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O Livro de Habacuque
O livro de Habacuque, oitavo dos profetas menores, é um diálogo do profeta com Deus sobre o mal: por que o injusto triunfa, por que Deus se cala. Em três capítulos ele passa da queixa à adoração, dá ao Novo Testamento o versículo «o justo viverá na sua fé» e termina com a oração de Habacuque (capítulo 3), tão procurada pelos versículos 17 a 19. Abaixo está o texto completo do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, feito sobre a Vulgata, com o latim ao lado, versículo por versículo; o guia explica quem foi Habacuque, quando escreveu, do que fala o livro e como a Igreja o reza.
Ler Habacuc: 3 capítulos
Habacuque é o oitavo dos doze profetas menores, entre Naum e Sofonias. O seu livro é único entre os profetas: em vez de levar ao povo a palavra de Deus, o profeta leva a Deus a pergunta do povo. Por que a injustiça triunfa? Por que Deus se cala? Três capítulos bastam para passar da queixa à adoração e para dar ao Novo Testamento um dos seus textos fundamentais. O capítulo 3, a oração de Habacuque, é uma das páginas mais buscadas de toda a Bíblia, sobretudo os versículos 17 a 19, que ensinam a alegrar-se em Deus quando tudo falta. Eis o que se sabe do profeta, do seu tempo e da sua mensagem.
Quem foi o profeta Habacuque?
O livro se apresenta como a «Desgraça que viu o profeta Habacuc» (Hab 1,1), isto é, o oráculo de ameaça que ele recebeu, e o capítulo 3 como a «Oração do profeta Habacuc, pelas ignorâncias» (Hab 3,1). Ele leva, portanto, o título de profeta, o que é raro nos títulos dos profetas menores; mas não conhecemos nem a sua terra, nem o seu pai, nem o rei do seu tempo. (Figueiredo escreve Habacuc, como o latim; a forma brasileira corrente é Habacuque.) O sentido do nome é obscuro; São Jerônimo o interpretava como "aquele que abraça", e via no profeta um homem que abraça a Deus na luta da oração.
O livro de Daniel, na sua parte deuterocanônica, conta um episódio em que aparece um profeta do mesmo nome: «Neste mesmo tempo estava o profeta Habacuc em Judéia, e êste tinha feito um môlho, e migado nêle uns pães dentro de um caldeirãozinho» (Dn 14,32), e o Anjo do Senhor o levou a Babilônia para alimentar Daniel na cova dos leões: «Servo de Deus, toma o jantar que Deus te mandou» (Dn 14,36). A tradição muitas vezes identificou os dois Habacuques. A cronologia faz dificuldade, porque Daniel é lançado aos leões sob Ciro, várias décadas depois da época provável do nosso profeta; a questão continua aberta.
O último versículo do livro, que no hebraico traz indicações musicais, fez alguns pensarem que Habacuque era levita, ligado ao canto do Templo: é uma conjectura. Qual era a sua profissão, como morreu, onde foi sepultado, a Escritura não diz, e as narrativas tardias sobre isso não têm autoridade.
Quem escreveu o livro de Habacuque?
O próprio profeta, segundo o título do livro e toda a tradição. O diálogo dos capítulos 1 e 2 e a oração do capítulo 3 formam uma unidade: a queixa abre o livro, a confiança o fecha. Alguns modernos pensaram que o capítulo 3 seria um salmo acrescentado depois; a tradição o recebeu como oração do profeta, e é assim que a liturgia o canta.
Quando foi escrito o livro de Habacuque?
O texto nomeia o instrumento do castigo: «Porque eis-aí vou eu a suscitar os caldeus, essa nação cruel e veloz» (Hab 1,6). Os caldeus, isto é, os babilônios, tornaram-se a potência dominante do Oriente depois da queda de Nínive (612) e sobretudo depois da sua vitória de Carquemis sobre o Egito (605). Deus anuncia a sua vinda como uma coisa «que ninguém acreditará, quando lhe fôr contada» (Hab 1,5), mas o profeta já os descreve como conquistadores temidos.
