Salmos
Salmo 112 (Salmo 111 na Vulgata)
O texto completo do Salmo 112 (Salmo 111 na Vulgata) na Bíblia de Figueiredo e no latim da Vulgata, com a explicação da dupla numeração, o seu significado e o seu uso tradicional na oração e nas Vésperas.

O salmo 112 que você procura é um dos cânticos mais luminosos do Saltério: o retrato do homem que teme a Deus e da bênção que desce sobre ele e sobre a sua casa. Antes de mais nada, é preciso resolver uma confusão que faz muita gente pensar que abriu o salmo errado: o salmo 112 das Bíblias modernas (numeração hebraica) é o mesmo que o Salmo 111 da Vulgata latina, aquele que a Igreja canta há séculos com o nome de Beatus vir qui timet Dominum. Damos abaixo o texto completo na Bíblia de Figueiredo, o latim da Vulgata, a explicação dessa dupla numeração e o modo tradicional de o rezar.
O Salmo 112 (111) na Bíblia de Figueiredo
Eis o texto na íntegra, segundo a tradução do Padre Antônio Pereira de Figueiredo, feita sobre a Vulgata. Note que, na Vulgata, este salmo leva o número 111:
1. Aleluia, na volta de Ageu, e de Zacarias. Bem-aventurado o varão, que teme ao Senhor: Nos seus mandamentos se comprazerá muito.
2. Poderosa será a sua posteridade sôbre a terra: Bendita será a geração dos justos.
3. Há glória, e riquezas na sua casa: E a justiça dêle permanece por todos os séculos.
4. Nas trevas nasceu a luz aos retos: Misericordioso é, e compassivo, e justo.
5. Ditoso o homem que se compadece e empresta, êle disporá os seus discursos com juízo.
6. Porque nunca jamais será comovido.
7. A memória do justo será eterna: Não temerá ouvir palavra má. O seu coração está sempre aparelhado para esperar no Senhor,
8. fortalecido está o seu coração: Não será comovido até que veja abatidos a seus inimigos.
9. Distribuiu, deu aos pobres: A sua justiça permanece por todos os séculos, o seu poder será exaltado na glória.
10. Vê-lo-á o pecador, e se indignará, rangerá com os dentes e se consumirá; o desejo dos pecadores perecerá.
Por que o Salmo 112 também é chamado Salmo 111?
Esta é a dúvida que mais aflige quem abre uma Bíblia antiga e outra moderna lado a lado e encontra números diferentes. A explicação é simples e não há erro nenhum: existem duas numerações dos salmos.
A numeração hebraica (a do texto massorético, seguida pela maioria das Bíblias modernas e protestantes) chama a este salmo 112. A numeração grega e latina — a dos Setenta (Septuaginta) e da Vulgata de São Jerônimo, usada pela Igreja em toda a sua tradição litúrgica — chama-o 111.
A diferença nasce de um detalhe na contagem dos salmos anteriores: a Vulgata une num só salmo (o 9) aquilo que o hebraico separa em dois (9 e 10). Por isso, do Salmo 10 até o Salmo 146, a Vulgata fica sempre uma unidade atrás do hebraico. Foi por isso que escolhemos o título Salmo 112 (Salmo 111 na Vulgata): para que você encontre o salmo certo, qualquer que seja a Bíblia que tenha em mãos. O conteúdo é exatamente o mesmo; muda só o número na capa do versículo.
Como verificar que é mesmo este o salmo? Basta olhar a primeira linha. Tanto na Vulgata como em Figueiredo, ele começa com "Bem-aventurado o varão que teme ao Senhor" — em latim, Beatus vir qui timet Dominum. É esse o seu cartão de identidade.
O texto latino da Vulgata (Salmo 111)
Para quem reza com a Igreja, eis o texto na língua em que ele atravessou os séculos, o latim da Vulgata Clementina:
Alleluja, reversionis Aggæi et Zachariæ. Beatus vir qui timet Dominum: in mandatis ejus volet nimis.
Potens in terra erit semen ejus; generatio rectorum benedicetur.
Gloria et divitiæ in domo ejus, et justitia ejus manet in sæculum sæculi.
Exortum est in tenebris lumen rectis: misericors, et miserator, et justus.
Jucundus homo qui miseretur et commodat; disponet sermones suos in judicio: quia in æternum non commovebitur.
In memoria æterna erit justus; ab auditione mala non timebit. Paratum cor ejus sperare in Domino, confirmatum est cor ejus; non commovebitur donec despiciat inimicos suos.
Dispersit, dedit pauperibus; justitia ejus manet in sæculum sæculi: cornu ejus exaltabitur in gloria.
Peccator videbit, et irascetur; dentibus suis fremet et tabescet: desiderium peccatorum peribit.
