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A Epístola de São Paulo aos Gálatas
A Epístola aos Gálatas é a carta ardente em que São Paulo defende a liberdade cristã contra quem queria impor aos pagãos convertidos a lei de Moisés: justificação pela fé em Cristo, filhos de Deus pelo Espírito, fé que obra por caridade, os frutos do Espírito. Abaixo estão os 6 capítulos na tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, feita sobre a Vulgata, com o latim ao lado, versículo por versículo; o guia explica quem a escreveu, quando, do que fala e os versículos mais procurados, como Gálatas 2,20 e 5,22.
Ler Epístola aos Gálatas: 6 capítulos
Nenhuma carta de São Paulo começa com tanta veemência. Não há ação de graças inicial nem elogio da comunidade: «Eu me espanto de que deixando aquêle que vos chamou à graça de Cristo, passásseis assim tão depressa a outro Evangelho» (Gl 1,6). Depois da partida do Apóstolo, alguns pregadores tinham ensinado aos gálatas que, para serem cristãos de pleno direito, precisavam receber a circuncisão e observar a lei de Moisés.
Para Paulo, isso era virar o Evangelho do avesso: «Porque se a justiça é pela Lei, segue-se que morreu Cristo em vão» (Gl 2,21). Em seis capítulos ele defende o próprio apostolado, mostra em Abraão o pai dos que creem, apresenta a Lei como um pedagogo que conduz a Cristo e descreve a liberdade dos filhos de Deus, que não é licença, mas caridade. As mesmas ideias voltarão, com mais calma e fôlego, na Epístola aos Romanos.
Quem escreveu o livro de Gálatas?
O próprio São Paulo, que abre a carta com o seu nome e com a reivindicação que mais lhe importa: «Paulo Apóstolo, não pelos homens, nem por algum homem, mas por Jesus Cristo, e por Deus Padre, que o ressuscitou dentre os mortos» (Gl 1,1). Seguem os destinatários, «às igrejas da Galácia» (Gl 1,2). Nos dois primeiros capítulos Paulo conta a própria vida, e no fim toma a pena da mão do secretário a quem ditava: «Vêde que carta vos escrevi de minha própria mão» (Gl 6,11).
A tradição é unânime. São Policarpo retoma expressões da carta, Santo Ireneu a cita com o nome de Paulo, e o próprio Marcião, herege do século II, a punha à frente da sua coleção das cartas do Apóstolo. A autenticidade nunca foi seriamente contestada, nem pela crítica mais radical. A vida do Apóstolo e a sua conversão no caminho de Damasco são contadas no nosso artigo sobre a conversão de São Paulo.
Quem eram os gálatas?
Os gálatas descendiam de tribos celtas, da mesma raça dos gauleses. Passaram à Ásia Menor no século III antes de Cristo e se fixaram no centro da atual Turquia, em torno de Ancira, a atual Ancara. São Jerônimo, que tinha morado em Tréveris, observa no seu comentário à epístola que, no tempo dele, os gálatas ainda falavam uma língua parecida com a dos tréveros.
No tempo de Paulo, porém, a província romana da Galácia se estendia também mais ao sul, sobre a Licaônia e a Pisídia, onde ficavam Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe, evangelizadas na primeira viagem missionária (At 14,6). Daí duas opiniões sobre os destinatários. Segundo a mais antiga, seguida pelos Padres, são os gálatas propriamente ditos, do norte, que Paulo visitou na segunda e na terceira viagem: «atravessando a Frígia, e a província de Galácia» (At 16,6). Segundo a outra, hoje difundida entre os exegetas, são as Igrejas do sul da província.
A própria carta guarda uma lembrança comovente da primeira pregação. Paulo chegou doente: «sabeis que ao princípio vos preguei o Evangelho com enfermidade da carne» (Gl 4,13), e os gálatas, longe de o desprezar, «me recebestes como a um Anjo de Deus, como a Jesus Cristo» (Gl 4,14). Eram, na grande maioria, pagãos convertidos: «servíeis aos que por natureza não são deuses» (Gl 4,8).
Quando foi escrita a Epístola aos Gálatas?
