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O II Livro dos Paralipômenos (2 Crônicas)
O II Livro dos Paralipômenos, que as Bíblias modernas chamam 2 Crônicas, conta a história do reino de Judá desde o Templo de Salomão até o exílio da Babilônia e o edito de Ciro: é o livro da promessa de 7, 14, da oração de Josafá e dos reis que buscaram o Senhor ou o abandonaram. Aqui você encontra os trinta e seis capítulos na tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, feita sobre a Vulgata, com o latim ao lado; o guia explica quem o escreveu, o resumo, o sentido de 2 Crônicas 7, 14 e a leitura católica.
Ler II Paralipômenos: 36 capítulos
O II Livro dos Paralipômenos começa com Salomão oferecendo sacrifícios no alto de Gabaon e termina com um rei persa que manda reconstruir o Templo. No meio, mais de quatro séculos da história de Judá: o Templo cheio da glória de Deus, as dez tribos que se separam, reformas e recaídas, e por fim o fogo que consumiu Jerusalém. As Bíblias brasileiras de hoje o chamam Segundo Livro das Crônicas (2 Crônicas, 2 Cr); a Vulgata e Figueiredo conservam o nome de Paralipômenos. A narrativa começa no capítulo 1, com a noite em que Deus apareceu a Salomão.
Por que 2 Crônicas se chama II Paralipômenos?
Os judeus chamam esta obra Dibre hayyamim, “as palavras dos dias”, isto é, os anais: daí o nome de Crônicas, que São Jerônimo já sugeria no prólogo aos livros dos Reis. Os tradutores gregos da Setenta a chamaram Paraleipomena, “as coisas deixadas de lado”, porque viam nela um suplemento aos livros dos Reis, e a dividiram em dois livros. São Jerônimo, na carta a São Paulino, via nela um resumo de todo o Antigo Testamento.
Entre os judeus, os dois livros formavam uma obra só: o I Paralipômenos vai de Adão à morte de Davi, o segundo recomeça com Salomão. Sobre os nomes dos livros em cada Bíblia, veja Qual a melhor Bíblia católica.
Quem escreveu o livro de 2 Crônicas?
O livro não diz o nome do autor. A resposta antiga é Esdras, o sacerdote e escriba da volta da Babilônia. O Talmude (tratado Baba Bathra, 15a) diz que Esdras escreveu o seu livro e as genealogias das Crônicas até o seu próprio tempo, e os antigos escritores católicos seguiram comumente essa tradição.
O edito de Ciro que fecha o livro é repetido quase palavra por palavra no começo do livro de Esdras, e as duas obras têm o mesmo estilo e o mesmo amor pelo Templo e pela Lei. O autor nomeia os escritos mais antigos de que se serviu: para Salomão, «os livros do profeta Natan, e nos livros de Aías de Silo, e na Visão do Vidente Ado» (2 Cr 9, 29); para o rei Ozias, as suas ações «foi escrito pelo profeta Isaías, filho de Amós» (2 Cr 26, 22).
Muitos autores modernos atribuem a obra a um escritor mais tardio e anônimo. A Igreja não definiu o autor, mas a Pontifícia Comissão Bíblica (23 de junho de 1905) ensinou que os livros históricos devem ser recebidos como história verdadeira, a menos que haja provas sólidas de que o hagiógrafo não quis fazer obra de história propriamente dita; e é assim que a Igreja sempre leu os Paralipômenos.
Quando foi escrito?
Depois do exílio: o livro termina com o edito de Ciro, em 538 antes de Cristo, e a descendência de Davi é seguida, no primeiro livro, além de Zorobabel. Os autores católicos o situavam no tempo de Esdras, no fim do século V ou no começo do século IV antes de Cristo; muitos modernos propõem uma data mais baixa.
Foi escrito para a comunidade restabelecida em Jerusalém, pobre e sem rei, para mostrar-lhe com a sua própria história o que tinha atraído a bênção e o que tinha causado a ruína. Daí o que ele deixa de lado: o reino do Norte só aparece quando toca a Judá, e as faltas de Davi e de Salomão são caladas.
Do que fala o livro de 2 Crônicas? Resumo
O livro tem duas partes, Salomão (capítulos 1-9) e os reis de Judá (capítulos 10-36), e a medida de cada rei é simples: buscou o Senhor?
