A Sagrada Bíblia · Figueiredo · Biblia Sacra Vulgata

Salmo 143 (142 na Vulgata e na Ave-Maria): Domine, exaudi, o último salmo penitencial

Domine, exaudi

O salmo 143 das Bíblias de numeração hebraica é o salmo 142 da Vulgata e da Ave-Maria, *Domine, exaudi orationem meam*, o último dos sete salmos penitenciais: «E não entres em juízo com o teu servo: Porque não será justificado na tua presença todo o vivente». Abaixo está o texto completo na tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, feita sobre a Vulgata, com o latim ao lado, versículo por versículo; o guia explica o salmo, o seu lugar entre os salmos penitenciais e na liturgia de 1962 e o modo de rezá-lo.

Procura o salmo 142 na numeração das Bíblias traduzidas do hebraico? Ele está aqui: Salmo 141.

Idioma

1 Psalmus David, quando persequebatur eum Absalom filius ejus. Domine, exaudi orationem meam ; auribus percipe obsecrationem meam in veritate tua ; exaudi me in tua justitia.

1 Salmo de Davi. Quando seu filho Absalão o perseguia. Senhor, atende a minha oração: Percebe nos teus ouvidos o meu rogo, segundo a tua verdade; atende-me na tua justiça.

2 Et non intres in judicium cum servo tuo, quia non justificabitur in conspectu tuo omnis vivens.

2 E não entres em juízo com o teu servo: Porque não será justificado na tua presença todo o vivente.

3 Quia persecutus est inimicus animam meam ; humiliavit in terra vitam meam ; collocavit me in obscuris, sicut mortuos sæculi.

3 Porque o inimigo me perseguiu a minha alma: Humilhou a minha vida até ao chão: Colocou-me em lugares obscuros como a mortos de muitos séculos:

4 Et anxiatus est super me spiritus meus ; in me turbatum est cor meum.

4 E se angustiou o meu espírito sôbre mim, em mim se turbou o meu coração.

5 Memor fui dierum antiquorum ; meditatus sum in omnibus operibus tuis : in factis manuum tuarum meditabar.

5 Tenho-me lembrado dos dias antigos, tenho meditado em tôdas as tuas obras: Meditava nas obras das tuas mãos.

6 Expandi manus meas ad te ; anima mea sicut terra sine aqua tibi.

6 Estendi as minhas mãos a ti: A minha alma para contigo é como terra sedenta:

7 Velociter exaudi me, Domine ; defecit spiritus meus. Non avertas faciem tuam a me, et similis ero descendentibus in lacum.

7 Atende-me, Senhor, com presteza: O meu espírito desfaleceu. Não apartes de mim a tua face: Para que não seja semelhante aos que descem ao lago.

8 Auditam fac mihi mane misericordiam tuam, quia in te speravi. Notam fac mihi viam in qua ambulem, quia ad te levavi animam meam.

8 Faze-me ouvir pela manhã a tua misericórdia: Porque em ti tenho esperado. Faze-me conhecer o caminho em que hei de andar: Porque a ti elevei a minha alma.

9 Eripe me de inimicis meis, Domine : ad te confugi.

9 Livra-me dos meus inimigos, Senhor; a ti me tenho acolhido:

10 Doce me facere voluntatem tuam, quia Deus meus es tu. Spiritus tuus bonus deducet me in terram rectam.

10 Ensina-me a fazer a tua vontade, porque tu és o meu Deus. O teu espírito que é bom me conduzirá à terra de retidão:

11 Propter nomen tuum, Domine, vivificabis me : in æquitate tua, educes de tribulatione animam meam,

11 Pelo teu nome, Senhor, me vivificarás segundo a tua eqüidade. Tirarás da tribulação a minha alma:

12 et in misericordia tua disperdes inimicos meos, et perdes omnes qui tribulant animam meam, quoniam ego servus tuus sum.

12 E pela tua misericórdia dissiparás a meus inimigos. E destruirás a todos os que atribulam a minha alma: Porque eu sou teu servo.

Latim: Biblia Sacra Vulgata (1592). Português: A Sagrada Bíblia (Figueiredo) (1781-1784).

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