A Sagrada Bíblia · Figueiredo · Biblia Sacra Vulgata
Salmo 31 (30 na Vulgata e na Ave-Maria): In te, Domine, speravi, nas tuas mãos encomendo o meu espírito
O salmo 31 das Bíblias de numeração hebraica é o salmo 30 da Vulgata e da Ave-Maria, *In te, Domine, speravi*: a oração do justo cercado de inimigos, de onde vem a última palavra de Jesus na cruz, «Nas tuas mãos encomendo o meu espírito». Abaixo está o texto completo na tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, feita sobre a Vulgata, com o latim ao lado, versículo por versículo; o guia explica o salmo, o seu lugar nas Completas e na Missa de 1962 e o modo de rezá-lo.
Procura o salmo 30 na numeração das Bíblias traduzidas do hebraico? Ele está aqui: Salmo 29.
1 In finem. Psalmus David, pro extasi.
1 Para o fim, Salmo de Davi, pelo êxtase.
2 In te, Domine, speravi ; non confundar in æternum : in justitia tua libera me.
2 Em ti, Senhor, esperei, não permitas que eu seja eternamente confundido: Livra-me, segundo a tua justiça.
3 Inclina ad me aurem tuam ; accelera ut eruas me. Esto mihi in Deum protectorem, et in domum refugii, ut salvum me facias :
3 Dá ouvidos aos meus rogos, acode pronto a livrar-me. Ache eu em ti um Deus protetor, e uma casa de refúgio para me fazeres salvo.
4 quoniam fortitudo mea et refugium meum es tu ; et propter nomen tuum deduces me et enutries me.
4 Porque tu és a minha fortaleza, e o meu refúgio: E por amor do teu nome me conduzirás, e me sustentarás.
5 Educes me de laqueo hoc quem absconderunt mihi, quoniam tu es protector meus.
5 Tu me tirarás dêste laço, que me armaram escondidamente: Porque tu és o meu protetor.
6 In manus tuas commendo spiritum meum ; redemisti me, Domine Deus veritatis.
6 Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: Tu me remiste, Senhor Deus da verdade.
7 Odisti observantes vanitates supervacue ; ego autem in Domino speravi.
7 Aborreces aos que observam coisas vãs, inùtilmente, Mas eu no Senhor esperei:
8 Exsultabo, et lætabor in misericordia tua, quoniam respexisti humilitatem meam ; salvasti de necessitatibus animam meam.
8 Regozijar-me-ei, e alegrar-me-ei na tua misericórdia. Porque viste a minha humilhação, salvaste das angústias a minha alma.
9 Nec conclusisti me in manibus inimici : statuisti in loco spatioso pedes meos.
9 E não me encerraste nas mãos do inimigo: Puseste os meus pés em lugar espaçoso.
10 Miserere mei, Domine, quoniam tribulor ; conturbatus est in ira oculus meus, anima mea, et venter meus.
10 Tem misericórdia de mim, Senhor, que estou atribulado: Conturbado com o pesar está o meu ôlho, a minha alma, e as minhas entranhas:
11 Quoniam defecit in dolore vita mea, et anni mei in gemitibus. Infirmata est in paupertate virtus mea, et ossa mea conturbata sunt.
11 Porque a minha vida tem desfalecido com a dor: E os meus anos com os gemidos. Tem-se debilitado pela pobreza a minha fôrça: E os meus ossos estão conturbados.
12 Super omnes inimicos meos factus sum opprobrium, et vicinis meis valde, et timor notis meis ; qui videbant me foras fugerunt a me.
12 Estou feito o opróbrio para todos os meus inimigos, e muito mais para os meus vizinhos: E o horror para os meus conhecidos. Os que me viam, fugiam para longe de mim:
13 Oblivioni datus sum, tamquam mortuus a corde ; factus sum tamquam vas perditum :
13 Fui pôsto em esquecimento, no coração dêles como morto. Fiquei sendo como vaso quebrado:
14 quoniam audivi vituperationem multorum commorantium in circuitu. In eo dum convenirent simul adversum me, accipere animam meam consiliati sunt.
14 Porque tenho ouvido as injúrias de muitos no meio dos quais eu estava. Quando deliberavam juntos contra mim, resolveram tirar-me a vida.
15 Ego autem in te speravi, Domine ; dixi : Deus meus es tu ;
15 Mas eu em ti esperei, Senhor: Disse: Meu Deus és tu:
16 in manibus tuis sortes meæ : eripe me de manu inimicorum meorum, et a persequentibus me.