A data depende da resposta anterior. Se os destinatários são os gálatas do norte, a carta foi escrita durante a terceira viagem, em Éfeso ou na Macedônia, por volta de 54-57, pouco antes da Epístola aos Romanos, de que é tão próxima. Se são as Igrejas do sul, pode ser mais antiga, por volta de 49, talvez até anterior ao concílio de Jerusalém. O espanto de Paulo diante de uma mudança «tão depressa» faz pensar que não os tinha deixado havia muito tempo. O texto não diz onde ele estava ao escrever: Éfeso é a hipótese mais comum, mas é só uma hipótese.
Do que fala o livro de Gálatas? Resumo
A carta tem três partes de dois capítulos cada uma: uma parte pessoal, que defende o apostolado de Paulo; uma parte doutrinal, sobre a fé e a Lei; uma parte moral, sobre a liberdade e a vida segundo o Espírito.
O Evangelho de Paulo e a sua autoridade (capítulos 1-2)
Os adversários apresentavam Paulo como um apóstolo de segunda linha, que teria recebido a doutrina dos Doze e a teria deformado. Ele responde primeiro com um rigor extremo: «ainda quando nós mesmos, ou um Anjo do Céu vos anuncie um Evangelho diferente do que nós vos temos anunciado, seja anátema» (Gl 1,8). Depois conta como recebeu o Evangelho: «eu não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas sim por revelação de Jesus Cristo» (Gl 1,12).
Lembra o zelo de outrora pelas «tradições de meus pais» (Gl 1,14), o chamado daquele «que me destinou desde o ventre da minha mãe» (Gl 1,15), a ida à Arábia e a primeira visita a Jerusalém: «no fim de três anos, vim a Jerusalém por ver a Pedro, e fiquei com êle quinze dias» (Gl 1,18).
Catorze anos mais tarde, sobe de novo a Jerusalém com Barnabé e Tito e expõe o seu Evangelho; e «Tiago, e Cefas, e João, que pareciam ser as colunas, conheceram a graça que se me havia dado, deram as destras a mim, e a Barnabé, em sinal de companhia» (Gl 2,9). É, com toda a probabilidade, o encontro narrado nos Atos, no capítulo 15.
Vem então o incidente de Antioquia: «Ora tendo vindo Cefas a Antioquia: Eu lhe resisti na cara, porque era repreensível» (Gl 2,11). Pedro, que comia com os pagãos convertidos, se afastara deles quando chegaram alguns cristãos vindos de Jerusalém, «temendo ofender aos que eram circuncidados» (Gl 2,12), e arrastara até Barnabé. Paulo fecha o relato com o coração do seu Evangelho, «o homem não se justifica pelas obras da lei, senão pela fé de Jesus Cristo» (Gl 2,16), e com uma das frases mais belas da Escritura, que veremos adiante (Gl 2,20).
A fé, a Lei e a promessa (capítulos 3-4)
«Ó insensatos Gálatas, quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade» (Gl 3,1), pergunta o Apóstolo, a vocês que receberam o Espírito pela fé e não pelas obras da Lei? «Abraão creu a Deus, e lhe foi imputado à justiça» (Gl 3,6), e a promessa que lhe foi feita, «Em ti serão pois benditas tôdas as gentes» (Gl 3,8), dizia respeito à sua descendência: «E à tua semente, que é Cristo» (Gl 3,16). A Lei, que veio «quatrocentos e trinta anos depois», não anula a promessa (Gl 3,17). Ela amaldiçoa quem não a cumpre inteira; mas «Cristo nos remiu da maldição da lei, feito êle mesmo maldição por nós» (Gl 3,13), segundo a palavra do Deuteronômio sobre o pendurado no madeiro.
A Lei foi, portanto, um pedagogo, o escravo que acompanhava a criança até a escola: «a lei nos serviu de pedagogo, que nos conduziu a Cristo, para sermos justificados pela fé» (Gl 3,24). Agora, pela fé e pelo batismo, «todos os que fôstes batizados em Cristo, revestistes-vos de Cristo» (Gl 3,27), e já não contam as diferenças de povo, de condição ou de sexo: «Porque todos vós sois um em Jesus Cristo» (Gl 3,28).
O capítulo 4 compara a humanidade antes de Cristo a um herdeiro ainda menino, «debaixo dos tutores, e curadores» (Gl 4,2). Depois: «quando veio o cumprimento do tempo, enviou Deus a seu Filho, feito de mulher, feito sujeito à lei» (Gl 4,4), «para que recebessemos adoção de filhos» (Gl 4,5).
