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A Epístola de São Paulo aos Colossenses
A Epístola aos Colossenses é a carta que São Paulo, preso em Roma, escreveu a uma jovem Igreja da Frígia para defendê-la de uma falsa «filosofia», mostrando que em Cristo habita toda a plenitude da divindade. Abaixo estão os 4 capítulos na tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, feita sobre a Vulgata, com o latim ao lado, versículo por versículo; o guia apresenta o autor, os destinatários, o resumo, os versículos mais procurados, como Colossenses 3,14 e 3,23, e o uso da carta na liturgia.
Ler Epístola aos Colossenses: 4 capítulos
A Epístola aos Colossenses, Epistola ad Colossenses na Vulgata, é uma das catorze epístolas de São Paulo. Vem depois da Epístola aos Filipenses e antes das duas aos Tessalonicenses. É curta, quatro capítulos e noventa e cinco versículos, mas poucas páginas do Novo Testamento dizem com tanta força quem é Cristo. A primeira metade é doutrinal: o Filho é o Criador de todas as coisas, a cabeça da Igreja, aquele em quem «habita tôda a plenitude da Divindade corporalmente» (Cl 2,9). A segunda metade tira daí uma vida: já que vocês ressuscitaram com Cristo, busquem as coisas do alto, em casa, no trabalho e na oração. É dessa segunda metade que vêm os versículos mais procurados, a caridade «vínculo da perfeição» (3,14) e o trabalho feito «como quem o faz pelo Senhor» (3,23).
Quem escreveu Colossenses?
São Paulo, com Timóteo ao seu lado. A carta se abre assim: «Paulo Apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e Timóteo seu irmão» (Cl 1,1), «Aos Santos e fiéis irmãos em Jesus Cristo, que habitam em Colossos» (Cl 1,2). Timóteo é nomeado como companheiro, como no início de Filipenses e de Filemom; o autor continua sendo Paulo, que assina de próprio punho na última linha: «Esta saudação escrevo eu, Paulo, do meu próprio punho. Lembrai-vos das minhas prisões» (Cl 4,18). O Apóstolo costumava ditar as cartas e autenticá-las dessa maneira.
A Igreja sempre a recebeu como dele. Santo Ireneu, Tertuliano e Clemente de Alexandria a citam com o nome de Paulo no fim do século II, e o Cânon de Muratori a põe entre as suas cartas. O testemunho interno é igualmente claro: a carta está ligada ao bilhete a Filemom, que ninguém contesta, onde reaparecem o mesmo escravo, Onésimo, e as mesmas saudações de Epafras, Marcos, Aristarco, Demas e Lucas (Fm 23-24).
Desde o século XIX, alguns críticos veem nela a obra de um discípulo, por causa do vocabulário e do parentesco com a Epístola aos Efésios; mas um mesmo autor que escreve duas cartas na mesma época explica muito bem essa semelhança. O Concílio de Trento a enumera entre as catorze epístolas Pauli apostoli, de Paulo apóstolo. A vida do Apóstolo está no nosso artigo sobre a conversão de São Paulo.
Quando e onde foi escrita?
Em Roma, durante o primeiro cativeiro de São Paulo, por volta de 61-63. A carta é escrita na prisão: Paulo pede que rezem para que possa anunciar «o mistério de Cristo (pelo qual todavia estou prêso)» (Cl 4,3), e transmite a saudação de «Aristarco, que é meu companheiro na prisão» (Cl 4,10). É o cativeiro descrito no fim dos Atos dos Apóstolos: dois anos numa casa alugada, sob a guarda de um soldado, com liberdade de receber visitas.
Colossenses, Efésios e Filemom partiram juntos. Tíquico levava as duas primeiras cartas, e com ele viajava Onésimo, o escravo fugitivo que voltava ao seu senhor Filemom, em Colossos: «juntamente com Onésimo, muito bem amado, e fiel irmão, que é da vossa naturalidade» (Cl 4,9). Alguns autores modernos propõem Cesareia ou Éfeso; a tradição fica com Roma.
