A Sagrada Bíblia · Figueiredo · Biblia Sacra Vulgata
O livro do Levítico
O Levítico, terceiro livro de Moisés, é a lei do culto de Israel: os sacrifícios, o sacerdócio de Aarão, o puro e o impuro, o grande dia da Expiação, a lei de santidade, as festas e o jubileu. Abaixo estão os vinte e sete capítulos na tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, feita sobre a Vulgata, com o latim ao lado; o guia explica o que significa Levítico, quem o escreveu, o resumo do livro e os versículos mais procurados, como Levítico 18,22, 19,18 e 19,28, à luz de Cristo, sacerdote e vítima.
Ler Levítico: 27 capítulos
O Levítico é o livro que muitos leitores da Bíblia têm vontade de pular, e aquele que os Padres menos nos deixariam pular. Os seus vinte e sete capítulos retomam exatamente onde o Êxodo para: o tabernáculo foi erguido, a glória do Senhor o encheu, e dessa tenda Deus ensina agora ao seu povo como homens pecadores podem aproximar-se dele sem morrer. São Jerônimo, na carta a Paulino, observa que o sentido literal do Levítico é claro, mas que cada sacrifício, e quase cada sílaba, as vestes de Aarão e toda a ordem levítica respiram mistérios celestes. Quem o lê com a Carta aos Hebreus ao lado encontra, debaixo das figuras, o sacrifício da Cruz e da Missa.
O que significa Levítico?
O nome vem, através do latim Leviticus, da Bíblia grega dos Setenta, e quer dizer “o livro dos levitas”: trata dos ofícios, ritos e cerimônias dos sacerdotes e levitas. Os levitas eram os descendentes de Levi, terceiro filho de Jacó; entre eles, a família de Aarão, irmão de Moisés, recebeu o sacerdócio, enquanto os outros levitas serviam o santuário. Os judeus chamam o livro pela primeira palavra, Vayikrá, “E chamou”: «Chamou o Senhor a Moisés, e falou-lhe do tabernáculo do testemunho» (Lv 1,1).
Todo o livro se resume numa palavra de Deus: «Sêde santos, porque eu sou santo» (Lv 11,44), que volta várias vezes (Lv 19,2; 20,26). O Levítico é o livro da santidade de Deus e da santidade que Ele pede a quem o serve.
Quem escreveu o livro de Levítico?
A Igreja sempre recebeu o Levítico como obra de Moisés: é o terceiro dos cinco livros do Pentateuco, que o Concílio de Trento (sessão IV, 1546) enumera juntos como os livros de Moisés. Nenhum outro livro da Lei o afirma com tanta insistência. A fórmula “o Senhor falou a Moisés” abre quase todas as seções, e o livro termina assim: «Êstes são os preceitos, que o Senhor deu a Moisés para os filhos de Israel no monte Sinai» (Lv 27,34).
O Novo Testamento fala do mesmo modo. São Paulo cita Levítico 18,5 escrevendo: «Moisés acêrca da justiça que vem da Lei, escreveu que o homem que observar os seus mandamentos, achará a vida nêles» (Rm 10,5). Nosso Senhor manda o leproso curado ao sacerdote: «faze a oferta que ordenou Moisés» (Mt 8,4), isto é, a oferta prescrita no capítulo 14.
A Pontifícia Comissão Bíblica, na resposta de 27 de junho de 1906, ensinou que os argumentos da crítica não provam que o Pentateuco não seja de Moisés, admitindo fontes, secretários fiéis ao seu pensamento e retoques posteriores sem prejuízo da autenticidade mosaica substancial. Muitos exegetas modernos atribuem o Levítico a uma escola “sacerdotal” muito posterior; mencionamos essa opinião porque a pergunta é frequente, mas seguimos o ensino tradicional da Igreja.
Quando foi escrito o Levítico?
O Levítico pertence à estadia de Israel ao pé do Sinai. O tabernáculo foi erguido «no primeiro dia do primeiro mês do segundo ano» depois da saída do Egito (Êx 40,15), e o livro dos Números abre «no primeiro dia do segundo mês» do mesmo ano. Tudo o que o Levítico conta cabe, portanto, em cerca de um mês. Quanto à época, a cronologia tradicional, tirada de 1 Reis 6,1, situa Moisés no século XV antes de Cristo; outros preferem o século XIII. A Igreja não fixou a data.