Note uma beleza da forma original: no hebraico, este salmo é um acróstico — cada verso começa por uma letra do alfabeto, em ordem, de aleph a tau. É um poema feito para ser decorado e meditado de cor, do princípio ao fim do alfabeto, como quem diz: louvor de A a Z ao homem justo.
O significado do Salmo 112
O salmo 112 significado se resume numa só palavra que abre e governa todo o texto: temor. "Bem-aventurado o varão que teme ao Senhor." Mas é preciso entender bem este temor. Não é o medo servil do escravo que treme diante do castigo; é o temor filial, reverente, do filho que ama o Pai e teme apenas ofendê-Lo. É o começo da sabedoria — e, como ensina a tradição, esse temor "se comprazerá muito" nos mandamentos: o justo não obedece a contragosto, mas com deleite.
Sobre esse fundamento, o salmo desenha o retrato inteiro do homem bom e a bênção que o segue. A sua descendência será forte (v. 2); na sua casa há glória e riqueza, mas sempre subordinadas à justiça que permanece para sempre (v. 3). E vem o verso mais comovente, que a tradição leu sempre à luz de Cristo: "Nas trevas nasceu a luz aos retos" (v. 4). O justo é misericordioso, compassivo, generoso — "distribuiu, deu aos pobres" (v. 9) —, e por isso o seu coração está firme, "não será comovido", porque "espera no Senhor" (vv. 7-8).
Há aqui um ensinamento que o nosso tempo precisa ouvir: a verdadeira segurança não está nos bens, mas no temor de Deus e na misericórdia para com os pobres — a mesma firmeza de coração que a Igreja pede nos salmos de proteção. O que abre a mão para dar não empobrece — a sua justiça "permanece por todos os séculos". O salmo termina com o contraste sombrio do pecador que vê tudo isso e range os dentes de inveja, porque "o desejo dos pecadores perecerá" (v. 10). Duas casas, dois destinos: a do justo, edificada sobre a rocha do temor de Deus; a do ímpio, que se desfaz no seu próprio desejo. É o mesmo contraste que abre todo o Saltério no Salmo 1, entre o caminho dos justos e o dos ímpios; e a mesma bênção sobre a casa de quem teme ao Senhor que canta o Salmo 128.
Os versículos do Salmo 112 explicados
Quem procura um versículo específico — porque o ouviu numa homilia, num canto ou numa imagem — encontra aqui os mais buscados, no texto de Figueiredo, com uma breve explicação.
Salmo 112, versículo 2
"Poderosa será a sua posteridade sôbre a terra: Bendita será a geração dos justos."
A primeira bênção é sobre a descendência. O homem que teme a Deus não vive apenas para si: a sua retidão transborda sobre os filhos e a geração que vem depois dele. Não é promessa de riqueza ou de número, mas de uma família firme na justiça, "bendita" por viver no temor do Senhor.
Salmo 112, versículo 3
Este é o versículo mais procurado de todo o salmo:
"Há glória, e riquezas na sua casa: E a justiça dêle permanece por todos os séculos."
É preciso lê-lo com cuidado, porque é fácil torcê-lo. O versículo não ensina que basta rezar para ficar rico. A chave está na segunda metade: "a justiça dêle permanece por todos os séculos." A glória e as riquezas da casa do justo estão sempre subordinadas à justiça — são fruto e não fim. O que dura para sempre não é o dinheiro, que se vai, mas a justiça do que teme a Deus. A tradição leu este verso como o retrato da verdadeira prosperidade: a do homem cuja casa é rica de virtude.
Salmo 112, versículo 6
"Porque nunca jamais será comovido."
A firmeza do justo. Quem apoia a sua vida no temor de Deus, e não nas coisas que passam, não é abalado pelas tempestades. É a mesma rocha de que fala o Senhor no Evangelho: a casa edificada sobre a pedra não cai (cf. Mt 7, 24-25).
Salmo 112, versículo 7
"A memória do justo será eterna: Não temerá ouvir palavra má. O seu coração está sempre aparelhado para esperar no Senhor."
Contra o medo e a ansiedade do nosso tempo, o salmo opõe um coração "aparelhado" — preparado, disposto, fixo — para esperar no Senhor. O justo não teme as más notícias porque a sua confiança não está nelas, mas em Deus. É, talvez, o verso mais consolador para quem reza pedindo paz.
"Nas trevas nasceu a luz aos retos": o verso 4
Muitos chegam a este salmo procurando a frase "uma luz brilha nas trevas" ou "nas trevas nasceu a luz aos retos". É o versículo 4:
"Nas trevas nasceu a luz aos retos: Misericordioso é, e compassivo, e justo."
A tradição cristã sempre leu esta luz que nasce nas trevas à luz de Cristo, "a luz verdadeira que ilumina todo homem" (Jo 1, 9). Para o homem reto, mesmo na escuridão da provação, nasce uma luz — porque Deus é misericordioso, compassivo e justo. É um dos versos mais luminosos do Saltério e por isso entrou em tantos cantos.