Os autores católicos propuseram três datas: o fim do reinado de Manassés, no século VII, segundo uma antiga crônica judaica; o reinado de Josias; ou, mais frequentemente, o reinado de Joaquim, por volta de 605-600 antes de Cristo, quando os caldeus eram ao mesmo tempo uma ameaça iminente para Judá e vencedores já famosos. Essa última data faz de Habacuque um contemporâneo de Jeremias, que viveu a mesma invasão em Jerusalém. A Igreja não definiu nada sobre esse ponto.
Do que fala o livro de Habacuque? Resumo
Primeiro diálogo: por que a injustiça? (capítulo 1,1-11)
O capítulo 1 abre com uma queixa: «Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu me não escutarás? Até quando levantarei a minha voz a ti, padecendo fôrça, e tu me não salvarás?» (Hab 1,2). O profeta vê à sua volta a violência e a corrupção dos juízes: «Por esta causa é quebrantada a lei, e o juízo não chega até o fim: Porque o ímpio prevalece contra o justo» (Hab 1,4). Deus responde que vai agir, de modo inesperado: suscita os caldeus. O retrato deles impressiona: «Os seus cavalos são mais ligeiros que os leopardos e mais velozes que os lôbos à tarde» (Hab 1,8). Mas a força deles se tornará o seu pecado, porque fazem do próprio poder o seu deus: «Esta é a fortaleza daquele seu deus» (Hab 1,11).
Segundo diálogo: por que por meio de ímpios? (capítulo 1,12 a 2,4)
A resposta agrava a pergunta. Como o Deus santo pode servir-se de alguém pior que Judá? «Os teus olhos são limpos, para não veres o mal, e tu não poderás olhar para a iniqüidade: Por que razão olhas tu para os que cometem injustiças, e te conservas em silêncio» (Hab 1,13), enquanto o ímpio devora o mais justo? O conquistador trata os homens como peixes apanhados na rede, e adora a sua rede: «Por isso êle oferecerá hóstias à sua varredoura e sacrificará à sua rêde» (Hab 1,16).
O profeta se põe então como uma sentinela: «Eu estarei pôsto no lugar da minha sentinela e firmarei o pé sôbre as fortificações» (Hab 2,1). E Deus responde com os versículos 2 a 4, comentados mais abaixo: escrever a visão, esperá-la, viver da fé.
Os cinco "ais" (capítulo 2,5-20)
O resto do capítulo 2 é uma sátira em cinco "ais", que os povos oprimidos cantarão contra o opressor. «Ai daquele que acrescenta o que não é seu» (Hab 2,6); «Ai daquele que ajunta bens por uma avareza criminosa» (Hab 2,9), pois «Porque a pedra clamará da parede contra ti» (Hab 2,11); «Ai daquele que edifica uma cidade em sangue de muitos» (Hab 2,12); «Ai daquele que dá a beber a seu amigo misturando ali o seu fel» (Hab 2,15); «Ai daquele que diz ao pau: Esperta: à pedra muda: Levanta-te» (Hab 2,19).
No meio dos "ais" brilha uma promessa universal: «Porque a terra se encherá, como o mar está coberto das suas águas, a fim de que êles conheçam a glória do Senhor» (Hab 2,14), eco de Isaías: «Porque a terra está cheia da ciência do Senhor, assim como as águas do mar que a cobrem» (Is 11,9). O capítulo se fecha no silêncio da adoração: «Porém o Senhor está no seu Santo templo: Cale-se tôda a terra diante dêle» (Hab 2,20).
A oração de Habacuque (capítulo 3)
O capítulo 3 é um salmo, a oração «pelas ignorâncias», isto é, segundo a Vulgata, pelos pecados cometidos por ignorância. Começa pelo temor e pela súplica, e canta depois uma teofania: «Deus virá do meio-dia, e o Santo aparecerá do monte de Faran: A sua glória cobriu os céus: E do seu louvor está cheia a terra» (Hab 3,3). «O seu resplendor será como a luz» (Hab 3,4), os montes antigos se desfazem (Hab 3,6), «O sol e a lua pararam no seu curso» (Hab 3,11).
