A história de Santa Filomena tem dois momentos: o de sua vida, nos primeiros séculos, e o do reencontro de suas relíquias, no século XIX.
No dia 24 de maio de 1802, escavando-se na catacumba de Priscila, em Roma, encontrou-se um túmulo lacrado de jovem mártir. Sobre as lousas liam-se, com os símbolos cristãos antigos — a palma do martírio, a âncora, a flecha, o lírio da virgindade —, as palavras gravadas: PAX TECUM FILUMENA ("a paz seja contigo, Filomena"). Dentro, junto aos ossos, havia uma ampola com vestígios de sangue, sinal reconhecido pela Igreja antiga como marca dos que morreram pela fé. Era o sepulcro de uma virgem mártir chamada Filomena — nome que evoca a "amada" ou a "filha da luz".
A tradição piedosa reconstituiu sua vida assim: Filomena teria sido uma princesa, filha de um pequeno rei grego convertido ao cristianismo. Ainda menina, consagrou a Deus sua virgindade. Levada a Roma, foi pretendida pelo imperador Diocleciano; ao recusar o casamento para guardar fiel a promessa a Cristo, foi presa, açoitada, lançada ao rio com uma âncora ao pescoço, traspassada por flechas — e, por fim, decapitada, por volta dos treze anos. Morreu virgem e mártir, confessando a Cristo até o fim.
A Igreja sempre distinguiu o que é certo do que é piedosa reconstituição: certas são as relíquias, o nome, os sinais do martírio. A narrativa detalhada pertence à tradição devocional. Mas o essencial — uma jovem que preferiu a morte à infidelidade ao seu Senhor — está escrito na própria pedra do túmulo e no testemunho do sangue.
A "Taumaturga": os milagres de Santa Filomena
O que tornou Santa Filomena tão célebre não foi sua história, em grande parte perdida, mas o que aconteceu depois que suas relíquias foram trasladadas, em 1805, para a cidade de Mugnano del Cardinale, perto de Nápoles. A partir dali, multiplicaram-se as curas e as graças extraordinárias atribuídas à sua intercessão — tantas, e tão notáveis, que o povo a apelidou de "a Taumaturga do século XIX", isto é, a operadora de prodígios.
O caso mais retumbante foi o de Paulina Jaricot, a fundadora francesa da Obra da Propagação da Fé. Gravemente enferma do coração, dada por desenganada pelos médicos, foi em peregrinação a Mugnano em 1835 e, diante das relíquias, obteve uma cura súbita e completa. O fato causou tamanha impressão que o próprio papa Gregório XVI autorizou o culto público de Santa Filomena, dando-lhe o título litúrgico de "virgem e mártir, taumaturga".
O segundo grande nome ligado a ela é o do Santo Cura d'Ars, São João Maria Vianney. O humilde pároco de Ars tinha por Filomena uma devoção ardentíssima: atribuía a ela as curas e conversões de sua paróquia, ergueu-lhe uma capela e recomendava aos peregrinos "a sua querida pequena santa". Ele, que tantas almas conduziu a Deus no confessionário, gostava de esconder-se atrás da intercessão de Filomena, dando a ela a glória dos milagres que muitos atribuíam à santidade dele próprio. É um bom sinal de devoção autêntica: foi abraçada por um dos maiores santos modernos, padroeiro dos párocos.
Por que pedir a intercessão de uma mártir
Pode-se perguntar: por que recorrer a uma santa de quem tão pouco se sabe ao certo? Porque a força de um intercessor não está no que conhecemos de sua biografia, mas em onde ele está. As almas dos mártires estão diante de Deus, e a Escritura no-lo garante: "as almas dos justos estão na mão de Deus, e não os tocará o tormento da morte... se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade" (Sabedoria 3, 1.4).
Santa Filomena é, antes de tudo, testemunha da fidelidade. Ela viveu o que o Senhor pediu: "Todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante do meu Pai que está nos Céus" (Mateus 10, 32). E não temeu os que matam o corpo, lembrando-se de que só se deve temer Aquele "que pode lançar no inferno tanto a alma como o corpo" (Mateus 10, 28). Por isso ela é, no Céu, do número dos que o Apóstolo viu: "São virgens. Estes seguem o cordeiro, para onde quer que ele vá" (Apocalipse 14, 4). Recorrer a ela é pedir a uma amiga de Deus que interceda — e aprender com ela a fidelidade. Sobre a intercessão dos santos, veja a Ladainha de Todos os Santos.