Salomão e o Templo (capítulos 1-9)
No capítulo 1, Deus diz a Salomão: «Pede-me o que tu queres que eu te dê». Ele pede «sabedoria e inteligência», e recebe além disso riquezas e glória. No capítulo 2, pede ao rei de Tiro madeira de cedro e um artífice hábil. No capítulo 3, constrói a casa do Senhor «no monte Moriá, que tinha sido mostrado a Davi seu pai, no lugar que Davi tinha disposto na eira de Ornan jebuseu» (3, 1).
No capítulo 5, quando a Arca é introduzida e os cantores entoam «Bendizei ao Senhor, porque é bom, e porque a sua misericórdia é eterna», a casa de Deus se enche de uma nuvem, «Porque a glória do Senhor tinha enchido a casa de Deus» (5, 14). Seguem a oração da dedicação (capítulo 6), o fogo caído do céu sobre os sacrifícios e a resposta noturna do Senhor (capítulo 7), as obras do rei (capítulo 8), e depois a visita da rainha de Sabá e a morte de Salomão, após quarenta anos de reinado (capítulo 9).
O reino dividido: Roboão, Abias e Asa (capítulos 10-16)
Roboão responde duramente ao povo, e as dez tribos se separam: «Não temos parte com Davi, nem herança com o filho de Isai» (2 Cr 10, 16). Pelos seus pecados, Sesac, rei do Egito, saqueia o Templo (capítulo 12). Abias vence Jeroboão depois de lembrar-lhe a aliança de Deus com Davi (capítulo 13). Asa repele Zara, o etíope, e, à palavra do profeta Azarias, renova a aliança (capítulos 14 e 15); mas nos últimos anos se apoia no rei da Síria em vez de Deus, e o vidente Hanani o repreende (capítulo 16).
Josafá (capítulos 17-20)
Josafá envia levitas pelas cidades, «levando consigo o livro da lei do Senhor» (2 Cr 17, 9). Alia-se a Acab em Ramot de Galaad, apesar da advertência do profeta Miqueias (capítulo 18), e depois exorta os juízes: «não exerceis a justiça de um homem, mas sim a do Senhor» (2 Cr 19, 6). Quando Moab e Amon invadem Judá, proclama um jejum, e o Senhor dá a vitória sem combate (capítulo 20).
Apostasias e reformas pela metade: de Jorão a Acaz (capítulos 21-28)
Os capítulos 21-28 são mais sombrios. Jorão e Ocozias seguem a casa de Acab; Atalia extermina a descendência real, mas o pequeno Joás, escondido no Templo, é coroado pelo pontífice Joiada: «lhe puseram a coroa na cabeça, e o testemunho e lhe deram a lei, para que a tivesse na sua mão, e o declararam rei» (2 Cr 23, 11). Joás reina bem enquanto vive Joiada, depois cai na idolatria e manda apedrejar no átrio do Templo Zacarias, filho do sacerdote (capítulo 24). Amasias faz o bem, mas não de coração perfeito (capítulo 25). Ozias, ensoberbecido, quer queimar incenso no santuário e é ferido de lepra (capítulo 26). Joatão prospera (capítulo 27), mas Acaz fecha as portas do Templo e sacrifica aos deuses de Damasco (capítulo 28).
Ezequias (capítulos 29-32)
Desde o primeiro mês do seu reinado, Ezequias reabre e purifica o Templo (capítulo 29); convida até o resto das tribos do Norte para uma Páscoa, e «fêz-se uma grande solenidade em Jerusalém, qual não tinha havido naquela cidade desde o tempo de Salomão» (2 Cr 30, 26). Restabelece as ofertas para os sacerdotes e os levitas (capítulo 31). Quando Senaquerib cerca Jerusalém, o rei tranquiliza o povo: «Porque com êle está um braço de carne: Conosco o Senhor nosso Deus, que é nosso auxiliador, e que peleja por nós» (2 Cr 32, 8); o rei e o profeta Isaías rezam, e o Senhor manda um anjo que destrói o exército assírio.
Manassés, Josias e a queda de Jerusalém (capítulos 33-36)
Manassés enche Jerusalém de ídolos, é levado acorrentado para a Babilônia, arrepende-se e é restabelecido (capítulo 33). Sob Josias, o pontífice Helcias encontra no Templo «um livro da lei do Senhor dada pelas mãos de Moisés» (2 Cr 34, 14); o rei renova a aliança, celebra uma Páscoa solene e cai diante do faraó Necao (capítulo 35). Os últimos reis desprezam os profetas; Nabucodonosor queima o Templo e leva o povo para a Babilônia «até que se completaram setenta anos», como Jeremias anunciara; e o livro se fecha com Ciro dizendo aos exilados: «O Senhor seu Deus seja com êle e vá-se» (capítulo 36).