Toda a história do Êxodo e da conquista é relida como a marcha do Deus guerreiro que salva o seu povo: «Tu saíste para salvação do teu povo: para o salvar com o teu Cristo» (Hab 3,13). Diante dessa visão, o profeta treme: «Eu ouvi, e as minhas entranhas se comoveram: Os meus lábios tremeram à tua voz» (Hab 3,16). E o livro termina com a profissão de fé dos versículos 17 a 19.
Habacuque 2,2-4: «Escreve o que vês» e «o justo viverá na sua fé»
A resposta de Deus à sentinela é um dos textos mais procurados do livro: «Escreve o que vês e expõe-no com tôda a clareza: Para que se possa ler correntemente» (Hab 2,2). A visão deve ficar escrita, legível para todos, porque o seu cumprimento vai demorar: «Porque a visão ainda está longe, mas enfim ela aparecerá e não faltará: se se demorar, espera-o: Porque infalìvelmente virá e não tardará» (Hab 2,3). Deus não promete pressa; promete fidelidade. Aquilo que parece demorar aos olhos do homem chega na hora de Deus.
E vem o coração do livro: «Eis-aí está que o que é incrédulo, não terá a alma reta em si mesmo: Mas o justo viverá na sua fé» (Hab 2,4); em latim, justus autem in fide sua vivet. Em Habacuque, a fé é a fidelidade confiante de quem espera Deus quando Deus parece tardar. São Paulo cita o versículo três vezes.
Na Epístola aos Romanos, faz dele a chave do Evangelho: «Porque a Justiça de Deus se descobre nêle de fé em fé, como está escrito: O justo porém vive da fé» (Rm 1,17). Retoma-o aos Gálatas: «Porque o justo vive da fé» (Gl 3,11). E a Epístola aos Hebreus o aplica à perseverança na espera do Senhor, unindo os versículos 3 e 4: «Porque ainda dentro dum poucochinho de tempo o que há de vir, virá, e não tardará» (Hb 10,37), «Mas o meu justo vive da fé» (Hb 10,38).
A Igreja lê esse versículo à luz de toda a Escritura. O Concílio de Trento, na sessão VI, ensina que a fé é o começo da salvação humana, o fundamento e a raiz de toda justificação; mas uma fé viva, que opera pela caridade, e não a simples confiança de estar justificado. É a fé de Habacuque: não um sentimento, mas uma adesão a Deus que dura na provação. Veja também os nossos versículos de fé.
Habacuque 3,17-19: «Eu porém me gozarei no Senhor»
É a passagem mais procurada do livro, e uma das mais belas profissões de fé do Antigo Testamento. O profeta imagina a ruína completa da terra: «Porque a figueira não florescerá: E as vinhas não deitarão os seus gomos. Faltará o fruto da oliveira: E os campos não darão de comer. As ovelhas serão apartadas do aprisco: E não haverá bois nos presépios» (Hab 3,17). E responde: «Eu porém me gozarei no Senhor: E exultarei no Deus meu Salvador» (Hab 3,18). «O Senhor Deus é a minha fortaleza: E êle fará os meus pés como os dos veados. E êle vencedor me conduzirá sôbre os meus altos, cantando eu salmos em seu obséquio» (Hab 3,19).
As Bíblias modernas costumam traduzir o versículo 17 como uma concessão, "ainda que a figueira não floresça"; a Vulgata diz Ficus enim non florebit, "pois a figueira não florescerá", e Figueiredo a segue: o profeta não fala de uma hipótese, mas da desolação que a invasão caldeia trará, e decide alegrar-se em Deus no meio dela. A alegria do versículo 18 não depende das colheitas, nem da saúde, nem do sucesso: tem por objeto o próprio Deus. Os pés "como os dos veados" são os de quem caminha seguro pelas alturas sem tropeçar.
O latim do versículo 18 guarda uma surpresa: exsultabo in Deo Jesu meo, "exultarei em Deus, meu Jesus", porque Jesus quer dizer "Salvador". Figueiredo traduz o sentido, «no Deus meu Salvador». O parentesco com o cântico da Virgem é evidente: «E o meu espírito se alegrou por extremo em Deus, meu Salvador» (Lc 1,47). Veja o nosso artigo sobre o Magnificat.