Quem eram os colossenses, e por que Paulo lhes escreveu?
Colossos era uma cidade da Frígia, na Ásia Menor (a atual Turquia), à beira do rio Lico, muito perto de Laodiceia e de Hierápolis. Paulo nunca tinha estado ali: fala de «quantos não viram a minha face em carne» (Cl 2,1). O Evangelho fora levado à cidade por um colossense, Epafras: «Como o aprendestes de Epafras, nosso conservo muito amado» (Cl 1,7). A comunidade vinha sobretudo do paganismo.
Epafras levara a Roma boas notícias, mas também uma inquietação. Alguns mestres perturbavam os fiéis com uma «filosofia» feita de práticas judaicas (festas, luas novas, sábados, proibições de alimentos) e de um culto dos Anjos que punha os espíritos celestes entre Deus e o homem e deixava Cristo na sombra. Paulo não refuta essas doutrinas ponto por ponto: mostra quem é Cristo, e o fundamento delas desaba.
Do que fala o livro de Colossenses? Resumo
Cristo, cabeça da criação e da Igreja (capítulo 1)
O capítulo 1 começa com a ação de graças pela fé, pela esperança e pela caridade dos colossenses, depois uma oração: «que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, e em tôda a sabedoria, e inteligência espiritual» (Cl 1,9), «Para que andeis dignamente diante de Deus, agradando-lhe em tudo» (Cl 1,10).
O Pai «nos fêz dignos de participar da sorte dos Santos em luz» (Cl 1,12), «nos livrou do poder das trevas, e nos transferiu para o Reino de seu Filho muito amado» (Cl 1,13). Vem então o grande hino a Cristo dos versículos 15 a 20, apresentado abaixo. Paulo conclui com a sua própria parte no mistério: alegra-se em sofrer pela Igreja e prega o mistério escondido pelos séculos, «que é Cristo, em quem vós tendes a esperança da glória» (Cl 1,27).
Cuidado com a falsa filosofia (capítulo 2)
O capítulo 2 é a advertência: «Estai sôbre aviso, para que ninguém vos engane com Filosofias […] segundo a tradição dos homens, segundo os elementos do mundo, e não segundo Cristo» (Cl 2,8). Em Cristo «estavam encerrados todos os tesouros da sabedoria, e da ciência» (Cl 2,3), e os colossenses não precisam de mais nada: receberam «a circuncisão de Cristo» (Cl 2,11), estão «sepultados juntamente com êle no batismo, no qual vós também ressuscitastes mediante a fé» (Cl 2,12).
Cristo cancelou o documento que nos condenava, «Cancelando a cédula do decreto que havia contra nós, a qual nos era contrária, e aboliu inteiramente, encravando-a na Cruz» (Cl 2,14), e triunfou das potências. As festas e as proibições da antiga Lei são só «sombra das coisas vindouras: Mas o corpo é em Cristo» (Cl 2,17). Que ninguém os desencaminhe, «afetando parecer humilde, e dar culto aos Anjos» (Cl 2,18), gente que anda «sem estar unido com a cabeça» (Cl 2,19).
Ressuscitados com Cristo: o homem novo (capítulo 3)
O capítulo 3 passa à moral. «Pelo que, se ressuscitastes com Cristo: Buscai as coisas que são lá de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus» (Cl 3,1). O cristão mortifica a impureza e a avareza, «que é serviço de ídolos» (Cl 3,5), rejeita a ira e a mentira, despoja-se «do homem velho com tôdas as suas obras» (Cl 3,9) e se reveste do novo, em que já não contam as diferenças de povo ou de condição: «Mas Cristo é tudo, e em todos» (Cl 3,11). Reveste-se de misericórdia, bondade, humildade, paciência e perdão, e sobretudo de caridade (3,12-17, apresentados abaixo). Segue a regra da casa cristã: esposas e maridos, filhos e pais, servos e senhores (Cl 3,18-25).