O Salmo 112 é católico? E a relação com o Salmo 113
Sim, o Salmo 112 (111) é plenamente católico — mais do que isso, é um dos salmos que a Igreja canta há séculos nas Vésperas, na sua própria língua litúrgica, o latim. Como qualquer leitor que abra uma Bíblia católica antiga vê, ele aparece sob o número 111, segundo a Vulgata. Não há nada de "protestante" ou estranho nele: é Palavra de Deus inteira, rezada pela Igreja desde sempre.
Vale notar a ligação com o salmo vizinho. O Salmo 113 moderno (Salmo 112 da Vulgata) começa com "Louvai, servos, ao Senhor... Que eleva da terra o desvalido e levanta do esterco o pobre" — daí a busca por "louvai o Senhor que eleva os pobres", que pertence a esse salmo seguinte, não a este. Os dois caminham juntos nas Vésperas e ambos cantam a bondade de Deus para com os pequenos. Quem rezou o Beatus vir prossegue naturalmente para o Laudate pueri (Salmo 113).
Salmo 112 em linguagem de hoje (NVI) e na Bíblia de Figueiredo
Há quem procure o salmo numa linguagem de hoje ou em versões como a NVI, mais coloquiais. Compreende-se: a língua de Figueiredo, do século XVIII, é solene. Mas há um ganho real em ler a versão tradicional, e não apenas as modernas.
As traduções modernas costumam partir do texto hebraico; a de Figueiredo verte diretamente a Vulgata latina, que é a versão que a Igreja sempre rezou e cantou. Por isso, quando você lê Figueiredo, está lendo exatamente o mesmo texto que está por trás do Beatus vir da liturgia — sem a distância que separa o português moderno do latim eclesiástico. A linguagem é mais alta, sim, mas é a linguagem da oração da Igreja. Para a leitura devota, ela vale o pequeno esforço.
Salmo 112 cantado e recitado
O Beatus vir é, antes de tudo, um salmo cantado: o seu lugar nativo são as Vésperas solenes, e por isso foi musicado por mestres como Monteverdi e Vivaldi, sempre em latim, como peça da oração da tarde. Quem deseja rezá-lo cantando deve buscar o canto gregoriano do Beatus vir no tom das Vésperas do domingo — a forma mais antiga e mais simples, feita não para concerto, mas para a oração.
Quanto às versões recitadas que circulam (como as leituras de locutores conhecidos), são úteis para quem quer ouvir o texto; mas convém lembrar que muitas usam traduções modernas e fora do contexto litúrgico. Para rezar com a Igreja, o melhor é seguir o texto de Figueiredo, que aqui damos completo, e concluí-lo com o Glória ao Pai.
Salmo 112 completo para imprimir e para ler
Você encontra acima o texto completo do salmo, em português (Figueiredo) e em latim (Vulgata). Para imprimir ou guardar, basta copiar os dez versículos da seção inicial — eles formam o salmo inteiro, do "Bem-aventurado o varão" até "o desejo dos pecadores perecerá". Sugerimos imprimi-lo junto da doxologia (Glória ao Pai), para tê-lo na forma em que a Igreja o reza, e guardá-lo onde costuma fazer a oração da tarde.
O Salmo 112 e a prosperidade: o que a tradição realmente ensina
Muita gente chega ao Salmo 112 atrás de uma promessa de prosperidade — por causa do versículo 3, "há glória e riquezas na sua casa". É preciso dizer com clareza, porque é um ponto onde se erra muito: este salmo não é uma fórmula para enriquecer.
A "teologia da prosperidade", que promete bens materiais em troca de fé ou de orações repetidas, é estranha à fé católica e foi sempre rejeitada pela Igreja. O salmo ensina o contrário do que essa leitura sugere: a riqueza verdadeira do justo é a sua justiça, que "permanece por todos os séculos", ao passo que os bens passam. E note quem é o homem abençoado neste salmo — justamente o que "distribuiu, deu aos pobres" (v. 9). A bênção da casa do justo está em ele abrir a mão, não em acumular. Rezar este salmo "pela prosperidade" como quem aperta um botão é desfigurá-lo. Rezá-lo bem é pedir o coração generoso e temente a Deus que ele descreve — e essa, sim, é a única "prosperidade" que ele promete.
Uso tradicional do Salmo 112 na oração
Este salmo nunca foi, na tradição da Igreja, um texto isolado para "pedidos" avulsos. O seu lugar próprio é a liturgia. Na ordem antiga das horas, o Beatus vir é um dos salmos das Vésperas do domingo — a oração da tarde, quando o sol declina e a Igreja inteira louva a Deus pelo dia que termina. Por isso ele foi musicado por tantos mestres ao longo dos séculos, sempre como peça das Vésperas solenes. Quem deseja rezar com a Igreja ao cair da tarde encontra o seu coroamento natural nas Completas, a última oração do dia, e em todo o tesouro das orações católicas da tradição.