Temas e leitura católica
O escândalo do mal e a paciência de Deus. Habacuque ousa interrogar Deus, e Deus não o repreende: ensina-o a esperar. O livro é assim o modelo da oração dos aflitos: queixa franca, espera vigilante na torre de sentinela, adoração silenciosa. São Paulo, em Antioquia da Pisídia, cita ainda Habacuque 1,5 para advertir os ouvintes a não desprezar a obra que Deus realiza: «Que eu obro uma obra em vossos dias, uma obra que vós não crereis, se alguém vo-la referir» (At 13,41).
Cristo no cântico. Santo Agostinho dedica um capítulo de A Cidade de Deus (XVIII, 32) à oração de Habacuque e a lê toda de Cristo, da sua vinda e da sua cruz. Ele comenta o texto antigo do versículo 2, o dos Setenta e da antiga versão latina: in medio duorum animalium cognosceris, "serás conhecido no meio de dois animais", que entende de Cristo reconhecido entre os dois Testamentos, ou entre os dois ladrões, ou entre Moisés e Elias no monte.
A piedade cristã aproximou esse texto do boi e do jumento do presépio, junto com Isaías: «Conheceu o boi a seu possuidor, e o jumento o presépio do seu dono» (Is 1,3); é uma das fontes da presença tradicional dos dois animais no presépio de Natal. A Vulgata de São Jerônimo, feita sobre o hebraico, diz outra coisa: in medio annorum vivifica illud, e Figueiredo traduz «vivifica-a cumprindo-a no meio dos anos» (Hab 3,2).
O "Cristo" de Deus. O versículo 13 diz que Deus sai para salvar o seu povo «com o teu Cristo», isto é, com o seu Ungido. Os Padres viram aí, como no Jesu meo do versículo 18, o nome do Salvador já pronunciado pelo profeta.
A misericórdia na ira. O versículo 2 termina com uma súplica que a Igreja guardou na sua oração: «Quando estiveres irado, tu te lembrarás da tua misericórdia» (Hab 3,2), em latim cum iratus fueris, misericordiae recordaberis. É a confiança de quem sabe que merece o castigo e apela para o coração de Deus.
Versículos mais conhecidos de Habacuque
- Habacuque 1,2: «Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu me não escutarás?»
- Habacuque 1,13: «Os teus olhos são limpos, para não veres o mal».
- Habacuque 2,2: «Escreve o que vês e expõe-no com tôda a clareza».
- Habacuque 2,3: «se se demorar, espera-o: Porque infalìvelmente virá e não tardará».
- Habacuque 2,4: «Mas o justo viverá na sua fé».
- Habacuque 2,14: «Porque a terra se encherá, como o mar está coberto das suas águas».
- Habacuque 2,20: «Porém o Senhor está no seu Santo templo: Cale-se tôda a terra diante dêle».
- Habacuque 3,2: «Quando estiveres irado, tu te lembrarás da tua misericórdia».
- Habacuque 3,18: «Eu porém me gozarei no Senhor: E exultarei no Deus meu Salvador».
- Habacuque 3,19: «O Senhor Deus é a minha fortaleza».
Habacuque no cânon e na liturgia
Habacuque é um livro protocanônico, recebido pelos judeus e por todos os cristãos; o Concílio de Trento, na sessão IV (1546), o nomeia entre os doze profetas menores. O texto latino é a tradução de São Jerônimo sobre o hebraico; o episódio de Habacuque e Daniel pertence, por sua vez, às partes deuterocanônicas do livro de Daniel, recebidas como Escritura pelo mesmo concílio e ausentes das Bíblias protestantes.
A Igreja deu ao cântico de Habacuque um lugar de honra. Na Sexta-feira Santa, no Missal de 1962, a primeira leitura, tirada de Oseias (6,1-6), é seguida do responsório Domine, audivi auditum tuum, et timui, tirado do capítulo 3 de Habacuque. Esse canto não segue a Vulgata, mas a antiga versão latina, com os dois animais: In medio duorum animalium innotesceris. O nosso artigo sobre a Sexta-feira Santa descreve essa liturgia.