De que Santa Filomena é protetora
Pergunta-se com frequência de que Santa Filomena é protetora. A devoção tradicional, alimentada pelo testemunho de inúmeras graças, a invoca sobretudo como protetora dos doentes e dos desenganados — em memória das curas que lhe valeram o título de "a Taumaturga" —, ao lado de outras intercessoras associadas à saúde, como Santa Dimpna, padroeira dos que sofrem de males da mente. É invocada também como guardiã da pureza e da castidade, por ter dado a vida para guardar fiel a virgindade consagrada a Cristo; padroeira das crianças e dos jovens, por ter sido ela mesma uma menina mártir; e auxílio das mães, das causas desesperadas e dos que pedem a conversão de um ente querido. O Santo Cura d'Ars a recomendava ainda como advogada dos párocos e da fecundidade do seu trabalho nas almas.
É preciso entender bem esses "patrocínios": Santa Filomena não é a "santa de tal favor" como se fosse especialista de um ramo. A Igreja associa certos santos a certas necessidades por causa de sua vida ou das graças historicamente obtidas por seu intermédio — mas toda graça vem de Deus, atendendo à intercessão da santa. Pedir a Filomena "para a saúde" ou "para a pureza" é, na verdade, pedir a Deus essas graças confiando que uma amiga sua roga conosco.
A coroinha e o cordão de Santa Filomena
Além da oração e da novena, a piedade tradicional conserva dois pequenos sacramentais ligados à santa: a coroinha e o cordão de Santa Filomena.
A coroinha de Santa Filomena é uma terna oração de louvor, composta de treze contas brancas e vermelhas — treze em memória dos anos que a tradição atribui à mártir, e nas cores da virgindade (branco) e do martírio (vermelho). Reza-se nelas treze vezes uma breve invocação de honra à Santíssima Trindade pelos dons concedidos à santa, concluindo com a saudação a Filomena. Pode rezar-se assim, com simplicidade:
Pela glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e em honra de Santa Filomena, virgem e mártir: bendito sejais, ó Deus, que tanto a exaltastes. (repetir treze vezes)
Santa Filomena, virgem e mártir, rogai por nós, que recorremos a vós.
O cordão de Santa Filomena é um cíngulo bento — um cordão de fios branco e vermelho, com dois nós nas extremidades — que os fiéis usam à cintura como sinal de consagração à castidade e de proteção sob a guarda da santa. Não é um amuleto: o cordão não tem poder próprio. É um sacramental, isto é, um sinal sensível instituído pela Igreja para dispor a alma à graça, e seu valor está inteiramente na fé e na oração de quem o usa, jamais no objeto em si. Usá-lo é renovar cada dia o propósito de pureza que Filomena guardou até o sangue.
A imagem de Santa Filomena: como reconhecê-la
Quem procura uma imagem de Santa Filomena logo nota os símbolos que a acompanham, e que vêm diretamente do seu túmulo na catacumba de Priscila. Costuma ser representada como uma jovem de cerca de treze anos, com uma coroa ou grinalda de flores na cabeça, trazendo nas mãos a palma do martírio e o lírio da virgindade. Aos seus pés ou ao redor aparecem os instrumentos do seu suplício, gravados na lousa original: a âncora (com que teria sido lançada ao rio), as flechas, o açoite e a palma. As cores de suas vestes alternam o branco da pureza e o vermelho do sangue derramado. Reconhecer esses sinais ajuda a rezar diante da imagem não como diante de um ídolo, mas como diante da memória viva de uma fidelidade.
O santuário, as capelas e as igrejas de Santa Filomena
O coração da devoção é o santuário de Santa Filomena em Mugnano del Cardinale, perto de Nápoles, na Itália, onde repousam suas relíquias desde 1805 e onde se deram as graças que a tornaram célebre. É ali que, em 11 de agosto, acorrem peregrinos de toda parte.