Como rezá-lo bem, então? Não o arranque do seu contexto como uma fórmula mágica. Reze-o como a Igreja reza: como um louvor e um exame de consciência. Ao dizer "bem-aventurado o varão que teme ao Senhor", pergunte-se se você teme assim ao Senhor. Ao dizer "distribuiu, deu aos pobres", pergunte-se se a sua mão se abre. É um salmo que, rezado com sinceridade, nos converte: descreve o homem que devemos nos tornar.
E, se quiser dar-lhe a moldura tradicional, conclua-o como a Igreja sempre fez, com a doxologia do Glória ao Pai:
Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.
Perguntas Frequentes
O Salmo 112 e o Salmo 111 são o mesmo salmo?
Sim. O Salmo 112 da numeração hebraica (Bíblias modernas) corresponde ao Salmo 111 da numeração grega e latina (Septuaginta e Vulgata). É o mesmo texto, o Beatus vir qui timet Dominum. A diferença de um número vem da contagem dos salmos anteriores, em que a Vulgata une num só o que o hebraico separa em dois (Salmos 9 e 10).
Como começa o Salmo 112?
Começa com a bem-aventurança que lhe dá o nome: "Bem-aventurado o varão que teme ao Senhor: Nos seus mandamentos se comprazerá muito" — em latim, Beatus vir qui timet Dominum, in mandatis ejus volet nimis. Essa primeira linha é o melhor modo de confirmar que você está diante do salmo certo, qualquer que seja a numeração.
Qual é o significado do Salmo 112?
É o retrato do homem justo e da bênção que desce sobre quem teme a Deus. O salmo louva o temor filial do Senhor, a alegria nos mandamentos, a misericórdia para com os pobres e a firmeza de coração de quem espera no Senhor. Ensina que a verdadeira segurança não está nas riquezas, mas na justiça que "permanece por todos os séculos".
Para que serve rezar o Salmo 112?
Na tradição da Igreja, ele não é uma fórmula para fins particulares, mas um louvor a Deus e um espelho da própria alma. Rezá-lo nos leva a examinar se tememos verdadeiramente ao Senhor e se a nossa mão se abre para os pobres. É um salmo que converte: descreve o homem que devemos nos esforçar por ser.
Quando a Igreja reza o Salmo 112?
Na liturgia tradicional, o Beatus vir é um dos salmos das Vésperas do domingo, a oração vespertina da Igreja. Por estar nessa hora solene, foi musicado por inúmeros mestres ao longo dos séculos.
Por que ler o Salmo 112 na Bíblia de Figueiredo?
Porque a tradução do Padre Antônio Pereira de Figueiredo é feita diretamente sobre a Vulgata latina — a mesma versão que a Igreja sempre rezou. Assim, o texto em português que você lê corresponde fielmente ao latim litúrgico, sem rupturas com a tradição.
O que diz o versículo 3 do Salmo 112?
Diz: "Há glória, e riquezas na sua casa: E a justiça dêle permanece por todos os séculos." A chave está na segunda metade: a glória e as riquezas da casa do justo estão sempre subordinadas à sua justiça, que é o que de fato dura "por todos os séculos". Não é uma promessa de enriquecimento, mas o retrato de uma casa rica de virtude.
O Salmo 112 serve para prosperidade financeira?
Não no sentido da "teologia da prosperidade", que a Igreja sempre rejeitou. O salmo não é uma fórmula para enriquecer; ao contrário, ele abençoa justamente o homem que "deu aos pobres" e ensina que a riqueza verdadeira é a justiça que permanece para sempre. Rezá-lo bem é pedir o coração generoso e temente a Deus que ele descreve.
O Salmo 112 é católico?
Sim, plenamente. Ele é um dos salmos que a Igreja canta há séculos nas Vésperas do domingo, sob o número 111 na Vulgata. É Palavra de Deus, parte do Saltério rezado pela Igreja desde sempre.
O Salmo 112 e o Salmo 113 são parecidos?
São salmos vizinhos e complementares, rezados juntos nas Vésperas. O Salmo 113 moderno (112 da Vulgata) começa com "Louvai, servos, ao Senhor... que eleva da terra o desvalido" — é dele, e não deste, a frase "louvai o Senhor que eleva os pobres". Ambos cantam a bondade de Deus para com os pequenos.
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Fontes. Texto português: Bíblia Sagrada, tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, Salmo 111 (112). Texto latino: Vulgata Clementina, Psalmus 111. A dupla numeração e o uso litúrgico nas Vésperas do domingo seguem a tradição da Igreja.