A Sagrada Bíblia · Figueiredo · Biblia Sacra Vulgata
Salmo 51 (50 na Vulgata e na Ave-Maria): Miserere, a oração de penitência de Davi
Miserere mei, Deus
O salmo 51 das Bíblias modernas é o salmo 50 da Vulgata, da liturgia e da Bíblia Ave-Maria: o *Miserere mei, Deus*, a confissão de Davi depois da repreensão do profeta Natan, que se tornou a oração de penitência de toda a Igreja. Aqui você encontra o texto completo do Pe. Figueiredo, feito sobre a Vulgata, com o latim ao lado, versículo por versículo; o guia explica o salmo parte por parte, o seu lugar na liturgia de 1962 e o modo de rezá-lo.
Procura o salmo 50 na numeração das Bíblias traduzidas do hebraico? Ele está aqui: Salmo 49.
1 In finem. Psalmus David,
1 Para o fim, Salmo de Davi,
2 cum venit ad eum Nathan propheta, quando intravit ad Bethsabee.
2 Quando veio buscá-lo o profeta Natan, depois de haver pecado com Betsabée.
3 Miserere mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam ; et secundum multitudinem miserationum tuarum, dele iniquitatem meam.
3 Tem piedade de mim, ó Deus, segundo a tua grande misericórdia. E segundo as muitas mostras da tua clemência, apaga a minha maldade.
4 Amplius lava me ab iniquitate mea, et a peccato meo munda me.
4 Lava-me mais e mais da minha iniqüidade: E purifica-me do meu pecado.
5 Quoniam iniquitatem meam ego cognosco, et peccatum meum contra me est semper.
5 Porque a minha maldade eu a conheço: E o meu pecado diante de mim está sempre.
6 Tibi soli peccavi, et malum coram te feci ; ut justificeris in sermonibus tuis, et vincas cum judicaris.
6 Contra ti só pequei, e fiz o mal diante dos teus olhos: Para que sejas justificado nas tuas palavras e venças quando fôres julgado.