A devoção, porém, espalhou-se pelo mundo, e por toda parte se ergueram capelas e igrejas de Santa Filomena. A mais famosa é a humilde capela que o Santo Cura d'Ars lhe dedicou em Ars, na França, escondendo atrás dela os milagres atribuídos à sua própria santidade. No Brasil e em Portugal não faltam paróquias e capelas sob a invocação da virgem mártir. Quem não tem perto de si um templo dedicado à santa não precisa afligir-se: a intercessão dos santos não conhece distância, e a oração feita em casa, com fé, chega tão depressa ao trono de Deus quanto a feita em Mugnano.
A novena de Santa Filomena
A novena são nove dias seguidos de oração. Pode ser rezada em qualquer época de necessidade, e tradicionalmente nos nove dias que antecedem sua festa, em 11 de agosto. A estrutura é simples e centra-se nas virtudes da santa — a pureza, a fortaleza e a fidelidade:
- A virgindade consagrada — Filomena oferece a Deus a flor de sua vida;
- A coragem na prova — recusa o mundo para guardar-se de Cristo;
- A fortaleza no martírio — não cede ao temor nem à dor;
- A confiança em Deus — entrega-se inteira nas mãos do Senhor;
- A perseverança final — fiel até o derramamento do sangue;
- A glória dos mártires — recebida entre os que seguem o Cordeiro;
- A intercessão poderosa — a Taumaturga que alcança graças;
- O exemplo para nós — pedir a graça de imitá-la;
- A entrega à vontade de Deus — apresentar o pedido e confiar.
Como rezar cada dia. Comece com o sinal da cruz; medite brevemente a virtude do dia; reze a oração tradicional dada acima, apresentando o seu pedido; e encerre com um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória ao Pai, concluindo: "Santa Filomena, virgem e mártir, rogai por nós." O essencial não é o número de orações, mas a constância dos nove dias e a entrega à vontade de Deus. Se quiser conhecer outra novena tradicional, veja a novena de Santa Teresinha ou a novena de São José.
A novena nos ensina a paciência que falta à pressa do nosso pedido. Pedimos uma graça, mas o Senhor, ao longo dos nove dias, vai purificando o coração de quem pede — e essa costuma ser a maior graça.
Uma palavra sobre a devoção autêntica
Honrar Santa Filomena não é tratá-la como amuleto de "sorte" nem como dispensadora mágica de favores mediante fórmulas ou simpatias. Isso seria superstição, não fé católica. A graça que ela obtém vem sempre de Deus, atendendo à sua intercessão, nunca de um poder próprio. Ela é uma das figuras entre os santos católicos cuja amizade com Deus a Igreja venera — como Santa Mônica, exemplo de perseverança na oração que a tantos converte.
Honrá-la de verdade é imitá-la: a pureza de quem se guarda inteiro para Deus, a fortaleza de quem não se envergonha de Cristo, a fidelidade que prefere a morte à traição. Filomena foi fiel até o sangue — e por isso seu pequeno túmulo, esquecido por quinze séculos, brilha hoje na glória dos santos. Que a sua oração nos alcance a mesma coragem.
Perguntas Frequentes
Qual é a oração tradicional de Santa Filomena?
É a oração que invoca "Ó gloriosa virgem e mártir Santa Filomena..." e termina "Santa Filomena, virgem e mártir, rogai por nós!". Nela pedimos que a santa alcance de Deus, por sua intercessão, a fé viva, a fortaleza no testemunho e a graça de que necessitamos, sempre subordinada à glória de Deus e ao bem da nossa alma. O texto completo está no início deste artigo.
Quem foi Santa Filomena, a princesa mártir?
Foi uma jovem virgem e mártir dos primeiros séculos, cujas relíquias foram reencontradas em 1802 na catacumba de Priscila, em Roma, com a inscrição Pax tecum Filumena e os sinais do martírio. A tradição piedosa a descreve como filha de um rei, que recusou o casamento com o imperador para guardar fiel sua virgindade consagrada a Cristo, e morreu mártir ainda menina.
Por que Santa Filomena é chamada "a Taumaturga"?
Porque, depois da trasladação de suas relíquias para Mugnano del Cardinale, em 1805, multiplicaram-se as curas e graças extraordinárias atribuídas à sua intercessão. "Taumaturgo" significa "operador de prodígios". O caso mais célebre foi a cura súbita de Paulina Jaricot, em 1835, que levou o papa Gregório XVI a autorizar seu culto público.