16 Nas tuas mãos estão as minhas sortes. Livra-me das mãos dos meus inimigos, e dos que me perseguem.
17 Illustra faciem tuam super servum tuum ; salvum me fac in misericordia tua.
17 Resplandeça a claridade do teu rosto sôbre o teu servo, salva-me segundo a tua misericórdia:
18 Domine, non confundar, quoniam invocavi te. Erubescant impii, et deducantur in infernum ;
18 Senhor, não seja eu confundido, pois que te invoquei. Envergonhem-se os ímpios, e sejam conduzidos ao inferno:
19 muta fiant labia dolosa, quæ loquuntur adversus justum iniquitatem, in superbia, et in abusione.
19 Tornem-se mudos os lábios enganadores. Que falam contra o Justo palavras de iniqüidade, com soberba, e com desprêzo.
20 Quam magna multitudo dulcedinis tuæ, Domine, quam abscondisti timentibus te ; perfecisti eis qui sperant in te in conspectu filiorum hominum !
20 Que grande é, Senhor, a abundância da tua doçura, que tens reservada para os que te temem! Tu a deste completa àqueles que esperam em ti à vista dos filhos dos homens.
21 Abscondes eos in abscondito faciei tuæ a conturbatione hominum ; proteges eos in tabernaculo tuo, a contradictione linguarum.
21 Tu os esconderás no secreto da tua face contra a turbação dos homens. Tu os defenderás no teu tabernáculo da contradição das línguas.
22 Benedictus Dominus, quoniam mirificavit misericordiam suam mihi in civitate munita.
22 Bendito o Senhor: Porque maravilhosamente tem usado comigo da sua misericórdia na cidade fortificada.
23 Ego autem dixi in excessu mentis meæ : Projectus sum a facie oculorum tuorum : ideo exaudisti vocem orationis meæ, dum clamarem ad te.
23 Mas eu disse no transporte do meu ânimo: Lançado fui de diante dos teus olhos. Portanto ouviste a voz da minha oração, quando a ti clamava.
24 Diligite Dominum, omnes sancti ejus, quoniam veritatem requiret Dominus, et retribuet abundanter facientibus superbiam.
24 Amai ao Senhor todos os que sois seus santos: Porque o Senhor perguntará pela verdade, e retribuirá abundantemente aos que obram com soberba.
25 Viriliter agite, et confortetur cor vestrum, omnes qui speratis in Domino.
25 Obrai varonilmente, e fortaleça-se o coração de todos vós os que esperais no Senhor.
Latim: Biblia Sacra Vulgata (1592). Português: A Sagrada Bíblia (Figueiredo) (1781-1784).
Salmo 31 ou salmo 30?
É um só salmo com dois números. As Bíblias que seguem a numeração hebraica chamam-no salmo 31; a Vulgata, a Septuaginta, os livros litúrgicos da Igreja e a Bíblia Ave-Maria contam-no como salmo 30, porque unem num só os salmos 9 e 10 do hebraico. Os versículos, na nossa página, seguem a Vulgata: o título forma o versículo 1, e o célebre «Nas tuas mãos encomendo o meu espírito» é o versículo 6. A tabela completa está na página dos Salmos.
Cuidado com a confusão inversa:
- salmo 31 (hebraico) = salmo 30 (Vulgata e Ave-Maria): In te, Domine, speravi, nesta página;
- salmo 30 (hebraico) = salmo 29 (Vulgata): o Exaltabo te, Domine, a ação de graças pela cura;
- salmo 31 da Vulgata e da Ave-Maria = salmo 32 (hebraico): o Beati quorum remissæ sunt, segundo dos salmos penitenciais.
O que significa o salmo 31? Explicação
O título é «Para o fim, Salmo de Davi, pelo êxtase» (v. 1). A palavra extasis parece apontar para o versículo 23, onde o salmista confessa um momento de desnorteio, in excessu mentis meæ. É a oração de um justo cercado por todos os lados, caluniado, abandonado pelos seus, ameaçado de morte, que não deixa de confiar em Deus. Mais que um raciocínio, é um balanço: a confiança, o medo, de novo a confiança, até o louvor.
A confiança do começo (v. 2-6)
A primeira palavra é um ato de esperança: «Em ti, Senhor, esperei, não permitas que eu seja eternamente confundido: Livra-me, segundo a tua justiça» (v. 2). O justo pede a Deus que seja o seu abrigo: «Ache eu em ti um Deus protetor, e uma casa de refúgio para me fazeres salvo» (v. 3); que o livre da armadilha escondida: «Tu me tirarás dêste laço, que me armaram escondidamente» (v. 5). Vem então o versículo que tornou o salmo imortal: «Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: Tu me remiste, Senhor Deus da verdade» (v. 6).
Uma primeira ação de graças (v. 7-9)
«Regozijar-me-ei, e alegrar-me-ei na tua misericórdia» (v. 8): Deus olhou para a sua humilhação e não o fechou nas mãos do inimigo; ao contrário, «Puseste os meus pés em lugar espaçoso» (v. 9). Depois do laço, o espaço aberto.