Do que fala o livro de Levítico? Resumo
O Levítico é quase todo lei, com dois breves relatos, a consagração dos sacerdotes e o castigo de um blasfemo. Divide-se em sete partes.
A lei dos sacrifícios (capítulos 1-7)
Os capítulos 1 a 7 regulam as espécies de ofertas: o holocausto, inteiramente queimado para a glória de Deus, «um holocausto de suavíssimo cheiro» (Lv 1,9); a oblação de flor de farinha (capítulo 2); a hóstia pacífica, repartida entre o altar, o sacerdote e o ofertante (capítulo 3); o sacrifício pelo pecado, pelas faltas cometidas por ignorância (capítulo 4); e o sacrifício pelo delito, acompanhado da reparação do dano (capítulo 5). Quem oferece «Porá a sua mão sôbre a cabeça da hóstia, e ela será aceita e lhe servirá de expiação» (Lv 1,4). O capítulo 6 dá a lei do fogo do altar: «Êste é o fogo perpétuo, que nunca faltará no altar».
A consagração dos sacerdotes (capítulos 8-10)
No capítulo 8, Moisés reveste Aarão e os seus filhos e derrama «sôbre a cabeça de Aarão o óleo, com que o ungiu, e sagrou»; a consagração dura sete dias. No oitavo dia Aarão oferece os primeiros sacrifícios, e «um fogo, que saiu, vindo do Senhor, devorou o holocausto» (Lv 9,24). A alegria logo se quebra: Nadab e Abiu, filhos de Aarão, oferecem «um fogo estranho, coisa que lhe não tinha sido mandada», e um fogo do Senhor os devora. A palavra de Deus resume o livro: «Eu serei santificado naqueles, que se chegam a mim, e serei glorificado diante de todo o povo» (Lv 10,3).
O puro e o impuro (capítulos 11-15)
Os capítulos 11 a 15 tratam da pureza legal: animais puros e impuros, purificação da mãe depois do parto (capítulo 12), lepra das pessoas, das roupas e das casas (capítulos 13 e 14), impurezas do corpo (capítulo 15). O leproso «terá os seus vestidos descosidos, a cabeça descoberta, o rosto tapado com o seu vestido, e gritará, dizendo, que êle está imundo» (Lv 13,45). Os comentadores católicos explicam o sentido dessas leis: formar o povo na obediência e na temperança, separá-lo dos idólatras e ensiná-lo, pela abstenção do que mancha o corpo, a buscar a pureza da alma.
O grande dia da Expiação (capítulo 16)
O capítulo 16, coração do livro, regula a festa da Expiação, o Yom Kippur dos judeus. Aarão «não entre em todo tempo no santuário, que está para dentro do véu diante do propiciatório, que cobre a arca, para que não morra» (Lv 16,2): só uma vez por ano o sumo sacerdote entra ali, com o sangue da vítima. Tiram-se sortes sobre dois bodes. Um é imolado; sobre a cabeça do outro, o bode emissário, o sumo sacerdote põe as mãos e «confessará tôdas as iniqüidades dos filhos de Israel» (Lv 16,21), e depois o manda para o deserto. «Neste dia é que se fará a vossa expiação, e a purificação de todos os vossos pecados» (Lv 16,30).
A lei de santidade (capítulos 17-22)
Os capítulos seguintes estendem a santidade a toda a vida. Os sacrifícios só se oferecem no tabernáculo, e não se come o sangue, «porque a vida da carne está no sangue» (Lv 17,11). O capítulo 18 proíbe o casamento nos graus próximos de parentesco e as uniões contra a natureza; o capítulo 19 mistura preceitos morais, cerimoniais e judiciais, da honestidade dos pesos e medidas ao cuidado do pobre e do estrangeiro; o capítulo 20 fixa as penas; os capítulos 21 e 22 exigem dos sacerdotes uma santidade maior, porque «oferecem o incenso, e os pães ao Senhor» (Lv 21,6).