Qual a ligação do Cura d'Ars com Santa Filomena?
São João Maria Vianney, o Santo Cura d'Ars, tinha por Santa Filomena uma devoção ardentíssima. Atribuía a ela as curas e conversões de sua paróquia, ergueu-lhe uma capela e recomendava a "sua querida pequena santa" aos peregrinos. Foi um dos grandes promotores de seu culto no século XIX.
Quando é a festa de Santa Filomena?
Sua festa é celebrada tradicionalmente em 11 de agosto. Os nove dias anteriores são propícios para rezar a sua novena, embora ela possa ser rezada em qualquer época de necessidade.
Santa Filomena é protetora do quê?
A tradição a invoca sobretudo como protetora dos doentes e das causas desesperadas — em memória das curas que lhe valeram o título de "a Taumaturga" —, como guardiã da pureza e da castidade, e como padroeira das crianças, dos jovens e das mães. O Cura d'Ars a recomendava ainda aos párocos. Esses patrocínios não fazem dela uma "especialista": toda graça vem de Deus, atendendo à intercessão da santa.
O que é a coroinha de Santa Filomena?
É uma oração de louvor rezada em treze contas brancas e vermelhas — treze pelos anos atribuídos à mártir, e nas cores da virgindade e do martírio. Repete-se treze vezes uma breve invocação à Santíssima Trindade pelos dons concedidos à santa, encerrando com a saudação a Filomena. O texto está no corpo deste artigo.
Para que serve o cordão de Santa Filomena?
O cordão é um sacramental: um cíngulo bento de fios branco e vermelho que se usa à cintura como sinal de consagração à castidade e de confiança na proteção da santa. Não é amuleto nem tem poder próprio; seu valor está na fé e na oração de quem o usa, nunca no objeto. Tratá-lo como talismã seria superstição.
Como é a imagem de Santa Filomena e o que significam seus símbolos?
Ela é representada como uma jovem de cerca de treze anos, com grinalda de flores, segurando a palma do martírio e o lírio da virgindade. Ao redor aparecem a âncora, as flechas e o açoite — os instrumentos do martírio gravados na lousa de seu túmulo na catacumba de Priscila. O branco simboliza a pureza; o vermelho, o sangue derramado.
Onde fica o santuário de Santa Filomena?
O santuário principal está em Mugnano del Cardinale, perto de Nápoles, na Itália, onde repousam suas relíquias desde 1805 e onde se deram as grandes curas. Existem também capelas e igrejas dedicadas a ela pelo mundo, a mais célebre sendo a que o Cura d'Ars lhe ergueu em Ars, na França.
Rezar a Santa Filomena garante que o pedido será atendido?
Não como fórmula automática. Pedimos com fé e perseverança, mas Deus atende segundo a sua sabedoria e o bem da nossa alma — às vezes concedendo a graça pedida, às vezes uma melhor. A própria oração pede a graça "se for para a glória de Deus e o bem da minha alma". Tratar a devoção como magia para forçar um resultado seria superstição, não fé católica.
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Fontes. Escritura: Bíblia Sagrada, tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo (Vulgata) — Sabedoria 3, 1; 3, 4-5; Mateus 10, 28; 10, 32; Apocalipse 14, 4. Reencontro das relíquias na catacumba de Priscila (1802) e inscrição Pax tecum Filumena: tradição hagiográfica de Santa Filomena. Trasladação a Mugnano del Cardinale (1805), cura de Paulina Jaricot (1835) e autorização do culto pelo papa Gregório XVI: documentação do Santuário de Santa Filomena (Mugnano del Cardinale). Devoção do Santo Cura d'Ars (São João Maria Vianney): tradição hagiográfica e biografias do santo. Texto da oração e estrutura da novena: orações difundidas nos santuários e na piedade tradicional católica. Coroinha das treze contas, cordão branco e vermelho, iconografia (palma, lírio, âncora, flechas, açoite) e patrocínios da santa: tradição devocional e materiais do Santuário de Santa Filomena (Mugnano del Cardinale) e da capela do Cura d'Ars (Ars).