7 Ecce enim in iniquitatibus conceptus sum, et in peccatis concepit me mater mea.
7 Eis-aqui sabes que eu fui concebido em iniqüidades: E em pecados me concebeu minha mãe.
8 Ecce enim veritatem dilexisti ; incerta et occulta sapientiæ tuæ manifestasti mihi.
8 E bem vejo que tu amaste a verdade: E me revelaste o segrêdo, e o escondido do teu saber.
9 Asperges me hyssopo, et mundabor ; lavabis me, et super nivem dealbabor.
9 Tu me borrifarás com o hissope, e serei purificado: Lavar-me-ás, e me tornarei mais branco que a neve.
10 Auditui meo dabis gaudium et lætitiam, et exsultabunt ossa humiliata.
10 Ao meu ouvido darás gôzo e alegria: E se regozijarão os meus ossos humilhados.
11 Averte faciem tuam a peccatis meis, et omnes iniquitates meas dele.
11 Aparta o teu rosto dos meus pecados: E apaga tôdas as minhas maldades.
12 Cor mundum crea in me, Deus, et spiritum rectum innova in visceribus meis.
12 Cria em mim, ó Deus, um coração puro: E renova nas minhas entranhas um espírito reto.
13 Ne projicias me a facie tua, et spiritum sanctum tuum ne auferas a me.
13 Não me arremesses da tua presença: E não tires de mim o teu espírito santo.
14 Redde mihi lætitiam salutaris tui, et spiritu principali confirma me.
14 Dá-me a alegria da tua salvação: E conforta-me por meio do espírito principal.
15 Docebo iniquos vias tuas, et impii ad te convertentur.
15 Ensinarei aos iníquos os teus caminhos: E os ímpios se converterão a ti.
16 Libera me de sanguinibus, Deus, Deus salutis meæ, et exsultabit lingua mea justitiam tuam.
16 Livra-me dos sangues, Deus, Deus da minha salvação: E a minha língua exaltará a tua justiça.
17 Domine, labia mea aperies, et os meum annuntiabit laudem tuam.
17 Senhor, abrirás os meus lábios: E a minha bôca anunciará o teu louvor.
18 Quoniam si voluisses sacrificium, dedissem utique ; holocaustis non delectaberis.
18 Porque se tu quisesses sacrifício, o houvera na verdade oferecido: Tu não te deleitarás com holocaustos.
19 Sacrificium Deo spiritus contribulatus ; cor contritum et humiliatum, Deus, non despicies.
19 Sacrifício para Deus é o espírito atribulado: Ao coração contrito, e humilhado não o desprezarás, ó Deus.
20 Benigne fac, Domine, in bona voluntate tua Sion, ut ædificentur muri Jerusalem.
20 Senhor, faze bem a Sião de tua boa vontade: Para que se edifiquem os muros de Jerusalém.
21 Tunc acceptabis sacrificium justitiæ, oblationes et holocausta ; tunc imponent super altare tuum vitulos.
21 Então aceitarás sacrifício de justiça, oferendas, e holocaustos: Então porão sôbre o teu altar bezerros.
Latim: Biblia Sacra Vulgata (1592). Português: A Sagrada Bíblia (Figueiredo) (1781-1784).
Salmo 51 ou salmo 50?
O Miserere tem dois números, conforme a Bíblia que você abre. As Bíblias traduzidas do hebraico o chamam de salmo 51; a Vulgata latina e a Setenta grega, com as quais a Igreja rezou durante séculos no Missal e no Breviário, o chamam de salmo 50, e a Bíblia Ave-Maria segue essa mesma contagem. A diferença vem de que a Vulgata une num só os salmos 9 e 10 do hebraico: dali em diante quase todo o Saltério anda um número atrás. Quando se fala de “salmo 50, Miserere”, fala-se deste salmo na numeração litúrgica; quando se lê “salmo 51” numa Bíblia moderna, é o mesmo texto. A tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo segue a Vulgata: aqui ele é o 50.
Cuidado, porém, com o engano contrário. Nas Bíblias modernas o “salmo 50” é outro salmo: o Deus deorum de Asaf, o do juízo de Deus e do «sacrifício de louvor», que na Vulgata tem o número 49. Se era esse que você procurava, ele está na página do salmo 50 (49 na Vulgata), Deus deorum. No Breviário os dois salmos se encontram até fisicamente: na quarta-feira, nas Matinas, o salmo 49 é seguido logo pelo Miserere.
Uma palavra sobre os versículos, porque muita gente procura “salmo 51, 10” ou “salmo 51, 12”. Em Figueiredo, como na Vulgata, o título ocupa os versículos 1 e 2: a oração começa no versículo 3, e «Cria em mim, ó Deus, um coração puro» é o versículo 12. As Bíblias que não numeram o título, como as protestantes mais lidas no Brasil, fazem dele o versículo 10.
O que significa o salmo 51? Explicação
O título: Davi diante de Natan
O título liga o salmo a uma hora precisa: «Quando veio buscá-lo o profeta Natan, depois de haver pecado com Betsabée» (v. 2). A história está contada no II Livro dos Reis (2 Samuel), capítulo 12. Davi tomou a mulher de Urias e mandou deixar Urias morrer na batalha. Natan lhe conta a parábola da ovelhinha do pobre e depois lhe diz: «Tu és êste homem». O rei não se defende: «Pequei contra o Senhor» (v. 13). O salmo é essa confissão feita oração, e é por isso que a Igreja o põe nos lábios de todo pecador.