2 Crônicas 7, 14 explicação: o que significa?
É, de longe, o versículo mais procurado do livro. Depois da dedicação do Templo, «o Senhor lhe apareceu de noite, e disse: Eu ouvi a tua oração» (2 Cr 7, 12). Deus responde ponto por ponto aos pedidos de Salomão do capítulo 6: se fechar o céu, se mandar os gafanhotos ou a peste, «E convertendo-se o meu povo, sôbre que foi invocado o meu nome, me rogar, e buscar a minha face, e fizer penitência dos seus maus caminhos: Eu também o ouvirei do Céu, e perdoarei os seus pecados, e purificarei a sua terra» (2 Cr 7, 14).
Leia as palavras uma a uma. O povo é aquele «sôbre que foi invocado o meu nome», isto é, o povo que pertence a Deus. Quatro atos se pedem a ele: converter-se, rogar, buscar a face de Deus, fazer penitência. «Fizer penitência» traduz o latim egerit poenitentiam a viis suis pessimis, onde as Bíblias modernas dizem “se converter dos seus maus caminhos”. Três promessas respondem: Deus ouvirá, perdoará, e curará a terra; o latim diz sanabo terram eorum, que Figueiredo traduz «purificarei a sua terra».
A promessa estava ligada ao Templo, que se tornaria «fábula, e de exemplo a todos os povos» se Israel abandonasse o Senhor (7, 20). Vale ainda hoje? A sua ordem, sim: o povo «sôbre que foi invocado o meu nome» é agora o dos batizados, e a conversão, a oração e a penitência continuam sendo o caminho do perdão, como a Igreja ensina no sacramento da penitência (veja Como se confessar) e nas suas orações públicas nos tempos de calamidade. Não é uma garantia política para uma nação qualquer, nem uma fórmula que basta repetir: é a lei da misericórdia de Deus para com quem se volta para Ele. A Igreja lê precisamente estes versículos no Ofício da Dedicação de uma igreja (veja mais abaixo).
A oração de Josafá (2 Crônicas 20)
Diante dos exércitos de Moab, de Amon e do monte Seir, «Josafat, passado de mêdo, se aplicou inteiramente a rogar ao Senhor, e fêz publicar um jejum em todo o Judá» (2 Cr 20, 3). O medo vira oração e jejum, não desespero: «Mas como não sabemos o que devemos fazer, por isso não nos fica outro recurso mais, que voltar para ti os nossos olhos» (20, 12).
O levita Jaaziel responde em nome de Deus: «Não vos assusteis, nem tenhais mêdo desta multidão; porque não é vossa a peleja mas sim de Deus» (2 Cr 20, 15); «Mas sòmente tende confiança, e vereis o socorro do Senhor sôbre vós» (20, 17). Josafá exorta o povo: «Ponde a vossa confiança no Senhor vosso Deus, e nada tereis a temer: Crede os seus profetas, e tudo vos sairá bem» (20, 20). Põe os cantores à frente do exército, que dizem «Louvai o Senhor, porque a sua misericórdia é eterna», e «tendo êles começado a cantar os louvores, o Senhor revirou as ciladas dos inimigos contra si mesmos» (20, 22).
Humildade no perigo, oração e jejum públicos, fé na palavra de Deus, louvor oferecido antes de ver a vitória: é todo o espírito da Quaresma e do jejum cristão. Um responsório das Matinas do primeiro domingo de outubro, quando o Ofício lê os Macabeus, retoma quase ao pé da letra a oração do rei: et ignoramus quid agere debeamus: Domine Deus, ad te sunt oculi nostri, ne pereamus. Quem procura um versículo para os dias de desânimo o encontra aqui, e na exortação de Azarias a Asa: «Vós pois alentai-vos, e não se enfraqueçam as vossas mãos: Porque a vossa obra será recompensada» (2 Cr 15, 7).
Temas e leitura católica
Buscar o Senhor
O profeta Azarias o diz ao rei Asa: «O Senhor foi convosco, porque vós fôstes com êle. Se vós o buscardes achá-lo-eis: Mas se o deixardes, êle vos deixará» (2 Cr 15, 2). Ozias prospera enquanto busca o Senhor: «como êle buscava o Senhor, o Senhor o dirigiu em tudo» (26, 5); Asa, que na doença «nem na sua enfermidade êle recorreu ao Senhor, mas antes pôs a sua confiança na ciência dos médicos» (16, 12), acaba mal. O texto não condena os médicos, mas a confiança posta neles no lugar de Deus.