Oração, sabedoria e saudações (capítulo 4)
O capítulo 4 completa a regra doméstica, «Vós, senhores, fazei com os vossos servos o que é de justiça e eqüidade» (Cl 4,1), pede perseverança na oração, «Perseverai em oração, velando nela com ação de graças» (Cl 4,2), e recomenda sabedoria com os de fora: «A vossa conversação seja sempre sazonada em graça com sal, para que saibais como deveis responder a cada um» (Cl 4,6). Vêm por fim as notícias e as saudações: Tíquico e Onésimo, os portadores; Aristarco; Marcos, «primo de Barnabé»; Epafras, «sempre solícito por vós nas suas orações» (Cl 4,12); Lucas; e uma palavra para Arquipo: «Vê o ministério, que recebeste do Senhor, para o cumprires» (Cl 4,17).
O hino a Cristo (Colossenses 1,15-20)
«Que é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de tôda a criatura» (Cl 1,15): «Porque por êle foram criadas tôdas as coisas nos Céus e na terra, visíveis e invisíveis, quer sejam os Tronos, quer sejam as Dominações, quer sejam os Principados, quer sejam as Potestades: Tudo foi criado por êle, e para êle» (Cl 1,16). «E êle é antes de todos, e tôdas as coisas subsistem por êle» (Cl 1,17).
«E êle é a cabeça do corpo da Igreja, êle é o princípio, o Primogênito dentre os mortos: De maneira que êle tem a primazia em tôdas as coisas» (Cl 1,18), «Porque foi do agrado do Pai que residisse nêle tôda a plenitude» (Cl 1,19), «E reconciliar por êle a si mesmo tôdas as coisas, pacificando pelo sangue da sua Cruz, tanto o que está na terra, como o que está no Céu» (Cl 1,20).
São os versículos mais comentados da carta, a ler ao lado do prólogo do Evangelho de São João. Contra os arianos, que faziam do Filho uma criatura, Santo Atanásio e os Padres mostraram que «Primogênito de tôda a criatura» não significa “primeira coisa criada”: o Filho é gerado antes de toda criatura, e tudo é criado por meio dele. Por isso a Igreja lê Cl 1,12-20 na festa de Cristo Rei, no último domingo de outubro, e faz do capítulo 1 (1,3-23) o primeiro noturno das Matinas desse dia: ele é Rei porque tudo foi criado por ele e para ele, e porque reconciliou o mundo pelo sangue da sua Cruz.
Colossenses 3,12-17: as virtudes da família cristã
«Vós pois como escolhidos de Deus, Santos, e amados, revesti-vos de entranhas de misericórdia, de benignidade, de humildade, de modéstia, de paciência» (Cl 3,12): «Sofrendo-vos uns aos outros, e perdoando-vos mùtuamente, se algum tem razão de queixa contra o outro, assim como ainda o Senhor vos perdoou a vós, assim também vós» (Cl 3,13). «E triunfe em vossos corações a paz de Cristo» (Cl 3,15); «A palavra de Cristo more em vós outros abundantemente» (Cl 3,16), no canto dos salmos e dos hinos; «Tudo quanto quer que fizerdes seja de palavra ou de obra, fazei tudo isso em nome do Senhor Jesus Cristo» (Cl 3,17).
É a epístola da festa da Sagrada Família, no domingo depois da Epifania, cujas Matinas leem todo o trecho até o capítulo 4. Quem quiser fazer dela uma oração pode acompanhá-la com a oração pela família.
Colossenses 3,14: «revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição»
«Mas sôbre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição» (Cl 3,14). É o versículo mais procurado da carta, e muitos o leem em casamentos. O vínculo é o que ata um feixe: a caridade mantém unidas todas as outras virtudes, que sem ela se dispersam, e é por isso que vem «sôbre tudo isto», como a veste que se põe por cima das outras. Santo Tomás de Aquino diz que a caridade é a forma de todas as virtudes, porque as ordena a Deus. A mesma lição está no hino da caridade da Primeira Epístola aos Coríntios: «a maior delas é a Caridade».