O lamento (v. 10-14)
Mas a angústia volta com mais força: «Tem misericórdia de mim, Senhor, que estou atribulado» (v. 10). O próprio corpo cede: «Porque a minha vida tem desfalecido com a dor: E os meus anos com os gemidos» (v. 11). O justo tornou-se opróbrio para os vizinhos; «Os que me viam, fugiam para longe de mim» (v. 12). A imagem está entre as mais dolorosas do Saltério: «Fui pôsto em esquecimento, no coração dêles como morto. Fiquei sendo como vaso quebrado» (v. 13). E enquanto isso os inimigos «resolveram tirar-me a vida» (v. 14).
«Nas tuas mãos estão as minhas sortes» (v. 15-19)
No fundo do poço, a confiança sobe de novo: «Mas eu em ti esperei, Senhor: Disse: Meu Deus és tu» (v. 15). O versículo 16 é o coração desta segunda parte: «Nas tuas mãos estão as minhas sortes» (v. 16); o latim diz in manibus tuis sortes meæ, isto é, todos os tempos e acontecimentos da vida. O justo pede uma só coisa: «Resplandeça a claridade do teu rosto sôbre o teu servo, salva-me segundo a tua misericórdia» (v. 17).
A doçura escondida (v. 20-25)
O salmo termina no louvor: «Que grande é, Senhor, a abundância da tua doçura, que tens reservada para os que te temem!» (v. 20). Deus esconde os seus «no secreto da tua face contra a turbação dos homens» (v. 21). O salmista confessa também o seu momento de fraqueza: «Mas eu disse no transporte do meu ânimo: Lançado fui de diante dos teus olhos» (v. 23); e no entanto Deus o ouviu. O último versículo se dirige a todos: «Obrai varonilmente, e fortaleça-se o coração de todos vós os que esperais no Senhor» (v. 25).
Salmo 31, 6: as últimas palavras de Jesus
São Lucas conta que, no momento de morrer, Jesus clamou em alta voz: «Pai, nas tuas mãos encomendo o meu espírito. E dizendo estas palavras, expirou» (Lucas 23, 46). O Senhor fez sua a linha do salmo, acrescentando-lhe o nome de Pai. O primeiro grito da cruz vinha do salmo 22 (21 na Vulgata), Deus, Deus meus, «Por que me desamparaste?»; o último vem deste salmo. Entre um e outro passa toda a Paixão: o abandono sentido até o fim e o abandono confiante nas mãos do Pai.
O primeiro mártir rezou do mesmo modo. Santo Estêvão, debaixo das pedras, «invocava a Jesus, e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito» (Atos 7, 58). O cristão dirige a Cristo a oração que Cristo dirigiu ao Pai.
Santo Agostinho, nas Enarrationes in Psalmos, ouve em todo o salmo a voz de Cristo e do seu Corpo: o justo caluniado, esquecido como um morto, tido por vaso quebrado, é o Salvador na Paixão, e depois a Igreja perseguida de todos os tempos.
O salmo 31, oração na provação
Muitos procuram este salmo como “oração de confiança em Deus”, e com razão: poucos textos descrevem com tanta verdade a provação do justo. Há a doença que consome, a solidão dos amigos que fogem, a calúnia, o sentimento de ser esquecido, até o pensamento de ter sido rejeitado por Deus. O salmo não esconde nada disso.
Mas ensina também a atravessá-lo. Não com resignação, nem com revolta, mas com um ato de confiança repetido várias vezes, quase contra a evidência: «Mas eu em ti esperei, Senhor». A palavra latina autem, “mas”, volta como um eixo: tudo parece perdido, ego autem, mas eu. E fecha com um convite à fortaleza, viriliter agite: a esperança cristã não é passividade, é coragem.
O salmo 30 na liturgia de 1962
Sexta da segunda-feira. No Breviário Romano de 1962, que segue o saltério semanal de São Pio X (1911), o salmo 30 é rezado na Sexta da segunda-feira, dividido em três partes (versículos 2-9, 10-19 e 20-25), sob a antífona In tua justitia libera me, Domine. Você pode rezá-lo na sua hora no breviário.
Completas. O versículo 6 forma todas as noites o responsório breve das Completas: In manus tuas, Domine, commendo spiritum meum, com o verso Redemisti nos, Domine, Deus veritatis. Antes do sono, imagem da morte, o cristão entrega o seu espírito a Deus com as próprias palavras de Cristo agonizante. Antes da reforma de São Pio X, os primeiros versículos do salmo (2-6) eram rezados todas as noites nas Completas, entre o Cum invocarem e o Qui habitat.
O Te Deum. O primeiro versículo do salmo é também a última frase do Te Deum: In te, Domine, speravi: non confundar in æternum. O grande hino de ação de graças da Igreja termina com um ato de esperança tirado do salmo 30.