O Templo e a morada de Deus
Salomão se espanta: «É pois crível que habite Deus com os homens sôbre a terra? Se o céu e os céus dos céus te não podem conter, quanto menos esta casa, que eu edifiquei?» (2 Cr 6, 18). O Evangelho responde. Nosso Senhor diz: «Desfazei êste Templo, e eu o levantarei em três dias», e São João acrescenta: «Mas êle falava do Templo de seu corpo» (Jo 2, 19-21).
A glória que enche a casa de Salomão anuncia o Verbo feito carne e a Presença real nos nossos sacrários. Cristo cita também a rainha de Sabá diante dos seus ouvintes: ela «veio lá das extremidades da terra a ouvir a sabedoria de Salomão e eis-aqui está neste lugar quem é mais do que Salomão» (Mt 12, 42). Sobre o rei sábio, veja Quem foi Salomão.
O orgulho e a penitência
Quando o coração de Ozias «se elevou de soberba para ruína sua», ele usurpou a função sacerdotal, e os sacerdotes lhe resistiram: «A ti, Ozias, não é que pertence o queimar incenso ao Senhor, mas aos sacerdotes» (2 Cr 26, 16-18). A sua lepra é uma lição contra o orgulho e um testemunho da distinção querida por Deus entre o rei e o sacerdote; e foi «No ano em que o rei Ozias morreu» que Isaías viu o Senhor no trono (Is 6, 1).
Manassés, o pior dos reis, «fêz grande penitência diante do Deus de seus pais» e foi atendido (2 Cr 33, 12-13): nenhum pecador está fora da misericórdia. A Oração de Manassés impressa em apêndice na Vulgata clementina não pertence ao cânon.
O sangue de Zacarias
O sacerdote, ao expirar, diz: «O Senhor o veja, e lhe peça contas» (24, 22). Nosso Senhor anuncia o castigo de todo o sangue derramado «desde o sangue do justo Abel, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem vós destes a morte entre o Templo e o Altar» (Mt 23, 35). São Jerônimo, no comentário a São Mateus, observa que o Evangelho usado pelos nazarenos lia aqui “filho de Joiada”.
Atalia e Joás
O menino real escondido seis anos na casa de Deus e coroado por Joiada inspirou a tragédia Athalie de Racine (1691). O Templo aparece ali como o lugar onde Deus guarda a promessa feita a Davi, justamente quando ela parece perdida.
Versículos mais conhecidos de 2 Crônicas
- 2 Crônicas 7, 14 (2 Cr 7, 14): «E convertendo-se o meu povo, sôbre que foi invocado o meu nome, me rogar, e buscar a minha face». Ver a seção acima.
- A sabedoria pedida (2 Cr 1, 10): «Dá-me sabedoria e inteligência, para eu me haver com o teu povo».
- O fogo do céu (2 Cr 7, 1): «Tendo pois Salomão acabado a sua oração, desceu fogo do céu, e consumiu os holocaustos e as vítimas: E a Majestade do Senhor encheu a casa.»
- Deus que salva com poucos (2 Cr 14, 11): «Senhor, não há diferença alguma para contigo quando tu queres socorrer, ou com poucos, ou com muitos».
- Coragem na obra (2 Cr 15, 7): «Vós pois alentai-vos, e não se enfraqueçam as vossas mãos: Porque a vossa obra será recompensada.»
- Os olhos do Senhor (2 Cr 16, 9): «Porque os olhos do Senhor contemplam tôda a terra, e inspiram fôrça aos que confiam nêle com um coração perfeito.»
- Não é vossa a peleja (2 Cr 20, 15): «porque não é vossa a peleja mas sim de Deus».
- Mais estão conosco (2 Cr 32, 7): «Porque muitos mais estão conosco, do que os que estão com êle.»
- Os mensageiros desprezados (2 Cr 36, 15-16): o Senhor lhes falava «por meio dos seus mensageiros, levantando-se de noite, e admoestando-os todos os dias: Porque queria perdoar ao seu povo […] Mas êles zombavam dos mensageiros de Deus».