O grito e a confissão (v. 3-8)
O salmo começa pelo único argumento que o pecador pode apresentar: não os seus méritos, mas a misericórdia de Deus. «Tem piedade de mim, ó Deus, segundo a tua grande misericórdia. E segundo as muitas mostras da tua clemência, apaga a minha maldade» (v. 3). Três verbos dizem o mesmo pedido: apagar, lavar, purificar. «Lava-me mais e mais da minha iniqüidade: E purifica-me do meu pecado» (v. 4); o latim amplius pede uma lavagem que chegue até o fundo.
Vem a confissão, sem desculpas: «Porque a minha maldade eu a conheço: E o meu pecado diante de mim está sempre» (v. 5). E depois a palavra mais funda da penitência: «Contra ti só pequei, e fiz o mal diante dos teus olhos» (v. 6). Davi ofendeu Urias, Betsabé, o seu povo; mas vê que todo pecado atinge primeiro a Deus. O fim do versículo, «Para que sejas justificado nas tuas palavras e venças quando fôres julgado», é citado por São Paulo na Epístola aos Romanos: faça o homem o que fizer, Deus permanece verdadeiro e justo.
O versículo 7 desce até a raiz: «Eis-aqui sabes que eu fui concebido em iniqüidades: E em pecados me concebeu minha mãe» (v. 7). Não é uma acusação contra a mãe nem contra o matrimônio. A tradição lê aqui a ferida do pecado original, que todo homem recebe ao nascer de Adão. O penitente não faz disso uma desculpa: reconhece que o mal nele é mais antigo do que a sua culpa. O versículo 8 acrescenta uma nota que as versões do hebraico traduzem de outro modo: na Vulgata, Deus revelou ao salmista «o segrêdo, e o escondido do teu saber».
A purificação e o coração novo (v. 9-14)
«Tu me borrifarás com o hissope, e serei purificado: Lavar-me-ás, e me tornarei mais branco que a neve» (v. 9). O hissope é a pequena planta com que a Lei aspergia os impuros; Davi pede que o próprio Deus faça esse gesto. A Igreja fez desse versículo a antífona Asperges me, da aspersão de água benta antes da Missa do domingo.
O ponto mais alto do salmo é o versículo 12: «Cria em mim, ó Deus, um coração puro: E renova nas minhas entranhas um espírito reto» (v. 12). O verbo é o do Gênesis, crea: fazer o que não existia. O pecador não pode refazer o coração por conta própria; pede-o como se pede uma criação. O versículo seguinte acrescenta: «E não tires de mim o teu espírito santo» (v. 13). Santo Agostinho e toda a tradição reconhecem aqui a obra da graça, que o pecado mortal faz perder e que Deus devolve com o perdão. «Dá-me a alegria da tua salvação» (v. 14): a penitência cristã termina na alegria, não no remorso.
O louvor e o verdadeiro sacrifício (v. 15-21)
O perdoado se torna apóstolo: «Ensinarei aos iníquos os teus caminhos: E os ímpios se converterão a ti» (v. 15). Vem depois o pedido que a Igreja põe todos os dias nos lábios de quem começa as Matinas: «Senhor, abrirás os meus lábios: E a minha bôca anunciará o teu louvor» (v. 17).
Davi compreende que as vítimas não bastariam: «Sacrifício para Deus é o espírito atribulado: Ao coração contrito, e humilhado não o desprezarás, ó Deus» (v. 19). A palavra contritum, triturado, deu nome à contrição. Os dois últimos versículos rezam por Sião e anunciam que então Deus aceitará o «sacrifício de justiça» (v. 21): os Padres veem aqui o sacrifício de Cristo, oferecido uma vez na Cruz e renovado no altar, onde o coração contrito se une à única Vítima.
O Miserere nos Padres e na tradição
Santo Agostinho comentou este salmo nas Enarrationes in Psalmos. Observa que a queda de Davi foi escrita não para que outros caiam, mas para que quem caiu não desespere: o mesmo livro que conta o pecado do rei guarda a sua penitência. Insiste também no versículo 5: quem põe o próprio pecado diante dos olhos obtém que Deus desvie dele os seus.