Colossenses 3,23: o trabalho feito para o Senhor
«Tudo o que fizerdes, fazei-o de boa mente, como quem o faz pelo Senhor, e não pelos homens» (Cl 3,23), «Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança. Servi a Cristo, o Senhor» (Cl 3,24). Paulo o escreve aos escravos, a quem ninguém agradecia o trabalho: mesmo o serviço mais humilde, feito de boa vontade e oferecido a Deus, é serviço de Cristo e terá a sua recompensa. A Igreja tomou esses versículos para a festa de São José Operário, em 1º de maio, que tem por epístola Cl 3,14-15.17.23-24: a regra do trabalho cristão, vivida na oficina de Nazaré.
Temas e leitura católica
A divindade de Cristo. O versículo 2,9, «nêle habita tôda a plenitude da Divindade corporalmente», é um testemunho claríssimo da Encarnação: a divindade inteira habita na carne de Cristo, não como num templo qualquer, mas unida à sua humanidade na única pessoa do Verbo.
A Igreja, seu corpo. Cristo é «a cabeça do corpo da Igreja», e o corpo inteiro, «fornido, e organizado pelas suas ligaduras, e juntas, cresce em aumento de Deus» (Cl 2,19).
Os sofrimentos oferecidos pela Igreja. «Eu, que agora me alegro nas penalidades que sofro por vós, e que cumpro na minha carne o que resta a padecer a Jesus Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja» (Cl 1,24). Nada falta à Paixão da Cabeça, cujo valor é infinito. O que resta a cumprir são os sofrimentos dos seus membros, unidos aos dele. Daí vem a prática católica de oferecer as próprias penas pelos outros, e a doutrina da comunhão dos santos.
O batismo, nova circuncisão. O que a circuncisão figurava na aliança com Abraão (Gênesis 17), o batismo cumpre: nos sepulta com Cristo e nos ressuscita com ele. É o mesmo ensinamento da Epístola aos Romanos, capítulo 6.
Os Anjos e a tradição bem entendidos. Dois versículos foram às vezes voltados contra a prática católica. O culto dos Anjos condenado em 2,18 punha os Anjos no lugar de Cristo, entre pessoas que já não se mantinham unidas à cabeça; não atinge a oração que a Igreja dirige aos santos Anjos para que intercedam por Jesus Cristo. O próprio Paulo nomeia as ordens angélicas, Tronos, Dominações, Principados e Potestades, que São Gregório Magno, numa homilia lida no Breviário em 29 de setembro, conta entre os nove coros dos Anjos. Quanto à «tradição dos homens» (2,8), trata-se de especulações humanas, não da Tradição apostólica que o mesmo Apóstolo manda guardar: «conservai as tradições que aprendestes» (2 Ts 2,15).
Versículos mais conhecidos de Colossenses
- «Que é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de tôda a criatura» (Cl 1,15).
- «Porque nêle habita tôda a plenitude da Divindade corporalmente» (Cl 2,9).
- «Cuidai nas coisas que são lá de cima, não nas que há sôbre a terra» (Cl 3,2).
- «Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus» (Cl 3,3).
- «Quando aparecer Cristo, que é a vossa vida: Então também vós aparecereis com êle na glória» (Cl 3,4).
- «revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição» (Cl 3,14).
- «Tudo o que fizerdes, fazei-o de boa mente, como quem o faz pelo Senhor, e não pelos homens» (Cl 3,23).
- «O muito amado Lucas, médico, vos saúda, e também Demas» (Cl 4,14). É por este versículo que sabemos que São Lucas evangelista era médico, como lembra o Breviário na sua festa, em 18 de outubro; veja o artigo sobre São Lucas evangelista.
Colossenses no cânon e na liturgia
A carta nunca foi contestada. Tem o mesmo nome e os mesmos quatro capítulos nas Bíblias católicas, ortodoxas e protestantes; na Vulgata e em Figueiredo tem 95 versículos. Com Efésios, Filipenses e Filemom forma o grupo das epístolas do cativeiro, e o Concílio de Trento (sessão IV, 8 de abril de 1546) a nomeia na lista das catorze epístolas de São Paulo.