As festas, o ano sabático e o jubileu (capítulos 23-25)
O capítulo 23 é o calendário de Israel: o sábado, a Páscoa e os ázimos, o molho das primícias, a festa cinquenta dias depois (o Pentecostes), as trombetas, o dia das expiações e a festa dos Tabernáculos, em que Israel habita «debaixo de tendas» (Lv 23,42). O capítulo 24 prescreve o «azeite de oliveiras bem puro» para as lâmpadas do santuário e os doze pães da proposição, e conta o apedrejamento de um blasfemo. O capítulo 25 estabelece o ano sabático, em que a terra descansa, e o quinquagésimo ano, o jubileu. A razão é dita: a terra «é minha, e vós sois como uns estrangeiros, a quem eu a arrendo» (Lv 25,23).
Bênçãos, maldições, votos e dízimos (capítulos 26-27)
O capítulo 26 põe diante de Israel as bênçãos da fidelidade, «Eu andarei entre vós, e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo» (Lv 26,12), e os castigos da apostasia; mas termina com a promessa de que Deus não tornará vão o pacto (Lv 26,44). O capítulo 27, apêndice sobre os votos, acaba com a lei dos dízimos: «Todos os dízimos da terra, ou sejam de grão, ou de frutas das árvores, são do Senhor» (Lv 27,30).
Temas e leitura católica do Levítico
Cristo, sumo sacerdote e vítima
A Carta aos Hebreus é o comentário inspirado do Levítico. «a Lei, tendo a sombra dos bens futuros, não a mesma imagem das coisas, nunca pode […] fazer perfeitos aos que se chegam ao altar» (Hb 10,1), «Porque é impossível que com sangue de touros e de bodes se tirem os pecados» (Hb 10,4).
O dia da Expiação se cumpre no Calvário: Cristo, «Nem por sangue de bodes ou de bezerros, mas pelo seu próprio sangue entrou uma só vez no Santuário, havendo achado uma redenção eterna» (Hb 9,12). As vítimas queimadas fora do acampamento figuram Jesus, que, «para que santificasse ao Povo pelo seu sangue, padeceu fora da porta» (Hb 13,12). E o grito do Precursor, «Eis aqui o Cordeiro de Deus, eis aqui o que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29), só se entende diante destes altares.
Os sacrifícios e a Missa
Os antigos sacrifícios serviam a quatro fins: a adoração, a ação de graças, o perdão e o pedido. A Lei nova tem um só sacrifício, o do Corpo e do Sangue de Cristo, que os cumpre todos com perfeição. O Concílio de Trento (sessão XXII, capítulo 1) ensina que a Missa é a oblação figurada pelas diversas espécies de sacrifícios do tempo da natureza e da Lei, e que encerra todos os bens que eles significavam, como sua consumação e perfeição. O fogo perpétuo, os pães postos cada sábado diante do Senhor e a parte do sacerdote na vítima anunciam a Eucaristia; a consagração de Aarão e a santidade exigida de quem oferece os pães prefiguram o sacerdócio da Lei nova.
A lepra e a confissão
O leproso «Será levado ao sacerdote» (Lv 14,2) para que este o declare limpo. Orígenes, nas Homilias sobre o Levítico (II, 4), conta entre os meios de remissão dos pecados o caminho duro e trabalhoso da penitência, quando o pecador não se envergonha de declarar o seu pecado ao sacerdote do Senhor e de lhe pedir o remédio. Os Padres viram muitas vezes na lepra a imagem do pecado, e no sacerdote que julga a cura a figura do sacerdote da Lei nova que absolve; a prática está explicada em como se confessar.
Nossa Senhora e a Purificação
A lei do capítulo 12 explica por que, «depois que foram concluídos os dias da purificação de Maria, segundo a lei de Moisés» (Lc 2,22), a Virgem veio ao Templo oferecer «Um par de rôlas ou dois pombinhos» (Lc 2,24): a oferta dos pobres, prevista para a mãe que «não teve modo de poder oferecer um cordeiro» (Lv 12,8). Aquela que não contraíra impureza alguma submeteu-se à lei por humildade. A Igreja o celebra em 2 de fevereiro, festa da Purificação.
Lei antiga e Lei nova
A Igreja distingue, com Santo Tomás de Aquino (Suma Teológica, I-II, qq. 99-105), três espécies de preceitos na Lei antiga: morais, cerimoniais e judiciais. As cerimônias eram figuras; o Concílio de Florença (decreto aos jacobitas, 1442) ensina que, cumprido em Cristo o que significavam, cessaram. Por isso os cristãos comem carne de porco e já não oferecem sacrifícios de animais: «Ao que Deus purificou não chames tu comum» (At 10,15). Os preceitos morais, que pertencem à lei natural resumida nos dez mandamentos, obrigam sempre. São Paulo escreve: «a lei nos serviu de pedagogo, que nos conduziu a Cristo» (Gl 3,24).