O salmo se lê como um pequeno tratado da penitência: a confissão, a dor, a confiança, depois a reparação e o louvor. Ali estão as partes do sacramento tal como as ensina o Catecismo Romano do Concílio de Trento: contrição, confissão, satisfação. O Miserere é a forma bíblica do ato de contrição.
O Novo Testamento guarda o seu eco. O publicano da parábola reza «Meu Deus, sê propício a mim pecador» no Evangelho segundo São Lucas, capítulo 18, e o filho pródigo volta dizendo: «Pai, pequei contra o Céu, e diante de ti» (Lucas 15). A primeira palavra do salmo, Miserere, tornou-se o próprio grito da oração cristã.
Na música, o Miserere de Gregorio Allegri, composto no século XVII para o Ofício de Trevas da Capela Sistina, tornou o texto célebre muito além das igrejas. Mas o seu verdadeiro lugar é a boca do penitente.
O salmo 50 na liturgia de 1962
A liturgia romana de 1962 lhe dá mais lugares do que a quase qualquer outro salmo. Tudo o que segue está no Breviário e no Missal desse ano.
- Nas Laudes dos dias de penitência. O Breviário de São Pio X tem dois esquemas de Laudes. O segundo, usado nos domingos e férias da Septuagésima até a Semana Santa, nas férias do Advento, nas Têmporas e nas vigílias, começa todos os dias com o Miserere, cada dia com uma antífona tirada do próprio salmo: Miserere mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam na segunda-feira, Dele iniquitatem meam na terça, Amplius lava me na quarta, Tibi soli peccavi na quinta, Cor contritum et humiliatum, Deus, non despicies na sexta, Benigne fac, Domine, in bona voluntate tua Sion no sábado. Você pode seguir o Ofício do dia no breviário.
- Nas Matinas de quarta-feira. Toda semana, além disso, o salmo fecha o terceiro noturno das Matinas de quarta-feira, logo depois do salmo 49, com a antífona Acceptabis sacrificium justitiæ super altare tuum, Domine, tirada do versículo 21.
- O Asperges. Fora do tempo pascal, antes da Missa principal do domingo, o sacerdote asperge o povo com água benta enquanto se canta a antífona Asperges me, Domine, hyssopo, et mundabor (o versículo 9), seguida do primeiro versículo do salmo, Miserere mei, Deus. No tempo pascal, o Vidi aquam toma o seu lugar.
- O Ofício dos Defuntos. O Miserere é o primeiro salmo das Laudes dos mortos, com a antífona Exsultabunt Domino ossa humiliata, do versículo 10: «se regozijarão os meus ossos humilhados», diz o pecador perdoado, e a Igreja ouve aí os ossos dos mortos que esperam a ressurreição.
- O Ofício de Trevas. Na Quinta-feira, na Sexta-feira e no Sábado Santo, as Laudes do Tríduo começam com o Miserere; na Quinta-feira Santa a sua antífona é Justificeris, Domine, in sermonibus tuis, do versículo 6. (Até 1955 o salmo era ainda recitado no fim de cada hora do Tríduo; a reforma da Semana Santa suprimiu essa recitação final.)
- Na Missa. O versículo 21, Acceptabis sacrificium justitiæ, oblationes et holocausta, é a antífona da Comunhão do décimo domingo depois de Pentecostes e da quinta-feira depois das Cinzas; o versículo 3 é o Ofertório da terça-feira da segunda semana da Quaresma.
- A abertura do Ofício. O versículo 17, Domine, labia mea aperies, é a primeira palavra que a Igreja diz cada dia nas Matinas.
- Os sete salmos penitenciais. O Miserere é o quarto dos sete salmos penitenciais da tradição: na Vulgata, os salmos 6, 31, 37, 50, 101, 129 e 142. Entre eles estão o salmo 130 (129 na Vulgata), De profundis, e o salmo 143 (142 na Vulgata), Domine, exaudi.