As Sete Dores. Nas Matinas da festa das Sete Dores de Nossa Senhora, em 15 de setembro, o salmo é cantado no primeiro noturno com a antífona do versículo 11, Defecit in dolore vita mea, et anni mei in gemitibus: a Igreja o põe nos lábios da Mãe das Dores.
No Missal. É um dos salmos mais usados:
- o intróito do domingo da Quinquagésima, no limiar da Quaresma, vem dos versículos 3 e 4, Esto mihi in Deum protectorem, et in locum refugii; a comunhão da Septuagésima, dos versículos 17 e 18, Illumina faciem tuam super servum tuum;
- depois de Pentecostes, o aleluia do VI domingo canta In te, Domine, speravi; a comunhão do VII, Inclina aurem tuam, accelera, ut eripias me; o gradual do VIII, de novo Esto mihi in Deum protectorem; o ofertório do XIII, In te speravi, Domine: dixi: Tu es Deus meus, in manibus tuis tempora mea;
- na Quaresma, o mesmo ofertório volta na terça-feira da I semana; o intróito da quarta-feira da III semana é Ego autem in Domino sperabo (v. 7-8); na sexta-feira e no sábado da semana da Paixão, o intróito é o versículo 10, Miserere mihi, Domine, quoniam tribulor.
Como rezar o salmo 31
Quem procura “salmo 31 para que serve” encontra aqui a resposta da Igreja: ele serve para confiar-se a Deus, como Cristo na cruz e como a Igreja todas as noites. Não é um amuleto nem uma fórmula que age sozinha; atribuir-lhe tal efeito seria superstição, que o Catecismo (n. 2111) e o Catecismo Romano condenam ao explicar o primeiro mandamento.
À noite. É o uso que a Igreja consagrou. O versículo 6 diz-se ao deitar, como nas Completas, entregando a Deus a noite, o sono e a vida. Acompanha bem as orações da noite e o salmo 91 (90 na Vulgata), Qui habitat, que se canta nas Completas de domingo.
À cabeceira de um moribundo. O versículo 6 é a oração da agonia: pode-se dizê-lo com o doente, ou por ele se já não consegue falar. Convém também na oração pelos mortos, entregando a alma do falecido ao «Senhor Deus da verdade» que a resgatou.
Na calúnia e no abandono. Quando se é esquecido «como morto», rejeitado pelos seus, os versículos 15 e 16 dão as palavras da confiança: «Nas tuas mãos estão as minhas sortes».
Na Sexta-feira Santa. Meditado diante do Crucifixo, o salmo faz entrar na última hora de Jesus; veja a página da Sexta-feira Santa.
Com o salmo 71. O salmo 71 (70 na Vulgata) começa quase com as mesmas palavras, «Em ti, Senhor, tenho esperado, não seja eu jamais confundido», e a Igreja o reza nas Completas de quinta-feira. Os dois se rezam juntos como uma única profissão de esperança.
Conclui-se com o Gloria Patri, como no Ofício.
Perguntas Frequentes
Por que o salmo 31 também é chamado de salmo 30?
Porque a Vulgata e a Septuaginta, seguidas pela liturgia católica e pela Bíblia Ave-Maria, unem num só os salmos 9 e 10 do hebraico. O salmo 31 das Bíblias de numeração hebraica é, portanto, o salmo 30 da Vulgata, o In te, Domine, speravi.
O que significa “Nas tuas mãos encomendo o meu espírito”?
É o versículo 6 do salmo: «Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: Tu me remiste, Senhor Deus da verdade». Nosso Senhor o pronunciou ao morrer na cruz, segundo São Lucas. Rezá-lo é entregar a própria vida, a própria noite e a própria morte nas mãos do Pai, a exemplo de Cristo.
O que diz o salmo 31, versículo 16?
Na tradução de Figueiredo: «Nas tuas mãos estão as minhas sortes. Livra-me das mãos dos meus inimigos, e dos que me perseguem». É o ato de confiança do justo no auge da provação: não pede para entender, entrega a Deus o seu futuro.
O salmo 31 é um salmo de confiança em Deus?
Sim, é um dos que melhor a exprimem: doença, solidão, calúnia, medo de ser rejeitado por Deus. A cada assalto o salmista responde com um ato de esperança, «Mas eu em ti esperei, Senhor», e conclui com o convite à coragem: «Obrai varonilmente».
Quem escreveu o salmo 31?
O título o atribui a Davi: «Salmo de Davi, pelo êxtase». A tradição o recebe como a oração do rei perseguido, inspirada pelo Espírito Santo; os Padres ouvem nele a voz de Cristo na Paixão.
Quando a Igreja reza o salmo 31?
No Breviário Romano de 1962, na Sexta de segunda-feira. O seu versículo 6 forma todas as noites o responsório breve das Completas, In manus tuas, e o seu primeiro versículo encerra o Te Deum.
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