O Missal de 1962 a lê muitas vezes:
- Cl 1,12-20, na festa de Cristo Rei, no último domingo de outubro;
- Cl 1,9-14, no XXIV e último domingo depois de Pentecostes;
- Cl 3,12-17, na festa da Sagrada Família e no V domingo depois da Epifania;
- Cl 3,1-4, na missa da Vigília Pascal: «se ressuscitastes com Cristo»;
- Cl 3,14-15.17.23-24, na festa de São José Operário, em 1º de maio.
A antífona da comunhão da terça-feira da Páscoa, Si consurrexistis cum Christo, é tirada de Cl 3,1-2, e os mesmos versículos formam a leitura breve de Prima no tempo pascal. No Breviário, a carta dá as lições das Matinas na terça e na quarta-feira da IV semana depois da Epifania, quando o calendário conserva essa semana; o capítulo 3 dá as lições do domingo in Albis, oitava da Páscoa, e da Sagrada Família, e o capítulo 1, as de Cristo Rei. Encontre esses dias no calendário litúrgico.
Como ler Colossenses
Leia a carta primeiro de uma vez, depois junto com a Epístola aos Efésios e o bilhete a Filemom, que partiram no mesmo momento. Detenha-se no hino de 1,15-20 olhando o latim ao lado, porque primogenitus omnis creaturae e plenitudo divinitatis carregam a doutrina que os Padres defenderam. Tome, por fim, o capítulo 3 como exame de consciência para a vida em família e no trabalho. O texto inteiro está na Bíblia da Iter Fidei, com o latim da Vulgata ao lado.
Perguntas Frequentes
Quem escreveu Colossenses?
São Paulo, que se nomeia no primeiro versículo junto com Timóteo e assina de próprio punho no fim (Cl 4,18). A tradição é unânime; alguns críticos modernos pensam num discípulo, mas a estreita ligação com o bilhete a Filemom fala a favor do Apóstolo.
Quem eram os colossenses?
Os cristãos de Colossos, na Frígia, na atual Turquia: uma Igreja fundada não por Paulo, mas pelo seu discípulo Epafras, formada sobretudo por pagãos convertidos. Paulo pede que a carta seja lida também em Laodiceia.
Onde Paulo estava quando escreveu aos Colossenses?
Preso em Roma, à espera do julgamento diante de César, a quem tinha apelado. Os Atos dizem que ficou dois anos numa casa alugada. Ele chama Aristarco de seu «companheiro na prisão» e termina com as palavras: «Lembrai-vos das minhas prisões».
Qual o propósito da carta aos Colossenses?
Mostrar o primado de Cristo e que ele basta: é a imagem do Deus invisível, em quem tudo foi criado e por cujo sangue tudo foi reconciliado. Nada pode ser posto ao lado dele, nem os Anjos nem as observâncias da antiga Lei. Daí vem a vida cristã: buscar as coisas do alto, despojar-se do homem velho, revestir-se da caridade.
O que diz Colossenses 3,14?
«Mas sôbre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição». Depois de enumerar a misericórdia, a humildade, a paciência e o perdão, Paulo põe por cima de tudo a caridade, que une todas as virtudes como um laço une um feixe.
O que é a carta dos de Laodiceia de Colossenses 4,16?
Paulo pede que os colossenses leiam também a carta «dos de Laodicéia». Não sabemos o que era: uma carta de Paulo perdida, segundo uns; a Epístola aos Efésios, carta circular, segundo outros. A breve “Epístola aos Laodicenses” que circulou em latim na Idade Média é só um mosaico de frases tiradas das outras cartas, e a Igreja nunca a recebeu.
Onde fica Colossenses na Bíblia e quantos capítulos tem?
No Novo Testamento, entre Filipenses e a Primeira Epístola aos Tessalonicenses: é o décimo segundo livro do Novo Testamento. Tem quatro capítulos e 95 versículos.
A Epístola aos Colossenses também pode ser lida versículo por versículo, em português e em latim, no aplicativo Bíblia católica da Iter Fidei.
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