Como rezar o Miserere
O Miserere é a oração de todo homem, porque todo homem é pecador. A tradição sugere alguns usos.
Antes da confissão. Rezá-lo devagar para pedir a contrição, parando no versículo 5: «o meu pecado diante de mim está sempre». Ele prepara o exame de consciência melhor do que uma lista, porque põe o pecado diante de Deus e não só diante de si mesmo. Os passos do sacramento estão explicados em como se confessar.
Depois da absolvição. Retomá-lo a partir do versículo 10, em ação de graças: o gozo prometido chegou, o coração puro foi criado. O versículo 15 se torna então um propósito.
Na Quaresma e às sextas-feiras. A própria Igreja o põe nas Laudes dos dias de penitência; o fiel pode uni-lo à oração da manhã durante toda a Quaresma.
Depois de uma queda. Não esperar: dizer ao menos o primeiro versículo, Miserere mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam, e depois ir confessar-se.
Pelos pecadores. Pode-se oferecê-lo pela conversão de uma alma: o versículo 15 dá a intenção.
E a quem pergunta “para que serve o salmo 51”: ele não é uma fórmula que apaga o pecado por ser repetida. O perdão vem de Deus, ordinariamente pelo sacramento da confissão; atribuir a palavras ditas um efeito automático seria superstição, contrária ao primeiro mandamento. O salmo serve para aquilo que diz: pedir perdão com um coração contrito.
Perguntas Frequentes
Por que o salmo 51 é chamado de salmo 50?
Porque existem duas numerações do Saltério. As Bíblias feitas sobre o hebraico o contam como 51; a Vulgata e a Setenta, seguidas pela liturgia católica e pela Bíblia Ave-Maria, como 50. É o mesmo salmo, o Miserere. Nas Bíblias modernas, o salmo 50 é outro, o Deus deorum de Asaf.
O que quer dizer «Cria em mim, ó Deus, um coração puro»?
É o pedido de um coração novo, que o homem não pode dar a si mesmo. O verbo latino crea é o da criação: só Deus faz a alma passar do pecado à graça. Em Figueiredo é o versículo 12; nas Bíblias que não numeram o título, o 10.
Quem escreveu o salmo 51 e em que ocasião?
O título o atribui a Davi, depois que o profeta Natan lhe censurou o pecado com Betsabé e a morte de Urias, como conta o II Livro dos Reis (2 Samuel), capítulos 11 e 12. A tradição recebe essa atribuição; o autor principal, como de toda a Escritura, é o Espírito Santo.
O que é o Miserere?
É o nome latino do salmo, tirado da sua primeira palavra: Miserere mei, Deus, «Tem piedade de mim, ó Deus». Designa também as composições musicais sobre o texto, como a de Allegri, escrita para o Ofício de Trevas da Capela Sistina.
Quando a Igreja canta o Miserere?
No Breviário de 1962: nas Matinas de quarta-feira, no começo das Laudes dos dias de penitência (inclusive as do Tríduo Sacro) e nas Laudes do Ofício dos Defuntos. Na Missa do domingo, os seus versículos acompanham o Asperges fora do tempo pascal.
O salmo 51 serve como ato de contrição?
Serve como oração de contrição, e das mais belas: confessa o pecado, pede perdão e promete emenda. Mas não substitui a confissão sacramental quando há pecado mortal; prepara para ela e a prolonga.
Quais são os sete salmos penitenciais?
Na numeração da Vulgata e da Ave-Maria: 6, 31, 37, 50, 101, 129 e 142; nas Bíblias feitas sobre o hebraico, 6, 32, 38, 51, 102, 130 e 143. O Miserere é o quarto, o De profundis o sexto.
Posso rezar o salmo 51 em latim?
Sim, e é um costume antigo: o Miserere é dos textos latinos mais conhecidos da Igreja. Nesta página o latim da Vulgata está ao lado de cada versículo de Figueiredo.
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