O II Paralipômenos no cânon e na liturgia
O II Paralipômenos é protocanônico, recebido por judeus, católicos, ortodoxos e protestantes. Na Bíblia hebraica é o último livro de toda a Escritura; a Setenta e a Vulgata o colocam entre os livros históricos, depois do IV Livro dos Reis e antes de Esdras. Os nove primeiros capítulos retomam o reinado de Salomão narrado no III Livro dos Reis (1 Reis), e o resto corre paralelo ao III e ao IV Livro dos Reis (2 Reis), seguindo só Judá. O Concílio de Trento (sessão IV, 1546) conta os dois livros dos Paralipômenos entre os livros sagrados e declara autêntica a Vulgata.
No Breviário romano, o Ofício comum da Dedicação de uma igreja lê no primeiro noturno das Matinas o capítulo 7, De libro secundo Paralipomenon: o fogo do céu, os sacerdotes e os levitas nos seus postos, e a resposta noturna do Senhor com as palavras do versículo 14 e do 16, Elegi enim et sanctificavi locum istum, «Porque eu escolhi, e santifiquei êste lugar». O terceiro responsório, Benedic, Domine, domum istam, quam aedificavi nomini tuo, ecoa a oração de Salomão.
As últimas palavras dessa oração, «Levanta-te pois agora, Senhor Deus, e vem para o teu descanso, tu e a arca da tua fortaleza» (6, 41), são as do salmo 131 da Vulgata (132 nas Bíblias modernas), que o saltério de 1962 dá às Vésperas de quarta-feira; e o refrão dos cantores do Templo, «porque a sua misericórdia é eterna», é o do salmo 135 (136), cantado nas Vésperas de quinta-feira. Você pode acompanhar o Ofício do dia no nosso Breviário.
Como ler o II Paralipômenos
Mantenha abertos o III e o IV Livro dos Reis para as narrativas paralelas. Leia juntos os capítulos 6 e 7, porque o segundo responde ao primeiro. Detenha-se nas orações dos reis e nas palavras dos profetas, que são o coração do livro: a de Salomão (cap. 6), a de Asa (14, 11), a de Josafá (cap. 20), a de Ezequias (cap. 32). Depois passe do capítulo 36 ao livro de Esdras, que retoma o edito de Ciro onde ele se interrompe.
Perguntas Frequentes
Quem escreveu os livros de Crônicas?
Os dois livros formavam uma obra só em hebraico, dividida pelos tradutores gregos, e têm um só autor, que não se nomeia. A tradição judaica e cristã o identifica com Esdras, o sacerdote e escriba da volta do exílio. Muitos autores modernos preferem um autor mais tardio e anônimo.
O que Deus quer dizer em 2 Crônicas 7, 12-14?
É a resposta de Deus à oração de Salomão na dedicação do Templo. O Senhor promete que, se o seu povo rezar, buscar a sua face e fizer penitência dos seus maus caminhos, Ele o ouvirá, perdoará os seus pecados e sarará a sua terra. A lição vale para todos os tempos: a conversão, a oração e a penitência obtêm a misericórdia de Deus.
Quantos capítulos tem 2 Crônicas?
Trinta e seis, com 822 versículos na Vulgata e em Figueiredo. Os capítulos 1-9 tratam de Salomão, os capítulos 10-36 dos reis de Judá até o exílio.
Qual é a mensagem de 2 Crônicas 20?
A confiança em Deus no perigo. Josafá responde ao medo com a oração e um jejum público, confessa que não sabe o que fazer e ouve a resposta: «não é vossa a peleja mas sim de Deus». O povo marcha contra o inimigo cantando os louvores do Senhor, e os inimigos se destroem entre si.
O que é a aliança de sal de 2 Crônicas 13, 5?
O rei Abias lembra a Jeroboão que o Senhor deu o reino a Davi e aos seus filhos para sempre, «por um pacto de sal» (em latim, in pactum salis). O sal, que preserva da corrupção e acompanhava todos os sacrifícios, significava uma aliança firme e perpétua.
Por que o rei Ozias ficou leproso?
Porque, ensoberbecido, entrou no Templo para oferecer incenso no altar dos perfumes, função reservada aos sacerdotes filhos de Aarão. Irritou-se contra os sacerdotes que lhe resistiam, e a lepra lhe apareceu logo na testa (2 Cr 26, 16-21). Ficou leproso até a morte, numa casa separada, enquanto o filho Joatão governava.
O II Paralipômenos também se lê versículo por versículo, em português e em latim, no aplicativo Bíblia católica do Iter Fidei.
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