No Breviário romano, o cântico inteiro (3,2-19), com a antífona Cum iratus fueris, Domine, misericordiae recordaberis, é rezado nas Laudes da sexta-feira, no segundo esquema das Laudes, o dos dias de penitência. No Missal, o Intróito da Missa de São João de Capistrano (28 de março) começa com Habacuque 3,18-19, na forma Ego autem in Domino gaudebo: et exsultabo in Deo, Jesu meo. O começo do livro (1,1-10) é lido nas Matinas de novembro com os outros profetas menores, na terça-feira da V semana de novembro. Você pode rezar o Ofício de cada dia no Breviário.
Como ler o livro de Habacuque
Leia os dois primeiros capítulos como um diálogo, distinguindo as vozes: o profeta, depois Deus, depois de novo o profeta. Pare em 2,1-4 e releia-o com a Epístola aos Romanos, capítulo 1. Reze o capítulo 3 como um salmo, de preferência numa provação, terminando com os versículos 17 a 19, que ensinam a alegria quando tudo falta. O latim ao lado permite seguir as palavras que a Igreja canta: cum iratus fueris, misericordiae recordaberis. Todos os livros estão reunidos na página da Bíblia.
Perguntas Frequentes
Quem foi Habacuque na Bíblia?
Um profeta de Judá de quem o livro dá apenas o nome e o título de profeta. Viveu provavelmente no fim do século VII antes de Cristo, no tempo da ascensão dos caldeus. A tradição muitas vezes o identificou com o profeta Habacuque que, segundo Daniel 14, foi levado por um anjo a Babilônia para alimentar Daniel na cova dos leões.
Quem escreveu o livro de Habacuque e quando?
O próprio profeta. O livro anuncia a invasão dos caldeus, isto é, dos babilônios; a maioria dos comentadores o situa sob o rei Joaquim, por volta de 605-600 antes de Cristo, depois da batalha de Carquemis; outros o colocam sob Josias ou sob Manassés.
O que o livro de Habacuque nos ensina?
Que se pode levar a Deus a pergunta sobre o mal, e que Deus responde ensinando a esperar: a visão se cumprirá na sua hora, e «o justo viverá na sua fé». O livro termina com um cântico de confiança e de alegria em Deus mesmo quando tudo falta.
O que significa «o justo viverá na sua fé»?
Em Habacuque, é a promessa de que quem permanece fiel e confiante em Deus na provação terá a vida. São Paulo cita esse versículo aos Romanos e aos Gálatas para mostrar que a justificação vem da fé em Cristo, e a Epístola aos Hebreus para exortar à perseverança. A Igreja ensina que essa fé que justifica é uma fé viva, animada pela caridade.
O que é a oração de Habacuque?
É o capítulo 3 do livro, uma oração em forma de salmo em que o profeta canta a vinda de Deus para salvar o seu povo e proclama a sua confiança mesmo se tudo vier a faltar. O Breviário romano a faz rezar nas Laudes da sexta-feira nos dias de penitência, e um trecho forma, na Sexta-feira Santa, o responsório que segue a leitura de Oseias.
Como morreu o profeta Habacuque?
A Escritura não diz nada sobre a sua morte, nem sobre a sua profissão ou o lugar da sua sepultura. As narrativas posteriores que falam disso não têm autoridade; o que sabemos dele está no seu livro e, se for o mesmo, no capítulo 14 de Daniel.
Habacuque fala do boi e do jumento do presépio?
Não no hebraico nem na Vulgata. Mas a antiga versão grega e latina do versículo 3,2 dizia: serás conhecido no meio de dois animais, e os cristãos aproximaram esse texto do de Isaías sobre o boi e o jumento. É uma das fontes da presença tradicional dos dois animais no presépio.
Leia Habacuque versículo por versículo, em português e em latim, também no aplicativo Bíblia católica da Iter Fidei.
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