Versículos mais procurados do Levítico
Levítico 18,22 e 20,13
São os versículos do livro mais procurados no Brasil. Figueiredo traduz Lv 18,22 literalmente: «Não usarás do macho, como se fôsse fêmea, porque isto é uma abominação» (em latim, Cum masculo non commiscearis coitu femineo, quia abominatio est). O capítulo 20 repete a proibição com a pena: «Aquêle que dormir com macho, abusando dêle como se fôsse fêmea, morram ambos de morte, como quem cometeu um crime execrável».
A distinção dos preceitos dá a leitura católica. A proibição pertence à lei moral e é retomada pelo Novo Testamento (Rm 1,26-27; 1 Cor 6,9-10); a pena de morte pertencia ao direito judicial de Israel, que cessou com a antiga aliança. A Igreja condena o pecado e chama o pecador, como todo pecador, à penitência e à graça.
Levítico 19,18: «Amarás o teu amigo, como a ti mesmo»
«Não busques ocasião de te vingares, nem te lembres da injúria de teus concidadãos. Amarás o teu amigo, como a ti mesmo. Eu sou o Senhor» (Lv 19,18). Figueiredo segue a Vulgata, que diz amicum; o hebraico tem “o teu próximo”. Nosso Senhor faz dele o segundo grande mandamento: «Amarás a teu próximo, como a ti mesmo» (Mt 22,39). O mesmo capítulo estende o amor ao estrangeiro: «vós o amareis, como a vós mesmos. Porque também vós fôstes estrangeiros no Egito» (Lv 19,34).
Levítico 19,28: tatuagens e marcas no corpo
«Não fareis golpes na vossa carne, pranteando os mortos; nem fareis figuras algumas, nem marcas sôbre o vosso corpo» (Lv 19,28). É o versículo citado a propósito das tatuagens. O contexto é o dos ritos fúnebres e idólatras dos pagãos, que se feriam e se marcavam pelos seus mortos e pelos seus deuses; como preceito cerimonial, ele não obriga os cristãos. Resta o ensino moral: o corpo é «templo do Espírito Santo» (1 Cor 6,19) e não deve ser marcado com o que é supersticioso, idólatra ou indecente. Os versículos vizinhos proíbem também os agouros e a consulta aos adivinhos (Lv 19,26.31), proibição que, esta sim, é moral e continua inteira.
Levítico 11: o porco e os animais impuros
O capítulo 11 declara: «O porco também é imundo, porque ainda que tem a unha rachada, não remói», e com ele muitos outros animais. O mesmo capítulo dá a razão de toda a lei, «Sêde santos, porque eu sou santo», que São Pedro dirige aos cristãos: «Santos sereis, porque eu sou Santo» (1 Pd 1,16). A santidade que Deus pede já não está na comida, mas no coração.
Levítico 25: o jubileu
«Santificareis o ano quinquagésimo, e publicareis liberdades para todos os habitantes da vossa terra: porque êste é o ano do jubileu» (Lv 25,10). Daí o nome dos Anos Santos da Igreja: Bonifácio VIII proclamou o primeiro jubileu em 1300, e Paulo II, em 1470, fixou a sua frequência a cada vinte e cinco anos. A remissão das dívidas e a volta à herança tornam-se, na Igreja, a remissão dos pecados e das penas.
Outros versículos procurados
- Lv 6,13: o fogo perpétuo do altar.
- Lv 16,10: o «bode emissário», de onde vem a expressão “bode expiatório”.
- Lv 19,31: «Não vos dirijais aos mágicos, nem consulteis os adivinhos».
- Lv 27,30: os dízimos, origem remota do sustento do clero.
O Levítico no cânon e na liturgia
O Levítico é o terceiro livro do Antigo Testamento e do Pentateuco em todas as Bíblias, entre o Êxodo e os Números, e a sua canonicidade nunca foi posta em dúvida. O Missal de 1962 o lê mais vezes do que se imagina:
- Quarta-feira da semana da Paixão: a leitura é Levítico 19,1-2.11-19.25, com o mandamento «Amarás o teu amigo, como a ti mesmo».