Paulo suplica aos gálatas com uma ternura de mãe: «Filhinhos meus, por quem eu de novo sinto as dores do parto, até que Jesus Cristo se forme em vós» (Gl 4,19). O capítulo termina com a alegoria dos dois filhos de Abraão, Ismael, nascido da escrava Agar, e Isaac, nascido de Sara, a livre (Gn 21,10): duas alianças, uma que gera escravos, a outra livre, porque «aquela Jerusalém, que é lá de cima, é livre, a qual é nossa mãe» (Gl 4,26).
A liberdade, o Espírito e a Cruz (capítulos 5-6)
«Tende-vos firmes, e não vos coloqueis outra vez sob o jugo da escravidão» (Gl 5,1). Receber a circuncisão como necessária à salvação seria separar-se de Cristo: «Vazios estais de Cristo os que vos justificais pela lei: Decaistes da graça» (Gl 5,4). E Paulo dá a regra: «em Jesus Cristo nem a circuncisão vale alguma coisa, nem a incircuncisão: Mas sim a fé, que obra por caridade» (Gl 5,6). A liberdade não é pretexto para a carne: «não deis a liberdade por ocasião da carne, mas servi-vos uns aos outros pela caridade do Espírito» (Gl 5,13), porque toda a Lei se resume no preceito «Amarás ao teu próximo como a ti mesmo» (Gl 5,14), já dado no Levítico.
O Apóstolo opõe então a carne e o espírito: «a carne deseja contra o espírito: E o espírito contra a carne» (Gl 5,17). Enumera as obras da carne, da fornicação às bebedeiras, que excluem do reino de Deus (Gl 5,19-21), e depois os frutos do Espírito, apresentados abaixo. «E os que são de Cristo, crucificaram a sua própria carne com os seus vícios e concupiscências» (Gl 5,24).
O capítulo 6 dá conselhos de vida fraterna: corrigir «com espírito de mansidão» quem caiu (Gl 6,1), «Levai as cargas uns dos outros, e desta maneira cumprireis a Lei de Cristo» (Gl 6,2), não se cansar de fazer o bem. E termina na Cruz, com uma assinatura de sangue: «eu trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus» (Gl 6,17).
Gálatas 2,20: «Cristo é que vive em mim»
«E vivo, por melhor dizer, não sou eu já o que vivo: Mas Cristo é que vive em mim. E se eu vivo agora em carne: Vivo na fé do Filho de Deus, que me amou, e se entregou a si mesmo por mim» (Gl 2,20). O versículo anterior prepara a frase: «estou encravado com Cristo na Cruz» (Gl 2,19).
É uma das confissões mais pessoais do Novo Testamento. Paulo não diz que deixou de existir, mas que a sua vida passou a ter outro princípio: pela fé e pelo batismo, Cristo vive nele pela graça. E diz «me amou», no singular: a Paixão, oferecida por todos, foi oferecida por cada um. Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino viram aí a descrição da vida da graça, que não suprime a pessoa, mas a eleva. O Missal de 1962 canta esses versículos no intróito de São Paulo da Cruz, fundador dos Passionistas, em 28 de abril, e no aleluia de Santo Inácio de Antioquia, em 1º de fevereiro: Christo confixus sum cruci. Quem comunga pode fazer deles uma ação de graças.
Gálatas 5,22: os frutos do Espírito
«Mas o fruto do espírito é: A caridade, o gôzo, a paz, a paciência, a benignidade, a bondade, e a longanimidade» (Gl 5,22), «a mansidão, a fidelidade, a modéstia, a continência, a castidade. Contra estas coisas não há lei» (Gl 5,23).
O texto grego enumera nove; a Vulgata, seguida por Figueiredo e por toda a tradição latina, enumera doze. Por isso os catecismos católicos ensinam os doze frutos do Espírito Santo, ao lado dos sete dons. Santo Tomás de Aquino explica que os frutos são as obras virtuosas em que a alma encontra o seu gosto, como se saboreia um fruto maduro: o que os dons do Espírito fazem brotar, os frutos dão a provar. A caridade vem em primeiro lugar, como raiz de todos os outros. A lista completa, com o sentido de cada fruto e a diferença entre frutos e dons, está no nosso artigo sobre os frutos do Espírito Santo. Lida ao lado da lista oposta, a das obras da carne, ela é também um bom exame de consciência.
Temas e leitura católica
A fé e as obras. No século XVI, a Epístola aos Gálatas foi a carta preferida de Lutero, que a comentou longamente. Mas as «obras da lei» que Paulo rejeita são as observâncias da lei de Moisés, a circuncisão à frente, apresentadas como condição da salvação. Paulo não opõe a fé à caridade: a fé que justifica é a fé «que obra por caridade». O Concílio de Trento cita justamente este versículo para ensinar que a fé, sem a esperança e a caridade, não une perfeitamente a Cristo (sessão VI, 1547, capítulo 7). A Igreja ensina a justificação pela graça, recebida na fé, que transforma o homem e frutifica em obras; foi essa a fé que os gálatas tinham recebido de Paulo.
O incidente de Antioquia e a autoridade de Pedro. A repreensão a Pedro deu origem a uma célebre correspondência entre São Jerônimo e Santo Agostinho. Jerônimo pensava que os dois Apóstolos tinham combinado uma lição pública; Agostinho sustentou que Paulo repreendeu Pedro de verdade, por um erro de conduta e não de doutrina, e que a humildade de Pedro, que aceitou a correção, é ainda mais admirável do que a franqueza de Paulo. O próprio relato atesta a autoridade de Pedro: Paulo subira a Jerusalém «por ver a Pedro», e o recuo de Cefas era grave justamente porque o seu exemplo arrastava os outros.
A Virgem Maria. «Feito de mulher» (Gl 4,4) é uma das mais antigas menções da Mãe do Senhor no Novo Testamento. Os Padres leram aí a verdadeira humanidade de Cristo, nascido de uma mulher, contra quem fazia dele um puro espírito, e a maternidade divina de Maria.
A Cruz. «Mas nunca Deus permita que eu me glorie, senão na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo: Por quem o mundo está crucificado para mim, e eu crucificado para o mundo» (Gl 6,14). O versículo é a fonte do intróito Nos autem gloriari oportet in cruce Domini nostri Jesu Christi, cantado na Quinta-feira Santa. As «marcas do Senhor Jesus» de 6,17 foram lidas como o anúncio dos estigmas de São Francisco de Assis, cuja missa, em 4 de outubro, toma este trecho como epístola.
Versículos mais conhecidos de Gálatas
- «Se agradasse ainda aos homens, não seria servo de Cristo» (Gl 1,10).
- «Porque todos vós sois filhos de Deus pela fé, que é em Jesus Cristo» (Gl 3,26).
- «E porque vós sois filhos, mandou Deus aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Pai, Pai» (Gl 4,6). O latim conserva a palavra aramaica: Abba, Pater.
- «E assim já não é servo, mas filho. E se é filho: Também é herdeiro por Deus» (Gl 4,7).
- «Um pouco de fermento altera tôda a massa» (Gl 5,9).
- «Se nós vivemos pelo espírito, conduzamo-nos também pelo espírito» (Gl 5,25).
- «Não queirais errar, de Deus não se zomba» (Gl 6,7), seguido de «aquilo que semear o homem, isso também segará» (Gl 6,8): é o “gálatas 6 7” tão procurado.
- «Não nos cansemos pois de fazer bem: Porque a seu tempo segaremos, não desfalecendo» (Gl 6,9).
- «façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé» (Gl 6,10).
Gálatas no cânon e na liturgia
A epístola tem o mesmo nome e os mesmos seis capítulos em todas as Bíblias. Nunca foi contestada: os concílios de Hipona (393) e de Cartago (397), depois os de Florença e de Trento (sessão IV, 1546), a contam entre as catorze epístolas de São Paulo, onde vem depois das duas aos Coríntios e antes da Epístola aos Efésios. Na Vulgata e em Figueiredo tem 149 versículos; o capítulo mais longo é o quarto, com 31.
O Missal de 1962 tira dela a epístola do domingo dentro da oitava do Natal (Gl 4,1-7), do IV domingo da Quaresma, Laetare (Gl 4,22-31), que canta a Jerusalém do alto, e do XIII, XIV e XV domingos depois de Pentecostes (Gl 3,16-22; 5,16-24; 5,25-6,10). Dá também a epístola da Comemoração de São Paulo, em 30 de junho (Gl 1,11-20), e de São Francisco de Assis, em 4 de outubro (Gl 6,14-18).