- Sábado das Têmporas de Pentecostes: duas leituras do Levítico, 23,9-11.15-17.21, sobre as primícias e a festa das Semanas, e 26,3-12, sobre as bênçãos da aliança.
- Corpus Christi: a antífona do ofertório, Sacerdotes Domini incensum et panes offerunt Deo, é tirada de Levítico 21,6; veja Corpus Christi.
- Sábado das Têmporas de setembro: duas leituras do capítulo 23, os versículos 26-32 sobre o dia das expiações e 39-43 sobre a festa dos Tabernáculos; a epístola, Hebreus 9,2-12, mostra Cristo entrando no verdadeiro santuário, e a antífona da comunhão, Mense septimo festa celebrabitis, vem de Levítico 23,41.43.
- Purificação de Nossa Senhora (2 de fevereiro): no Breviário romano, as leituras do primeiro noturno das Matinas passam da lei dos primogênitos (Êx 13) a Levítico 12, a lei que a Virgem observou.
As Têmporas e as festas se acompanham no calendário litúrgico, e o Ofício do dia no Breviário.
Como ler o Levítico
Leia-o depois do Êxodo, na ordem, com a Carta aos Hebreus aberta ao lado. Vá devagar nos sete primeiros capítulos, perguntando a cada oferta o que ela mostra do sacrifício de Cristo e da Missa; leia o capítulo 16 com Hebreus 9, e o capítulo 19 como um exame de consciência. Não pare nas leis do puro e do impuro como em curiosidades: são uma pedagogia da santidade, que o Evangelho leva do exterior para o interior. Onde o latim ilumina o sentido (holocaustum, propitiatorium, hostia pacificorum), a coluna da Vulgata está em cada página. Os outros livros estão na Bíblia do Iter Fidei.
Perguntas Frequentes
Do que fala o livro de Levítico?
É a lei do culto de Israel, dada por Deus a Moisés no Sinai. Trata dos sacrifícios (capítulos 1-7), da consagração de Aarão e dos sacerdotes (8-10), do puro e do impuro (11-15), do dia da Expiação (16), da lei de santidade (17-22), das festas e do jubileu (23-25), das bênçãos e maldições (26), dos votos e dízimos (27). O seu tema é o mandamento: «Sêde santos, porque eu sou santo».
Quem escreveu o livro de Levítico?
A Igreja ensina que o Levítico é obra de Moisés, como todo o Pentateuco. O livro repete que o Senhor deu estas leis a Moisés, o Novo Testamento cita a Lei como escrita por ele (Rm 10,5), e a Comissão Bíblica, em 1906, manteve a origem mosaica, admitindo fontes, secretários e retoques posteriores.
O que significa a palavra Levítico?
Significa “livro dos levitas”, do latim Leviticus e do grego dos Setenta. Os levitas eram a tribo de Levi, consagrada ao serviço do santuário; da família de Aarão, que era levita, vinham os sacerdotes.
Quantos capítulos tem o Levítico?
Vinte e sete, na Vulgata, em Figueiredo e em todas as Bíblias. O capítulo central, pelo conteúdo, é o 16, sobre o dia da Expiação.
O Levítico ainda vale para os cristãos?
Os seus preceitos morais obrigam sempre, porque pertencem à lei natural: por exemplo, a proibição das uniões contra a natureza, da magia ou o amor ao próximo. As leis cerimoniais, isto é, sacrifícios, alimentos proibidos e pureza ritual, eram figuras cumpridas em Cristo e cessaram, como ensinou o Concílio de Florença. As penas civis pertenciam ao direito do antigo Israel.
Como Jesus é anunciado no Levítico?
Jesus é o verdadeiro Sumo Sacerdote, que entra no santuário do céu com o próprio sangue e cumpre assim o dia da Expiação (Hb 9,11-12). É a vítima sem mancha de todas as ofertas, o Cordeiro de Deus, e o sacrifício único que, segundo o Concílio de Trento, leva à perfeição todos os sacrifícios da Lei.
O Levítico também se lê versículo por versículo, em português e em latim, no aplicativo Bíblia Católica do Iter Fidei.
Levítico · com o app
Acesso antecipado