Outros versículos se tornam cantos: o intróito Nos autem gloriari (Gl 6,14) da Terça-feira e da Quinta-feira Santa e da Exaltação da Santa Cruz, em 14 de setembro; o gradual Qui operatus est Petro (Gl 2,8-9) da Conversão de São Paulo, em 25 de janeiro, e do dia 30 de junho; a antífona da comunhão Omnes qui in Christo baptizati estis (Gl 3,27) do sábado in Albis, quando os neófitos batizados na Vigília Pascal depunham as vestes brancas.
No Breviário, a carta é lida no primeiro noturno das Matinas no domingo, na segunda e na terça-feira da III semana depois da Epifania, quando o calendário conserva essa semana. Os capítulos (leituras breves) de Laudes e de Sexta e a leitura breve de Prima do domingo dentro da oitava do Natal vêm do capítulo 4, como os capítulos de Laudes, Sexta e Noa do domingo Laetare; e o capítulo da Sexta dos domingos que não têm capítulo próprio é Gl 6,2, Alter alterius onera portate, «Levai as cargas uns dos outros». O calendário litúrgico da Iter Fidei indica esses dias, e o Breviário traz as Horas.
Como ler Gálatas
Leia a carta inteira de uma vez, se possível em voz alta: é um texto ditado na emoção, e se entende melhor no seu movimento. Tenha à mão os Atos dos Apóstolos para situar as viagens, e leia depois a Epístola aos Romanos, que retoma as mesmas questões com serenidade. Medite Gl 2,20 depois da Comunhão e faça do capítulo 5 um exame de consciência, entre as obras da carne e os frutos do Espírito. Os comentários de São Jerônimo, de Santo Agostinho, de São João Crisóstomo e de Santo Tomás de Aquino são os guias clássicos. O texto inteiro, capítulo por capítulo, está na Bíblia da Iter Fidei, com o latim da Vulgata ao lado.
Perguntas Frequentes
Quem escreveu o livro de Gálatas?
São Paulo, que se nomeia no primeiro versículo, conta a própria vocação nos capítulos 1 e 2 e assina de próprio punho (Gl 6,11). A Igreja sempre a recebeu como carta autêntica do Apóstolo, e nem a crítica moderna o põe em dúvida.
Onde Paulo estava quando escreveu a carta aos Gálatas?
O texto não diz. A opinião mais comum é que estava em Éfeso, ou na Macedônia, durante a terceira viagem missionária. Ao contrário de Efésios ou Filipenses, não é uma carta escrita na prisão.
Quando foi escrita a Epístola aos Gálatas?
Muito provavelmente por volta de 54-57, pouco antes da Epístola aos Romanos. Quem pensa que ela se dirige às Igrejas do sul da Galácia a data de cerca de 49, antes ou logo depois do concílio de Jerusalém.
Quem eram os gálatas?
Os cristãos da Galácia, no centro da Ásia Menor, a atual Turquia. Os gálatas descendiam de celtas ali estabelecidos três séculos antes; os cristãos daquelas Igrejas eram, em sua maioria, pagãos convertidos, evangelizados pelo próprio Paulo.
O que o livro de Gálatas nos ensina?
Que fomos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da lei de Moisés, e que somos filhos de Deus pela fé e pelo batismo. Essa liberdade não é licença: é a vida segundo o Espírito, em que a fé «obra por caridade» e cumpre a Lei pelo amor ao próximo.
Quais são os frutos do Espírito em Gálatas 5,22?
Segundo a Vulgata e Figueiredo (Gl 5,22-23), são doze: caridade, gozo, paz, paciência, benignidade, bondade, longanimidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade. O texto grego enumera nove.
Onde fica Gálatas na Bíblia e quantos capítulos tem?
No Novo Testamento, logo depois da Segunda Epístola aos Coríntios e antes de Efésios: é o nono livro do Novo Testamento, na Bíblia católica como nas outras. Tem seis capítulos e, na Vulgata e em Figueiredo, 149 versículos.
A Epístola aos Gálatas também pode ser lida versículo por versículo, em português e em latim, no aplicativo Bíblia católica da Iter Fidei.
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